Notícias

Exame de Consciência: 10 pecados virtuais que talvez você precise confessar

Nos tempos atuais, alguns pecados podem estar mascarados como práticas comuns entre os usuários das redes. Examine se você já cometeu algum deles.

comshalom

A Confissão frequente é sempre recomendada para quem deseja a santidade e busca levar a sério sua vida espiritual. Um dos Sete Sacramentos instituídos por Jesus Cristo, a Confissão restitui a graça santificante. Nesse sentido, para fazê-la de maneira frutuosa, ensina o Catecismo da Igreja Católica, é preciso “examinar cuidadosamente a consciência” (CIC n. 1493).

Leia também| Mas afinal, como me preparar para uma boa confissão?

Uma boa forma para isso é confrontar a sua vida com os Dez Mandamentos. Portanto, é preciso conhece-los a fundo e não apenas com base na catequese recebida na infância durante a preparação para a Primeira Comunhão.

Atualmente, os pecados podem vir mascarados de práticas comuns entre os usuários da rede. Para auxiliar o seu próximo exame de consciência, preparamos abaixo uma lista com dez pecados virtuais, com base no estudo da teóloga e consagrada da Comunidade Aliança, Andreia Gripp.

Conheça os pecados virtuais

1 – Compartilhar Fake News

Este primeiro pecado atenta contra o 8º Mandamento da Lei de Deus: “Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20,16). Ensina o Catecismo: “O Senhor denuncia na mentira uma obra diabólica: «Vós tendes por pai o diabo, [… ] nele não há verdade; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44).” (CIC nº 2482)

2- Criar perfis fakes para compartilhar postagens

Analogamente, a criação de perfis fakes para compartilhar informações também é contrária ao 8º Mandamento. “A mentira contém em gérmen a divisão dos espíritos e todos os males que a mesma suscita. É funesta para toda a sociedade: destrói pela base a confiança entre os homens e retalha o tecido das relações sociais”, explica o CIC (nº 2486).

3- Copiar ou roubar senhas

Aqui entra uma ofensa ao 7º Mandamento: “Não roubarás” (Ex 20,15). “Todo o processo de se apoderar e de reter injustamente o bem alheio, mesmo que não esteja em desacordo com as disposições da lei civil, é contrário ao sétimo mandamento.” (CIC nº 2409)

4- Falar mal de pessoas nas redes sociais

A calúnia e a maledicência são condenadas pelo 8º Mandamento: “Não levantarás falso testemunho”. “A maledicência e a calúnia destroem a reputação e a honra do próximo. Por isso, lesam as virtudes da justiça e da caridade”. (CIC 2479)

5- Comprar indiscriminadamente pela internet

Esta é a forma moderna de consumismo. O Catecismo ensina que “o sétimo mandamento prescreve a prática da Justiça e da caridade na gestão dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.” (CIC 2451).

6- Violar correspondência digital

Da mesma forma, acessar o celular ou o computador de alguém sem o consentimento é também uma forma de violar a correspondência digital. O sétimo mandamento proíbe o roubo, isto é, a usurpação do bem alheio contra a vontade do seu proprietário. 

7- Consumir pornografia ou publicações que ferem a castidade

O Catecismo é claro ao dizer que o consumo de pornografia é um pecado grave e é contrário ao 6º Mandamento: “Não cometerás adultério”. “Ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro.” (CIC 2354)

8- Ameaçar pessoas e fazer discurso de ódio

Este pecado fere ao 5º Mandamento: “Não matarás” (Ex 20,13). “O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave”, ensina o CIC nº 2303.  Portanto, vale lembrar os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha: “Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus…”(Mt 5, 44-45).”

9- Adulterar informações para obter vantagem

De acordo com a doutrina católica, adulterar informações também se trata de mais um pecado contra o 7º Mandamento. O Catecismo ensina que tirar vantagem em detrimento de alguém é moralmente ilícito.

10- Produzir, consumir ou divulgar pirataria de livros, filmes, fotos e músicas

Os direitos autorais das produções precisam ser respeitados. “Causar voluntariamente um prejuízo em propriedades privadas ou públicas é contra a lei moral e exige reparação”, adverte o CIC.


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado.