Portugal: Roteiro de Presépios

A palavra “presépio” tem origem no latim (praesepe, is) e significa “manjedoura”, “estábulo” ou “redil”. Segundo o Evangelho de Lucas, quando Jesus nasceu, Maria recostou-o numa manjedoura. Por isso, desde muito cedo, os cristãos sentiram necessidade de representar de forma visível o nascimento de Jesus, recriando as condições do nascimento do Salvador naquela noite de Belém. As primeiras imagens da Natividade, representando a Sagrada Família, aparecem em mosaicos ou esculpidas nas paredes, em igrejas, templos e catacumbas. Algumas fontes indicam que a representação mais antiga data de 380 e está situada numa sala mortuária de uma família cristã nas catacumbas de S. Sebastião.    Mas, efectivamente, foi a partir de 1223, com o impulso de S. Francisco de Assis, que os presépios se tornaram mais vulgares e se passou a encontrar frequentemente estas representações iconográficas em conventos e casas particulares. De forma a poder vivenciar a mesma humildade roteiro de presépios das circunstâncias do nascimento de Jesus, Francisco decidiu fazer um presépio ao vivo na vila italiana de Gréccio na noite de 24 para 25 de Dezembro. Mandou, para isso, preparar apenas uma manjedoura de feno e colocar lá um boi e um jumento – a tradição dos dois animais não vem de S. Francisco, mas deriva de tradições mais antigas que se baseiam em escritos apócrifos. Convidou, depois, para a solenidade, todos os habitantes das redondezas, e por fim, num altar colocado sobre a manjedoura, celebrou-se a Missa de Natal. A partir dessa noite, a construção do presépio nas casas das famílias cristãs tornou-se uma tradição que perdura até hoje. «O presépio é expressão da nossa expectativa, mas também acção de graças àquele que decidiu partilhar a nossa condição humana, na pobreza e na simplicidade» (Bento XVI), por isso, esta tradição natalícia incita-nos a viver, na realidade do nosso quotidiano, aquilo que ela representa: a humildade de Cristo. Ao aproximar-se a época de Natal, apresentamos um roteiro onde poderá visitar presépios temáticos expostos ao público, espalhados pelas comunidades da Arquidiocese de Braga. – Amares: Lago. – Braga: Priscos (Presépio vivo); Cabreiros; Mire de Tibães; Montariol (S. Victor); Patronato da Sé; Palmeira; Dume (presépio movimentado, junto ao adro da igreja; Sequeira (tem um presépio movimentado, no salão paroquial); S. Lázaro (Capela de Sta. Justa); Lomar (Capela do Senhor dos Milagres) e no Tesouro-Museu da Sé Catedral. – Barcelos: Rota dos Presépios no centro histórico da cidade; Centro Paroquial de Galegos (Santa Maria); e Vilar de Figos. – Guimarães/ Vizela: Ronfe; Briteiros (Santa Leocádia); Cerzedo e Pevidém (Presépio ao Vivo). – Fafe: Jardim do Calvário (centro da cidade). – Póvoa de Lanhoso: Garfe (Aldeia de Presépios). – Póvoa de Varzim / Vila do Conde: Argivai; Bagunte; Amorim (casa particular) e Beiriz (casa particular). – V. N. Famalicão: Arnoso (mosteiro de Santo Amaro); Castelões; e Ribeirão (exposição e venda). – Terras de Bouro: Largo do Município. – Vila Verde: Cervães e Carreira S. Miguel.   Fonte: Arquidiocese de Braga

Lima Duarte declama Pe. Antonio Vieira em Portugal

Na última segunda-feira, 25, o ator Lima Duarte declamou em Coimbra, Portugal, trechos de sermões do jesuíta Antônio Vieira, no âmbito da celebração dos 350 anos do sermão de Santa Catarina. Ao aceitar o convite do cineasta português Manoel de Oliveira para desempenhar o papel Padre Antônio Vieira no filme “Palavra e Utopia”, ele começou a estudar os escritos do jesuíta e ficou “apaixonado”. Hoje, considera que o padre foi “sem dúvida nenhuma” um príncipe das letras e um mestre da oratória. “Quem se aproxima da palavra do Padre Antônio Vieira, jesuíta que viveu no século XVII (1608-1697), fica tocado com a escrita “tão maravilhosa, rica e candente”, disse Lima Duarte à Agência Ecclesia. Apesar da sua experiência na arte de representar – Lima Duarte tem 83 anos – confessou à Agência Ecclesia que antes de declamar o sermão, na Capela de São Miguel, na Universidade de Coimbra, estava “nervoso e tenso” porque “ninguém enfrenta um texto como este do Padre Antônio Vieira de forma incólume e tranquila”. A leitura dos sermões estava incluída num programa mais vasto de homenagens ao padre jesuíta e na apresentação, em Coinbra, das obras completas do Padre Antônio Vieira. Fonte: Rádio Vaticano 

Missionários da Comunidade Católica Shalom em Braga são entrevistados em decorrência do mês missionário

