O Apóstolo Paulo, impelido pelo Espírito Santo foi enviado com seus companheiros para anunciar o Evangelho na Macedônia. Obedecendo ao chamado divino, rapidamente se dirigiu à cidade de Filipos. “Num sábado, saímos pela porta da cidade em direção à margem de um rio, onde pensávamos que se fizesse oração. Sentamos e passamos a conversar com algumas mulheres”, lê-se nos Atos Apóstolos 16, 13.
Entre os que receberam o anúncio naquela manhã estava Lídia, uma comerciante de púrpura que segundo o Livro dos Atos, teve seu coração aberto pelo próprio Senhor para ouvir o discurso de Paulo. Lídia foi batizada naquele mesmo dia com toda a sua casa, tornando-se uma evangelizadora.
A mulher insistiu para que o Apóstolo e seus companheiros ficassem hospedados em sua casa, o que mudou os planos dos evangelizadores. Naquela cidade Paulo sofreu várias perseguições, inclusive foi preso e solto milagrosamente na madrugada após um terremoto que lhe abriu as portas da cela.
Foi para a casa de Lídia que o Apóstolo e o carcereiro da prisão – que também se converteu – voltou. Ali os fiéis se encontravam em oração como narra os Atos dos Apóstolos. A residência de Lídia se tornou, portanto, a primeira Igreja da Europa. Tempos depois, Paulo destinou uma de suas cartas aos Filipenses que certamente tinham em Lídia, referência para vivência da fé.
Lídia foi uma das primeiras a ser aclamada como santa na história do cristianismo, filha espiritual de Paulo, Lucas, Silas e Timóteo. Seu nome aparece inscrito nas Catacumbas. Por sua profissão de comerciante de púrpura, foi dada como padroeira dos tintureiros e comerciantes.