Shalom

Espetáculo ‘Tempo de Flores’, emociona o público no primeiro dia do CJS

Mais de sete meses de preparação, a apresentação contou com muita oração, providências, e claro, com a beleza própria da arte Shalom que encantou as centenas de pessoas presentes de forma presencial, virtualmente ou ainda, pela TV Evangelizar.

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Tempo de Flores emocionou a todos no CJS Curitiba (Imagem/Comshalom )

O espetáculo Tempo de Flores surgiu no início deste ano com a proposta de ser uma homenagem aos 25 anos da Missão Shalom em Curitiba. De acordo com Luan Hatsuo, consagrado da Comunidade de Aliança e diretor do espetáculo, uma comissão da Missão rezou e Deus sempre falava por meio de alegorias das estações, como o caminho percorrido pelo ser humano, pela alma do filho de Deus, pela pessoa Shalom e também pela própria missão de Curitiba.

Um Deus generoso

“Desde o início, entendíamos que tínhamos um tesouro muito grande nas mãos e que deveríamos atrapalhar o mínimo possível. Por isso, a ideia era trazer pessoas da maior qualidade possível. Percebemos que era algo muito grande e não podíamos dar menos do que o nosso melhor”, explica Luan.

O que era para ser apresentado apenas na Missão Shalom Curitiba tornou-se algo nacional  com o CJS, “virou a chave quando o espetáculo começou a não caber mais nas nossas mãos. Curitiba passou a ser pequena para a voz de Deus, e resolvemos ir mais além: tocar a história de todos, não apenas a dos curitibanos. Deus é generoso”, afirma Luan.

Desde os primeiros atos já era possível ver pessoas com lágrimas nos olhos, emocionadas pelas atuações ou pelas canções. No outono, folhas caíam pelo Live Curitiba, criando uma interação entre atores e plateia. As cenas, somadas às canções, levavam muitos jovens à oração e às lágrimas, sentindo o mover do Espírito Santo.

As estações

O espetáculo utiliza as quatro estações como metáfora. O primeiro bloco, o verão, representa o seminário de vida — o primeiro encontro com Deus, cheio de empolgação e euforia. Tudo é intenso, vibrante, cheio de energia e emoção. Essa atmosfera inflamou corações e despertou entusiasmo.

Mas o outono chegou, e com ele, a aflição. As primeiras flores começaram a cair. Vieram as desilusões, a perda do fervor inicial, a dor, as dúvidas e as incertezas. A beleza do outono é diferente: o medo surge, os passos se descompensam, a dança perde o ritmo.

Na chegada do inverno, lágrimas se espalharam pela plateia. Muitos se identificaram com a personagem Gabriela, alguns apenas emocionados, outros chorando copiosamente. O inverno traz dor, luto e aparente ausência de vida. Mesmo com oração e abandono, a raiva tenta dominar, o jardim morre, ainda que seja cuidado, mas como diz o Jardineiro, “a cova serve para plantar”, na morte desse jardim, uma nova flor será encontrada.

Com a primavera, a dança retoma o ritmo; o amor se renova; o louvor e a oração retornam. A mensagem final é clara: não percam o brilho do verão nem o entusiasmo da fé. Basta esperar e confiar. Afinal, as flores novas são sempre mais belas que as antigas.

Uma cura durante a interpretação

Pedro Augusto Rossi, professor de Arte e Presidente Fundador da Companhia Teatral Aretés e interpretou o Jardineiro, declara que fazer parte desse espetáculo foi uma grande e grata surpresa. “O Luan me chamou para uma reunião, me apresentou o roteiro e de repente, virei o Jardineiro. Faz seis anos que eu não pisava no palco para interpretar uma personagem, e nós, atores, descobrimos que ninguém nos escolhe para o papel, é a personagem que vem ao nosso encontro. Foi assim que o Jardineiro se tornou uma homenagem ao meu avô Pedro que faleceu há sete meses”, diz o professor.

De acordo com o protagonista, o momento mais marcante, foi  em uma das imersões que fez, quando sentiu que Deus estava o curando do luto pela perda do avô e por isso fiz questão de trazer para o personagem um casaco dele que tem uma história e um valor afetivo muito grande para mim. 

Tempo de Flores foi uma experiência única e nós fomos os primeiros a sentir isso que a plateia viveu hoje, a compreensão clara de que Deus faz e que há beleza em cada estação de nossa vida. E assim como meu personagem me ensinou: ‘É morrer para ressuscitar.’ Esse espetáculo reacende em mim a chama da arte e me faz crer ainda mais, que a arte pode e deve voltar a ocupar o seu espaço na Igreja. O que vivemos hoje foi histórico e São João Paulo II com certeza está muito feliz no céu”, se emociona o ator.

