“Uma felicidade sem dimensão, mas, acima de tudo, muita gratidão a Deus por Sua bondade.” É assim que Maria Margareth, mãe de Isaac Nicolas, define o que sente ao ver o filho ser escolhido por Deus para o sacerdócio. O jovem é um dos cinco novos presbíteros da Comunidade Católica Shalom, que foram ordenados na última segunda-feira, 27 de outubro.
A história de amor e vocação da família foi costurada, literalmente, pelas mãos dessa mãe.
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Amor que se expressa em cada ponto
Costureira desde a juventude, Dona Margareth sempre viu na arte de costurar uma forma de servir a Deus. “Há alguns anos, em gratidão pelo dom que recebi, e por ser uma consagrada, decidi fazer apenas roupas castas”, conta.
Seu dom se transformou em missão. Ao longo dos anos, confeccionou inúmeras peças para irmãos da Comunidade de Vida e de Aliança. Quando soube que o filho seria ordenado diácono e, depois, sacerdote, ela desejou colocar também suas mãos e seu coração a serviço dessa história vocacional.
“Essa felicidade começou quando fiz as túnicas do diaconato, mas Deus foi além”, relata. “O Pe. Evandro Menezes (Assessor Litúrgico-sacramental da Comunidade Shalom) me convidou para fazer um treinamento para a confecção de casulas. Fiz, então, junto com a Paulinha, as casulas da ordenação do Isaac e dos outros irmãos.”
Nos últimos dias antes da ordenação, Dona Margareth terminou também as túnicas da Missa sacerdotal — cada ponto costurado em oração e entrega.
Um gesto de mãe, um ato de fé
O trabalho de confeccionar a casula e a túnica do próprio filho foi, para ela, um momento de contemplação e emoção profunda.
“Nunca imaginei um dia ter a graça de fazer a túnica e casula da ordenação de meu filho. Imagino chegar no Céu e apresentar o manustérgio que costurei…”
Além do filho, ela também serviu com o mesmo amor aos outros neossacerdotes ordenados com Isaac. “Faço com muito amor e dedicação, pois somos uma família. Faço para meus irmãos, como se fizesse para meu filho”, afirma.
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Um coração inflamado pelo sacerdócio
O agora Pe. Isaac Nicolas, natural do Ceará, é descrito pelos irmãos de comunidade como um homem de oração e zelo missionário. A história de sua mãe, Dona Margareth, é um retrato vivo do que significa ofertar a vida ao Senhor em todas as dimensões — até mesmo nos pequenos gestos e nos dons cotidianos.
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“Costurei também por gratidão a Jesus, a Virgem Maria e a São José, por sempre cuidarem do nosso Isaac em todos esses anos de Comunidade de Vida. Shalom.”

Uma casula que fala de amor
A casula, símbolo do sacerdócio, representa o “revestir-se de Cristo”. O gesto de uma mãe que a costura para o próprio filho é um sinal visível de como Deus entrelaça vocações e famílias em um mesmo amor. Assim, o manto que cobre o novo sacerdote é também um manto de oração, cuidado e maternidade espiritual, costurado com lágrimas, fé e gratidão.



