Shalom

Experimentei na carne como realmente vale a pena não recusar o chamado de Deus

Sei que muitas outras coisas ainda irei aprender com o Peregrino do Amor, mas, a maior delas, sem dúvidas, foi essa que acabei de testemunhar.

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São João Paulo II sempre me inquietou por ser um santo ‘do nosso tempo’ e pelo seu amor aos jovens. Embora eu só tivesse 5 anos quando ele faleceu, lembro bem do dia em que sua morte foi anunciada na televisão, de quando foi beatificado e de quando foi canonizado, mas só comecei a cultivar uma devoção, de fato, depois que cheguei na Obra Shalom, onde fui aprendendo mais sobre a relação entre a Igreja Militante e a Igreja Triunfante.

Me inquietava o modo como as pessoas se referiam aos santos na Comunidade: elas os chamavam de ‘amigos’, ‘padrinhos’, ‘intercessores’… e, ao perceber a relação de São João Paulo II com o Carisma, voltei a sentir no coração aquela presença que sentia quando ele ainda estava vivo ou quando ouvia falar sobre ele, mas desta vez eu sabia como chamar isto e logo pensei: ‘eu quero ser amiga dele!’.

Havia pouco tempo que eu chegara à Obra, mas alguns meses depois (o ano era 2017), tivemos um Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) aqui na missão no qual fui servir. Foram somente oito participantes, oito! Todos estávamos nos perguntando o que Deus queria com aquele seminário que estava sendo, aparentemente, um fracasso e a resposta não demorou a chegar: Deus queria alcançar a nós servos que ali estávamos. E como ele me alcançou? Na porta do alojamento feminino tinha uma plaquinha na grama que dizia: ‘Se sentires o chamado de Deus, não recuseis.’ (São João Paulo II). Esta frase parecia gritar ao meu coração toda vez que eu passava por lá. Mas, até então, eu não entendia muito bem nem tinha uma vida de oração consistente, então, só guardei aquelas palavras.

Neste mesmo SVES eu ganhei minha primeira medalha e adivinha de quem era? Isso mesmo! São João Paulo II. Aquelas palavras continuaram a me acompanhar durante o ano seguinte, quando ingressei no Vocacional e ganhei neste mesmo ano outra medalha de São João Paulo II, só que esta trazia no verso também outro santo por quem tenho grande apreço: São João XXIII.

Aquela frase foi uma das que me ajudaram a não parar diante do medo quando a inquietação para ir em missão começou a surgir e lá fui eu, em 2019, com menos de dois anos de Obra, como Jovem em Missão. Experimentei na carne como realmente vale a pena não recusar o chamado de Deus e durante todo o ano pude ir vendo sinais da sua intercessão. Sei que muitas outras coisas ainda irei aprender com o Peregrino do Amor, mas, a maior delas, sem dúvidas, foi essa que acabei de testemunhar.

Jéssica Resende


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