Shalom

Jovens testemunham experiências vividas no Acamp’s

Conheça o testemunho de três jovens que já participaram do Acamp’s na missão de Brasília:

No meu primeiro Acamp’s eu estava bem perdido, e eu já não havia mais tanta esperança acima do viver em si, e só queria viver mesmo para poder saciar meus prazeres, minhas vontades, viver só pra mim. Ao ir para o acampamento, eu tive um contato com um pessoal que tinha um amor no coração o qual eu não entendia, eu olhava aquela alegria e pensava “caraca, como que esse povo é tão disposto assim?”.
 
Aquilo foi me encantando e criando em meu coração uma vontade de viver algo que eu não tinha experienciado. Eu pude sentir o amor de Deus, pude me sentir amado de forma pessoal depois de muito tempo, só que eu não me deixei levar por essa vontade, por medo de um novo em minha vida. Passou-se o tempo após o Acamp’s que eu participei, eu fui servir, quase que obrigado, em outro Acamp’s no final do ano.
 

 
Eu estava servindo na limpeza, sem vontade nenhuma de estar ali, e aos poucos Deus foi me conquistando. Ao ter uma visão de dentro do serviço, eu pude ver que os servos queriam realmente dar a vida por aqueles jovens que estavam participando, e eu passei a permitir que essa alegria brotasse em mim também, e quando eu menos esperava, eu estava lavando o banheiro cantando louvores ao Senhor, adorando a Cristo no santíssimo, algo que eu não dava tanto valor, e sentindo aquela alegria imensa em meu coração.
 
Eu saí dali pensando “meu Deus, que alegria é essa?” E desde então arde em meu coração essa vontade que outras pessoas experienciem essa alegria, alegria que me salvou da morte, essa alegria que me moveu a amar ao próximo e dar valor à vida, e me move todos os dias até hoje, e sempre que me encontro para baixo ou cansado, é essa alegria que me levanta e me conduz.
Iago de Sousa
 
A minha experiência com Deus foi em Julho de 2015.  Nesse período eu era uma jovem muito doida, vivia falando besteira, zoando com todo mundo, tinha muitas amizades, mas me sentia muito triste e nada amada. Nas férias, minha madrinha partiu em missão, eu tava muito chateada, mas ela me pediu tipo MUITO pra eu ir pro Acamp’s e eu só aceitei ir porque ela era minha “Dinda”. Chamei minhas amigas, e inacreditavelmente elas toparam ir. Arrumamos tudo e fomos.
 
Eu tive várias experiências com o Amor, desde o momento que eu entrei no ônibus e vi a alegria da galera indo pra um retiro da igreja, até quando eu fiquei sabendo que os servos pagavam pra servir. Todos os dias naquele acampamento eu me senti amada, por pessoas que eu nem conhecia, e me deixava “de cara”, porque eu não acreditava no amor gratuito. E eu queria descobrir o que levava as pessoas a sentirem isso. Até que um dia eu pedi muito a Deus q me desse esse sentimento.
 
 
E foi numa adoração que eu senti um Amor que não cabia dentro de mim e eu só sabia chorar. E depois disso, eu não quis mais saber de amor nenhum, não quis mais buscar em nenhum lugar se não n’Ele. Mesmo que eu não tenha perseverado no Shalom naquele tempo, eu tinha a certeza de que eu era amada por alguém e não me sentia mais carente.  E depois de 3 anos, eu participei de outro Acamp’s e dessa vez Deus me fez um convite a viver com Ele e eu hoje posso dizer que, mesmo em meio a tantas dificuldades, eu sou feliz e MUITO amada. Vale muito a pena!
 
Bárbara Lisbôa

Meu nome é Matheus. Nasci em uma família tradicionalmente católica. Desde pequeno ia a missa todos os domingos, participava de grupos jovens, coroinhas, estava sempre muito engajado na igreja. Fui crescendo e me envolvendo também com as coisas que o mundo me ofertava, comecei a beber, ir a festas com mais frequência e com esse envolvimento, fui deixando aos poucos a minha vida dentro da Igreja.

Conheci uma menina e comecei a namorar, era um relacionamento totalmente desordenado, centralizado nos prazeres e nos desejos. Aos 21 anos essa namorada engravidou e tive uma filha e pouco tempo depois esse relacionamento chegou ao seu fim. Ao terminar esse relacionamento, eu que já tinha me afastado por completo de Deus, decidi viver tudo o que o mundo tinha pra me ofertar, mergulhava cada vez mais nas festas, bebidas, drogas, vivia de forma muito intensa, porém nada daquilo me preenchia de fato. Eu buscava cada vez mais preencher um vazio que tinha no meu coração. Buscava uma felicidade que permanecesse após o efeito do álcool passar, após as festas acabarem, mas não encontrava, então ia sempre em busca de mais e mais dessa felicidade tão passageira.

Minha irmã participava do Shalom e sempre havia convivência com os amigos do Shalom em nossa casa. Um dia vendo aquele povo, via que eles possuíam algo diferente, algo que eu não conseguia encontrar. Decidi então fazer o Acamp’s. Dia 16 de julho de 2018 pode ser uma data qualquer pra muitos, mas para mim é o dia no qual eu encontrei a felicidade, o dia onde vi a verdadeira felicidade transbordar. Cheguei no Acamp’s e a primeira imagem que eu vi foi de um jovem cego que pulava de alegria, louvando e cantando a Deus. Aquilo mexeu muito comigo e naquele momento todos os meus conceitos de felicidade foram quebrados dento de mim.

Foram seis dias de acampamento. A cada dia eu ia me percebendo o quanto eu era a infeliz e o quão vazio eu era. Ia percebendo quantos conceitos e ideias precisavam ser mudados dentro de mim. O mais importante, nesses dias eu pude aprender que a verdadeira felicidade, aquela que não passa, vem do amor e esse amor não é um simples sentimento, é uma pessoa. É uma pessoa que gritava e se abaixava para que eu pudesse voltar aos seus braços. Uma pessoa que não desejava saber por onde andei ou tudo que fiz, não queria me julgar ou discriminar, queria apenas me acolher e me proporcionar um caminho novo, um caminho de e para felicidade.

Nesses dias fui me rendendo a esse amor e Ele foi preenchendo os vazios que haviam em mim. Foi tirando tudo aquilo que me impediam de viver a verdadeira felicidade e foi colocando em mim o desejo não mais viver para mim mesmo, mas viver para este amor que me alcançou e me deu um novo sentido.Hoje sou vocacionado da comunidade e graças a experiência que tive no Acamp’s minha vida possui um novo sentido.

Aquele amor que me resgatou no acampamento me impulsiona a levar essa felicidade que não passa a todos os jovens que ainda buscam preencher os vazios em tantos lugares por não saber onde encontrar a verdadeira alegria. Me impulsiona a dar a minha vida em prol dos jovens, dos homens, dos pobres. Me impulsiona a desejar a santidade e a ser para muitos testemunho de que Deus basta, de que Deus está batendo na porta do nosso coração desejando ali habitar e transbordar a felicidade verdadeira.

Matheus Silva

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