
Na água, boiava um colete salva-vidas e ao perguntar ao motorista do iate, um trabalhador local, o que era aquilo, deparou-se com uma questão que, até então, ignorava: as milhares de pessoas que saem da África e do Oriente Médio todos os anos rumo à Europa e padecem no mar. O passeio no iate continuou, mas Catrambone já não era o mesmo. Chocado ao ser apresentado a essa realidade, ele foi atrás do assunto e decidiu usar metade de suas riquezas para criar a MOAS (Migrant Offshore Aid Station), uma organização não-governamental que oferece resgate e cuidados a esses refugiados, evitando que se afoguem e morram.

O empresário, sua esposa e a filha passam o verão e boa parte da primavera ajudando nas operações de resgate. Em cada missão, o navio da MOAS é informado sobre a presença de uma embarcação clandestina em perigo. Usando os drones, eles verificam a situação e prosseguem o resgate. Os barcos infláveis, com garrafas de água e coletes salva vidas, são enviados aos refugiados, que então são abrigados no navio. Todos os passageiros são examinados por voluntários do Médicos Sem Fronteiras. Feito isso, os imigrantes são entregues para autoridades governamentais, que autorizam sua entrada no país.

Catrambone poderia estar curtindo um champagne em seu iate e aproveitando o sol de Malta, tranquilo, mas decidiu se jogar de cabeça em uma situação complicadíssima que é a questão da imigração na Europa. É de arrepiar! Mas apesar de sua fortuna, as operações de resgate custam caro e a MOAS está aberta a doações para dar continuidade a esse trabalho incrível. Saiba mais aqui.