Há 19 anos morria João Paulo II. Primeiro papa não italiano em quatro séculos e meio, o polonês Karol Wojtyla encantou o mundo com seu carisma durante seu pontificado, o terceiro mais longo em 2000 anos de História da Igreja.
Na noite do dia dois de abril de 2005, Dom Leandro Sandri, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, anunciou a notícia a milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. Era a véspera do Domingo da Misericórdia, festa instituída pelo próprio Papa João Paulo II anos antes. Desde aquela noite até o dia 8 de abril, dia em que foram celebradas as exéquias do falecido Pontífice, mais de três milhões de peregrinos homenagearam o Papa polonês, permanecendo inclusive 24 horas na fila para poder entrar na Basílica de São Pedro.
Conhecido como o Papa peregrino, João Paulo II fez diversas viagens apostólicas: 104 fora da Itália e 146 no país. Entre seus grandes feitos estão a promoção das Jornadas Mundiais da Juventude e seu importante trabalho em defesa da família.
Relembre suas primeiras palavras ao ser nomeado Papa
“Queridos irmãos e irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido Papa João Paulo I. E agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima”.
“Não sei se posso expressar-me bem na vossa… na nossa língua italiana. Se eu errar, vocês me corrijam. E, assim, apresento-me diante de todos vocês, para confessar a nossa fé comum, a nossa esperança, a nossa confiança na Mãe de Cristo e na Igreja, e também para começar de novo a andar por este caminho da História e da Igreja, com a ajuda de Deus e com a ajuda dos homens”.
Suas últimas palavras
O relatório do Vaticano revela que João Paulo II, seis horas antes da sua morte, disse em polonês, “com uma tênue voz e murmurando: ‘Deixai-me ir à casa do Pai’”. O jornal romano ‘La Repubblica’ citou um sacerdote polonês, Jarek Cielecki, dizendo que o papa morreu “logo” depois de pronunciar com grande esforço a palavra “amém”.
Com inf. de Aci Digital
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