
Meu nome é Matheus. Nasci em uma família tradicionalmente católica. Desde pequeno ia a missa todos os domingos, participava de grupos jovens, coroinhas, estava sempre muito engajado na igreja. Fui crescendo e me envolvendo também com as coisas que o mundo me ofertava, comecei a beber, ir a festas com mais frequência e com esse envolvimento, fui deixando aos poucos a minha vida dentro da Igreja.
Conheci uma menina e comecei a namorar, era um relacionamento totalmente desordenado, centralizado nos prazeres e nos desejos. Aos 21 anos essa namorada engravidou e tive uma filha e pouco tempo depois esse relacionamento chegou ao seu fim. Ao terminar esse relacionamento, eu que já tinha me afastado por completo de Deus, decidi viver tudo o que o mundo tinha pra me ofertar, mergulhava cada vez mais nas festas, bebidas, drogas, vivia de forma muito intensa, porém nada daquilo me preenchia de fato. Eu buscava cada vez mais preencher um vazio que tinha no meu coração. Buscava uma felicidade que permanecesse após o efeito do álcool passar, após as festas acabarem, mas não encontrava, então ia sempre em busca de mais e mais dessa felicidade tão passageira.
Minha irmã participava do Shalom e sempre havia convivência com os amigos do Shalom em nossa casa. Um dia vendo aquele povo, via que eles possuíam algo diferente, algo que eu não conseguia encontrar. Decidi então fazer o Acamp’s. Dia 16 de julho de 2018 pode ser uma data qualquer pra muitos, mas para mim é o dia no qual eu encontrei a felicidade, o dia onde vi a verdadeira felicidade transbordar. Cheguei no Acamp’s e a primeira imagem que eu vi foi de um jovem cego que pulava de alegria, louvando e cantando a Deus. Aquilo mexeu muito comigo e naquele momento todos os meus conceitos de felicidade foram quebrados dento de mim.
Foram seis dias de acampamento. A cada dia eu ia me percebendo o quanto eu era a infeliz e o quão vazio eu era. Ia percebendo quantos conceitos e ideias precisavam ser mudados dentro de mim. O mais importante, nesses dias eu pude aprender que a verdadeira felicidade, aquela que não passa, vem do amor e esse amor não é um simples sentimento, é uma pessoa. É uma pessoa que gritava e se abaixava para que eu pudesse voltar aos seus braços. Uma pessoa que não desejava saber por onde andei ou tudo que fiz, não queria me julgar ou discriminar, queria apenas me acolher e me proporcionar um caminho novo, um caminho de e para felicidade.
Nesses dias fui me rendendo a esse amor e Ele foi preenchendo os vazios que haviam em mim. Foi tirando tudo aquilo que me impediam de viver a verdadeira felicidade e foi colocando em mim o desejo não mais viver para mim mesmo, mas viver para este amor que me alcançou e me deu um novo sentido.Hoje sou vocacionado da comunidade e graças a experiência que tive no Acamp’s minha vida possui um novo sentido.
Aquele amor que me resgatou no acampamento me impulsiona a levar essa felicidade que não passa a todos os jovens que ainda buscam preencher os vazios em tantos lugares por não saber onde encontrar a verdadeira alegria. Me impulsiona a dar a minha vida em prol dos jovens, dos homens, dos pobres. Me impulsiona a desejar a santidade e a ser para muitos testemunho de que Deus basta, de que Deus está batendo na porta do nosso coração desejando ali habitar e transbordar a felicidade verdadeira.

