A família, o trabalho e o colégio ou faculdade são locais propícios de evangelização diária. “Jesus confiou a nós um povo”, destacou a assistente apostólica da Comunidade Shalom, Gabriela Dias. Ela pregou na tarde do Encontro Geral da Obra Shalom em Sobral-Ce. O evento é realizado no Ginásio Poliesportivo neste domingo, 16.
A oração nos locais em que passamos diariamente é feita pelo testemunho e também o anúncio explícito de Jesus. “Uma conversa na sala de aula pode mudar a vida de uma pessoa para sempre”, destacou.
Gabriela Dias contou seu testemunho de evangelização com sua família e na faculdade. Ela lembrou que os dois anos em que passou na faculdade de medicina foi uma “escola de coerência evangelizadora.” Foi um tempo em que ela pode viver a evangelização no meio dos jovens. “A faculdade e a família se tornaram um lugar de evangelização”, contou. Na época, Gabriela tinha entre 17 e 18 anos. “A primeira coisa que Deus me pediu foi o celibato e rezar todos os dias”, contou.
A assistente apostólica lembrou a Evangelii Nuntiandi do Papa Paulo VI na qual o Santo Padre destacou que o testemunho de uma vida cristã é o primeiro meio de evangelização. “O testemunho de uma vida autenticidade cristã, entregue nas mãos de Deus e dedicada ao próximo é o primeiro meio de evangelização”, explicou.
Para evangelizar nos nossos lugares de trabalho e nas nossas casas é necessário ser a mesma pessoa que tem sede de Deus na oração, na casa e no trabalho. “As pessoas escutam com mais boa vontade as testemunhas que os mestres.” Para testemunhar, importa a forma como eu me visto, como uso meu tempo livre, como uso meu dinheiro, como eu me relaciono com meus pais e com os outros. E também como nos relacionamos com Deus na oração. “O belo testemunho cristão é fruto de uma experiência com Deus.”
Nas famílias, é necessário dar testemunho e aproveitar as perguntas para evangelizar. “A família vai vendo seu testemunho e vai desejando viver também”, destacou. Também é necessário não viver um discurso moralista para a família, mas rezar com eles.
Gabriela disse ainda ser necessário estar junto com a Comunidade para evangelizar. “Cuidado com a idolatria do cansaço, o ídolo do bem-estar”, ressaltou. Por conta dos cansaços, existe o risco de deixar de amar.
Teresa Fernandes