O sonho de Deus bem maior que o nosso

O espetáculo Tempo de Flores, foi uma experiência muito bela de ver a vida da missão representada por cada momento, em cada cena ou estação, é o que afirma a postulante da Comunidade de Aliança, Gabriela Cristina de Carvalho, e continua, “ o faz ser ainda mais especial e belo é ver como cada um pode tranquilamente ser a personagem Gabriela, e se ver em cada momento de suas vidas todas essas estações. A alegria do verão, as dores e incertezas do outono, o inverno que chega e por vezes tenta até roubar a esperança de nós, mas logo passa e vem, conta a jovem.

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Para ela, a primavera traz a beleza de ver um novo jardim florido, com flores mais belas e fortes e firmes, por isso o espetáculo não é sobre a missão de Curitiba, mas sim, sobre a vida de cada jovem, a vida de todos o que escolhem e se decidem a viver em uma vida com Deus. 

A postulante ainda fala sobre a importância da arte na vocação Shalom. “Para nós nunca é mais um espetáculo,um teatro, dança ou música é sempre uma oportunidade de alcançar a vida das pessoas, levar a mensagem que Deus quer passar para aquele povo, e em Curitiba as pessoas são muito atraídas pela beleza da arte Shalom, que mostra a beleza da ação de Deus”, afirma.

Gabi compôs a música final do espetáculo e ainda se sente surpresa por isso. Para mim é muita loucura ainda, lembro sobre a composição dela que como Missão estamos vivendo o Jubileu de 25 anos de Shalom em Curitiba e foi pedido que escrevessem uma música para celebrar este momento. Com a graça de Deus, fui escrevendo e assim, surgiu a música ‘Porque a Morte Ele Venceu’, e a letra traz tudo o que Deus falou neste jubileu da missão de um Deus que nos dá: “Um tempo novo, nova esperança… um tempo novo, tempo de colher o que plantou”, de fato expressa aquilo que Deus quer de nós, um novo coração, disposto a amá-Lo e se doar a Ele”, conclui. 

É sempre possível florescer de novo

Outra protagonista do espetáculo é a Leticia de Lima de Sousa Bello, experiente da Comunidade de Aliança, ela conta um pouco de como dar vida e personalidade à personagem Gabriela. “A cada fala, a cada momento de construção da personagem, ela me ajudava a compreender coisas que eu mesma estava vivendo. Foi um processo muito profundo — não só artístico, mas espiritual. Dar voz às nossas vozes foi como rezar em cena, colocar para fora aquilo que tantas vezes falamos a Deus em silêncio. A Gabriela foi, de certa forma, o canal para que eu, Letícia, pudesse também expressar as minhas vivências”, explica.

Para conseguir “dar vida” a Gabriela, Letícia teve ajuda de diversas pessoas que a auxiliaram a encontrá-la, todavia, mais do que técnica e ensaio, foi preciso viver de verdade cada emoção. A Gabriela vive cada estação com muita intensidade, e assim, foi preciso que Letícia se permitisse também viver e atravessar. “Então, quando vocês viam a Gabriela, no fundinho, a Letícia também estava lá, vivendo cada momento junto com ela. Foi um exercício de entrega, de vulnerabilidade e de confiança”, conta.

A atriz revela qual cena mais a tocou e que considera que foi uma grande virada de chave para a Gabriela. “O momento em que o Jardineiro acolhe toda a revolta e dor dela, e lhe dá uma nova chance de recomeçar. Toda vez que vivencio essa parte, sinto vontade de chorar, porque foram tantas as vezes em que Deus fez exatamente isso comigo. É uma cena que me lembra que, com Ele, sempre é possível florescer de novo”, exclamou emocionada.

 

Com palmas, a última canção foi marcada com gritos e muito entusiasmo. Isso foi muito bem ensaiado” ” está perfeito”, eram frases que se ouvia pelos jovens durante o espetáculo, que em cada ato, mantiveram os olhos vidrados, e não perderam nenhum momento, afinal, tudo era muito impactante.

Serviço

Congresso de Jovens Shalom 2025 

Data: 17 a 19 de outubro de 2025
Local: Live Curitiba // R. Itajubá, 143 – Novo Mundo, Curitiba – PR, 81050-040
Faça sua inscrição
Instagram oficial: @juventudeshalomcuritiba

 


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