A morte de Jesus foi o tema da catequese desta quarta-feira, 10 de setembro, conduzida pelo Papa Leão XIV. Na audiência, o pontífice refletiu sobre a Cruz e deu continuidade ao ciclo de meditações semanais sobre Jesus, nossa esperança.
O Papa destacou o grito do Senhor na hora da provação, no leito da morte: “Jesus, soltando um forte grito, expirou” (Mc 15,37). Esse ato foi precedido pelas palavras do Mestre ao Pai: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
“Não se trata de uma crise de fé, mas da última etapa de um amor que se oferece até o fim. O clamor de Jesus não é desespero, mas sinceridade, verdade levada ao limite, confiança que resiste até quando tudo se cala.”
O Santo Padre explicou que Cristo não gritou contra o Pai, mas para Ele. Mesmo no silêncio, permaneceu convicto de Sua presença. “Assim, Jesus mostrou-nos que a nossa esperança pode gritar, até quando tudo parece perdido”, afirmou.

O grito de Jesus e o nosso
Para o Papa, em Jesus, o grito tornou-se um gesto espiritual: “Pode ser até a forma extrema da oração, quando já não temos palavras. Naquele clamor, Ele colocou tudo o que lhe restava: todo o seu amor, toda a sua esperança!”
Ele acrescentou que o grito é expressão humana universal: “Grita-se quando se sofre, mas também quando se ama, quando se chama, quando se invoca. Gritar é dizer que estamos presentes, que não queremos apagar-nos no silêncio, que ainda temos algo a oferecer!”
Ao concluir, o pontífice convidou os fiéis a aprenderem de Cristo “o clamor da esperança quando chega a hora da extrema provação.”
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