O Papa Francisco abriu a segunda Porta Santa do Jubileu da Esperança nesta quinta-feira, 26 de dezembro. A porta, que fica no presidio romano de Rebbibia, é parte de um desejo particular do Pontífice. Em sua homilia, proferida espontaneamente, Francisco reafirmou isso aos presentes. “Escancarar é um gesto bonito, abrir: abrir as portas. Mas, o mais importante é o que isso significa: é abrir o coração”, disse o Papa.
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“Corações abertos. É isso que a fraternidade faz. Corações fechados, duros, não ajudam a viver. É por isso que a graça de um Jubileu é escancarar, abrir e, acima de tudo, abrir os corações para a esperança. A esperança não decepciona, nunca! Pensem bem sobre isso. Nos momentos ruins a gente pensa que tudo acabou, que nada se resolve. Mas a esperança nunca desilude”.
O Pontífice aproveitou para dar palavras de esperança aos presidiários. Ele lembrou que a esperança é uma âncora que torna a navegação segura. “Não perder a esperança. Esta é a mensagem que quero transmitir a vocês; a todos nós. Eu por primeiro. A todos. Não perder a esperança”, pediu.
“A esperança nunca decepciona. Nunca. Às vezes a corda é difícil e machuca nossas mãos. Mas com a corda, sempre com a corda nas mãos, olhando para a margem, para a âncora. Sempre há algo bom, sempre há algo para fazer adiante”, acrescentou.
Escancarar as portas do coração
O Papa reforçou duas mensagens aos presentes: a primeira, renovar a esperança; e a segunda, escancarar as portas do coração.
“Quando o coração está fechado, ele se torna duro como pedra; se esquece da ternura. Mesmo nas situações mais difíceis, manter o coração sempre aberto; o coração, que é exatamente o que nos torna irmãos. Abram bem as portas do coração. Cada um sabe como fazer isso. Cada um sabe onde a porta está fechada ou meio fechada. Cada um sabe”.
Por fim, o Santo Padre desejou aos detentos “um grande Jubileu” e “muita paz”. E confirmou suas orações por todos. “Que o próximo ano seja melhor que este. Todo ano tem que ser melhor. Quero saudar os detentos que permaneceram nas celas e que não puderam vir. Saudações a todos e a cada um de vocês. Não se esqueçam: agarrar-se à âncora”, finalizou.
