Em um evento marcado pela música e expressão da fé, o Festival Halleluya deu um passo gigante na inclusão ao lançar, pela primeira vez, o “Espaço da Calma”, local voltado para neurodivergentes (autistas, Tdah, Tod e outros). A iniciativa, uma parceria com a Prefeitura de Fortaleza, demonstra que o evangelho pode – e deve – ser vivido com sensibilidade, empatia e acessibilidade.
O espaço oferece um ambiente seguro, silencioso e sensorialmente equilibrado, ideal para quem precisa de um tempo de pausa em meio à agitação do festival. Com luzes suaves, abafadores de ruído, brinquedos táteis, pufes, o local se transforma em um verdadeiro refúgio para crianças, jovens e adultos neurodivergentes.

Mais do que uma estrutura física, o espaço é um gesto de cuidado. É o reconhecimento, por parte da organização, de que celebrar a fé é um direito de todos – inclusive daqueles que percebem e sentem o mundo de forma diferente.
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“É a primeira vez que consigo participar tranquilamente de um evento tão grande como esse”, contou emocionada a dona de casa Dayane Ellen, acompanhada do seu filho de 4 anos, Victor Ravi, diagnosticado com autismo. “Ter um espaço como esse nos dá segurança e mostra que nossos filhos também tem lugar na igreja, sem exclusões”, disse ela.
Voluntários: um ato de amor
A presença de voluntários capacitados para acolher os neurodivergentes e suas famílias reforça o compromisso do Halleluya com a dignidade e o bem-estar de cada participante. É uma iniciativa que vai além da inclusão no papel: é vivida na prática, no detalhe, no gesto. Para a postulante da Comunidade Católica Shalom e neuropsicopedagoga Ewelliny Sousa, “está sendo extraordinário servir nesse espaço. Ver uma criança autista sorrindo tranquila, brincando no seu tempo, enquanto a família curte o festival não tem preço. Isso é um sinal que a igreja continua no seu firme papel de ouvir e acolher a todos”, destacou.
Outros espaços de inclusão
Além do “Espaço da Calma”, o Festival Halleluya também conta com um espaço destinado às pessoas com outras deficiências, sejam estas físicas ou cognitivas. Nesta área reservada tem cadeirantes, deficientes visuais e surdos. O local é demarcado com uma faixa azul, com rampa de acesso, segurança na entrada, identificação e banheiros adaptados. É permitido a entrada de um acompanhante e, para aqueles que precisam de um auxilio maior, é autorizado até dois acompanhantes.