No segundo dia de retiro, o Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, esteve presente junto à Comunidade para pregar sobre o tema “Permanecei no amor”, baseado na passagem de Jo 13, 1-20.
Dentro deste contexto, ele falou sobre a beleza de seguir o Cristo, a beleza dos carismas, citando o Carisma Shalom e a experiência do fundador, Moysés Azevedo, que encontrado pelo amor, via os jovens pelas ruas e sentia por eles esse mesmo amor.
Dom Roberto Lopes lembra que o fim último de todo carisma de uma espiritualidade é a configuração a Cristo, e que a beleza dentro da Comunidade está na presença de padres, celibatários, famílias, membros da Comunidade de Vida, Aliança e Obra. E nisto, aparece a possibilidade de alcançar muitos, alcançar os ‘seus’.
“Fazer um retiro é inclinar a cabeça no peito de Jesus, estar ali na escuta, como João fez”, cita o presbítero sobre a sexta-feira do tríduo.
É próprio de Jesus nos convidar a aceitar seu ato de extremo amor para conosco: “Ninguém rouba a minha vida, eu a dou livremente”. É lindo ver a maneira como Jesus é livre, e Sua entrega total e livre, pois se deixou imolar como Cordeiro. As palavras ‘até o fim’, significam até o fim da vida, até o último respiro, mesmo sendo humilhado e traído, permaneceu amando.
O amor quer se fazer ação
Ainda convidou os presentes a refletir sobre a última vez que foram capazes de amar e dedicar a vida pelo irmão, sempre enfatizando o amor profundo de Cristo, que não se deixou cansar em intensidade e profundidade.
Ressaltou que os discípulos permaneceram no mundo, ao passo que Jesus estava na Glória, e neste caminho se sentiram sozinhos, enfrentaram muitas provações, mas carregavam consigo a certeza do amor de Cristo que os faziam continuar.
O vigário continua falando que é na vinha do Senhor, no seu seguimento que faremos uma experiência profunda com este amor, dentro dos estados de vida, pois “amando os seus, amou-os até o fim”. Este é o ‘estilo de vida’ de Jesus, o Seu modo de amar.
E ao se entregar a morte, Cristo realiza a maior necessidade de toda pessoa, que é ser liberta, redimida dos pecados e entrar no Reino dos Céus. E, empenhados no amar, também nós podemos nos configurar a Ele e buscar a santidade.
Ele citou testemunho de cristãos que se consumiram inteiramente por amor, amando e se doando aos irmãos, ressaltando a importância das virtudes, que os fizeram livre para o martírio.
“Só vive em comunidade quem tem gosto pelo cotidiano, pois é aí que Deus vai trabalhando a nossa santidade”, por isso a importância de permanecer no amor e na vinha.
Por fim, recorda a postura de Maria, que permanece aos pés da Cruz, que em silêncio nos mostra que podemos aprender a amar, servir e ter esperança. E de João, que por amor, acolheu a Mãe de Deus em sua casa, convidando a todos, a assim também fazer.