
“Parece ter sido um ataque deliberativo contra uma estrutura sanitária. Condenamos da maneira mais forte possível”, disse Massimiliano Rebaudengo, chefe de operações dos MSF na Síria.
A ONG estima que 40 mil pessoas ficarão sem acesso à saúde após a destruição do hospital na região. O centro médico continha 30 leitos e uma equipe de 54 pessoas. O hospital teria sido atingido quatro vezes, em uma série de dois ataques e com um intervalo de poucos minutos. O hospital é gerenciado pelos MSF desde setembro de 2015. Em outro atentado contra um centro de ginecologia e pediatria em Azaz, ao norte de Aleppo, ao menos 14 pessoas morreram. A ação teria sido cometida por forças aéreas sírias. Na semana passada, representantes de 17 países reunidos na Alemanha conseguiram assinar um acordo com o governo sírio e membros da oposição para um cessar-fogo que deve entrar em vigor nos próximos dias. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para seu par russo, Vladimir Putin, para pedir que Moscou interrompa os ataques no território sírio para que o cessar-fogo vigore. Os países acusam a Rússia de, em vez de bombardear alvos terroristas, atacar rebeldes para fortalecer o regime de Bashar al-Assad. Apesar dos apelos, Moscou disse que continuará bombardeando zonas próximas a Aleppo mesmo durante o cessar-fogo. A Rússia e a Síria também acusaram a Turquia de violar o território e de apoiar grupos terroristas. “A Turquia continua favorecendo a penetração ilegal de forças jihadistas e mercenários armados na Síria”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo, segundo a agência Interfax.
Fonte: ANSA