
Não existe mesa. Não só por falta de dinheiro, pois faz parte da cultura local. Diferente do que estamos acostumados a ver e fazer, os moradores dessa casa comem abaixados e com pratos e panelas no chão. A comida é muito simples, tudo a base de arroz e folhas, nada de temperos, pois isso custa caro por aqui.
Esse é o retrato básico de uma família Malgaxe (aquele que nasce em Madagáscar, no Continente Africano). Normalmente nessa casa você encontra apenas filhos, mães e avós; os homens não costumam assumir a paternidade por aqui. Você pode encontrar também, algum tipo de doença (ou várias). O saneamento básico do país não existe, assim cresce as chances de proliferação de vírus e bactérias.
Essas, e outras calamidades, são a realidade desse povo em pleno século XXI. Parece que a dignidade humana foi fortemente roubada, ou nunca apresentada. Não que comer abaixado seja um erro, pois faz parte da cultura Malgaxe, mas existe a possibilidade de descobrirem que há outra forma, há uma maneira diferente e até mais confortável e higiênica.
Quando nos
Como eu e você, em nossas incapacidades e limitações, podemos mudar situações como essas? Irmã Dulce nos ensina que devemos amar, pois o amor pode, sim, vencer o egoísmo. Este egoísmo que mora em mim, em você, e em todos aqueles que são indiferentes aos pobres de Deus.
Só amor é capaz de mudar tudo, mas essa mudança começa dentro de nós (longe de todo clichê). Talvez você não possa vir até a África para servir, mas pode se esforçar para amar aquele colega de trabalho tão complicado, pode dividir o alimento, roupas e amor com as pessoas que você conhece e que são cheias de necessidades. São muitas as formas. O segredo de tudo é ao amor.
Lorena Alencar