A Santa Sé divulgou nesta terça-feira, 20 de janeiro, a mensagem do Papa Leão XIV para o 34º Dia Mundial do Doente, que será celebrado em 11 de fevereiro. Com o tema “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”, o Pontífice convida os fiéis e toda a sociedade a redescobrirem a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão em um mundo marcado pela pressa e pelo isolamento.
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Neste ano, as celebrações centrais acontecerão em Chiclayo, no Peru, terra onde o Santo Padre viveu anos de sua trajetória missionária. Em seu texto, Leão XIV utiliza a parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37) para recordar que o cuidado com o doente não é apenas um ato de assistência, mas uma decisão voluntária de amor que exige presença e tempo.
O desafio de “tornar-se próximo”
O Papa destaca que a verdadeira compaixão nasce de um olhar atento, capaz de romper a “lógica da pressa”. Ele observa que o samaritano da parábola não apenas viu o homem ferido, mas deixou-se tocar pela sua realidade.
“Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo, ou seja, como nos tornar-nos nós mesmos próximos”, afirma o Santo Padre na mensagem.
Para o Pontífice, a proximidade não é um dado geográfico ou social, mas um movimento da vontade: “Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele”.
Destaques da Mensagem do Papa
O documento traz reflexões profundas sobre a identidade cristã diante do sofrimento humano. Entre os pontos centrais, destacam-se:
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A dor que nos pertence: O Papa sublinha que o sofrimento alheio deve ecoar no coração da Igreja. Segundo ele, “a dor que comove nunca é estranha, mas sempre interpela e exige resposta”.
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O dom do tempo: Em uma crítica à cultura do efêmero, o texto ressalta que o samaritano, ao cuidar do ferido, ofertou o que temos de mais precioso: “Sobretudo, deu-lhe o seu tempo”.
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Mais que filantropia: Leão XIV explica que o serviço aos enfermos deve ser um sinal da entrega de si. “Não são meros gestos de filantropia, mas sinais nos quais se pode perceber que a participação pessoal nos sofrimentos do outro implica dar-se a si mesmo”.
Um chamado à unidade e ao cuidado
A mensagem é um convite não apenas aos profissionais de saúde e agentes da Pastoral da Saúde, mas a todos os batizados. O Papa recorda que o Bom Samaritano não agiu sozinho, mas confiou o ferido ao hospedeiro, inaugurando uma dinâmica de corresponsabilidade no cuidado.
“Queridos irmãos e irmãs, «o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que tem as suas raízes no amor de Deus». Desejo vivamente que nunca falte no nosso estilo de vida cristão esta dimensão fraterna, “samaritana”, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo. Inflamados por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.”