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Mais do que a construção de um templo, participar das obras da Igreja é “deixar-se construir”, define arquiteta

No Jantar Beneficente da Igreja do Ressuscitado, a arquiteta Janice Dantas revela que a maior construção do templo não é feita de concreto, mas da obra interior que Deus realiza em quem se deixa transformar durante o tempo da edificação.

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Janice Dantas, arquiteta da Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz / Foto: COMSHALOM

Entre plantas arquitetônicas, cálculos e decisões que mudam a cada etapa, Janice Dantas, arquiteta da Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz, descobriu que o projeto mais profundo dessa obra não é feito de concreto, aço ou tinta, mas é uma transformação interior.

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Ela relata que, ao longo do tempo, passou a perceber que cada parte da edificação revela um chamado espiritual:

“O que tem me encantado é a obra interior. Entender que é uma construção dentro de nós, e que podemos dizer sim ou não para esta construção.”

Janice explica que muitos participam da edificação material: benfeitores, membros da comunidade, quem doa, quem ajuda ou trabalha. Porém, o verdadeiro risco é estar presente apenas materialmente e não permitir que Deus edifique a alma:

“A pessoa pode estar envolvida desde a pedra fundamental, participar de jantares, ser da Comunidade Vida ou Aliança, contribuir materialmente, e não se envolver interiormente. Mas eu vejo que é um desperdício não viver essa obra interior.”

Ela recorda figuras inspiradoras como São Francisco, que se reconstruiu enquanto reconstruía uma igreja, e Gaudí, hoje venerável, que viveu a fé enquanto projetava a Sagrada Família. E cita uma fala recente do Papa Leão XIV, por ocasião da dedicação da Basílica de São João de Latrão:

“Ele disse que a missão do templo não é apenas uma verdade de fé, nem só uma verdade teológica, nem apenas um rito. A missão do templo é um fato.”

Para Janice, esse “fato” é visível: o templo transforma quem se aproxima dele e quem o ajuda a existir.

A Igreja que constrói quem a constrói

Para explicar o que vive, Janice recorda uma experiência pessoal durante a gravidez. Ao fazer o exame de sexagem fetal, surpreendeu-se ao saber que o sangue do bebê estava em seu braço:

“Pensei: então não sou só eu que dou para o bebê. O bebê também me dá sangue.”

Assim ela compreende sua relação com o templo:

“Por muito tempo eu me senti ‘grávida’ dessa igreja. Eu dou sangue para ela, mas ela também me dá. A Igreja também me constrói. Passa a fazer parte de mim.”

Por isso, ela acredita que ser pedra viva é uma escolha, especialmente no contexto de um templo dedicado ao Ressuscitado:

“Ainda mais numa igreja dedicada ao Ressuscitado — que é o âmago da fé. Não desperdiçar a chance de se reconstruir nesse processo.”

A graça de ser construído agora

Janice afirma que este momento é precioso, enquanto há ainda muito por fazer. E convida aqueles que ainda não visitaram a igreja do Ressuscitado:

“Venha logo, porque vale a pena contemplar e se deixar contemplar, se deixar construir, porque ela está em construção ainda. Depois de pronta, será outra graça. Mas a graça do tempo da construção é agora. Ainda falta muito chão — é tempo de se deixar construir bastante.”

Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz

A primeira igreja construída pela Comunidade Católica Shalom teve suas obras iniciadas em 2013. De lá para cá, as estruturas foram sendo cada vez mais aperfeiçoadas e ampliadas. No ano passado, houve a Missa da Dedicação no dia da Solenidade de Todos os Santos. Neste ano, comemoramos o primeiro ano da Dedicação com a inauguração e com a bênção da Capela da Santa Mãe de Deus. 

Os próximos passos das obras da Igreja já estão definidos:

  • Bloco de serviços: espaço próximo à Igreja, com banheiros feminino, masculino, com acessibilidade, fraldário e almoxarifado.
  • Urbanização dos estacionamentos A e B: melhoria das acessibilidades, zonas de acolhimento, sinalização e paisagismo, para receber bem os fiéis, famílias e visitantes que chegam à igreja.
  • Capela da Reconciliação: um local dentro da Igreja reservado para o sacramento da Confissão, encontro íntimo com Deus e reconciliação comunitária.
  • Capela do Santíssimo Sacramento: obras de finalização do espaço de adoração e silêncio, onde o Santíssimo ficará exposto, oferecendo aos fiéis momentos de contemplação e intimidade com Cristo ressuscitado.
  • Caminho espiritual (via de oração e peregrinação): percurso para uma caminhada de fé, reflexão, oração e encontro com Deus.
  • Acabamento dos arcos estruturais: conclusão funcional dos arcos arquitetônicos que marcam a construção.

Colabore com o avanço desses projetos imediatos! Você pode fazer uma doação espontânea única ou mensal nos dados bancários a seguir. 

Chave PIX: igreja@comshalom.org 


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