No mês missionário, a Comunidade Shalom presente em Braga-Pt, foi entrevistada pelo jornal local Diário do Minho. Foram feitas perguntas acerca da vocação a duas missionárias: Maria Vanielle (CV) e Izabelle Pinheiro (CAl). Isabelle Macedo tem 27 anos e é natural de Natal, no estado de Rio Grande do Norte, Brasil. Enfermeira de formação entrou na comunidade católica Shalom aos 20 anos. Esteve dois anos em Almada, na outra comunidade Shalom em Portugal. Está em Braga há apenas duas semanas. Maria Vanielle de Araújo tem 26 anos e é natural da cidade de S. Fernando, do estado do Rio Grande do Norte (Brasil). Entrou na comunidade católica de Shalom há três anos, depois de se ter licenciado em pedagogia. Está em Portugal há apenas dois meses. Atualmente está na fase do discipulado, a preparar-se para assumir o compromisso definitivo. Os cristãos de Braga têm-se habituado a conviver com missão da Comunidade Católica Shalom. Conseguem explicar-nos um pouco da vossa origem e carisma?  Isabelle Macedo (IM)_ É uma comunidade como as outras comunidades. A Comunidade Católica Shalom foi fundada por um leigo, que hoje é consagrado celibatário. Somos uma comunidade formada por leigos, juntos para evangelizar. Não é uma ordem religiosa, mas uma comunidade laical. Nós somos e existimos para evangelizar. Nascemos no Brasil, mas já estamos espalhados por vários países do mundo. Em Portugal temos comunidades em Braga e Setúbal. Estamos também em países como Suíça, Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Canadá, China, Madagascar e em muitos países da América Latina.  O vosso carisma permite dois tipos de vocação, do qual, aliás, cada uma de vocês é representante. Conseguem explicar a diferença entre pertencer à comunidade de vida e à comunidade de aliança?  Vanielle Araújo (VA)_ Nós estas temos duas dimensões dentro da comunidade Shalom. Uma é a comunidade de vida em que nós deixamos tudo para ir em missão para onde formos enviados, vivendo uma vida comunitária. Como nas ordens religiosas temos os nossos horários, vida comunitária e o nosso coordenador. Temos também momentos de oração comunitária e toda a nossa vida vai ser dentro da comunidade. A nossa casa é a nossa comunidade. Vivemos inteiramente da providência divina.  IM_ A comunidade de aliança, à qual eu pertenço, destina-se àqueles que Deus chama a viver na vida secular. Sou chamada a ter uma vida comum, a estudar, a trabalhar e a ter uma vida familiar, inserida no meio secular. Neste momento estou a viver o chamado tempo de missão que dura três anos, em que excecionalmente vivo na comunidade, mas findo este tempo vou regressar ao Brasil, à minha cidade e é aí que vou desempenhar a minha evangelização. Isso é que distingue quem pertence à comunidade de aliança e à comunidade de vida. Sou enfermeira e vou voltar a trabalhar. Continuo com um compromisso diário de oração e terei encontros frequentes com a comunidade, mas vou viver no meio secular. Os religiosos fazem votos de castidade, pobreza e obediência. A vossa vocação tem implicações distintas, não é verdade?  IM_ Como não somos religiosos não fazemos votos. Fazemos promessas. Fazemos promessas de pobreza, castidade e obediência. Na nossa vocação temos casais, sacerdotes e celibatários. Todos fazem as promessas, mesmo os casais. A castidade também é vivida por aqueles que casam, nomeadamente seguindo o que diz a Igreja a respeito dos métodos naturais. Pode haver casos em que apenas um membro do casal pertence à Comunidade Shalom.  VA _ Primeiramente, buscamos o nosso caminho de consagração e depois vamos discernindo qual a melhor dimensão aviver. Quem pertence à comunidade de vida vive inteiramente da providência divina. É mesmo possível viver assim?  VA_ Acreditamos que a providência se manifesta sempre de alguma forma. Deus se utiliza dos irmãos, dos benfeitores e daqueles que pertencem à comunidade de aliança para sustentar aqueles que só trabalham pelo Reino. Também vendemos produtos e livros para nos sustentarmos. Só assim poderemos viver da providência divina. Já estou na comunidade há cerca de três anos e nunca me faltou nada. Não vivemos nem na penúria, nem na abundância, mas sempre com dignidade. Temos muitos testemunhos de que Deus sempre fornece os meios para sustentar a sua obra.  O que vos chamou a esta vocação?  IM_ Na verdade, só conheci Deus dentro da Comunidade Católica Shalom. Antes eu seguia falsas doutrinas, a religião do espiritismo, até que o meu irmão me deu a conhecer a Comunidade. Fui com ele a um grupo de oração, numa altura em que ele recuperava do consumo de drogas. O que me encantou na comunidade foi a alegria. Nós, brasileiros, temos sempre uma alegria natural, mas esta era uma alegria diferente. A proximidade com Jesus dá uma alegria muito própria. A forma como me acolhiam e como falavam de Deus encantou o meu coração. À medida que me ia aproximando de Deus, comecei a deixar as festas e o namoro e tudo aquilo que me afastava d’Ele. Sempre me encantou a ideia de estar no mundo, sem estar no mundo. Comecei este processo com 16 anos e entrei na Comunidade Shalom aos 20 anos.  VA_ A comunidade veio como uma resposta muito grande ao meu coração. Estava na universidade e era católica, mas acreditava que a religião estava muito distante do que eu ambicionava. Tentava perceber as coisas de uma forma racional e não obtinha resposta. Como outros jovens, pensava que a Igreja estava muito antiquada e afastei-me. Quando encontrei a Comunidade Shalom, fui percebendo que Deus tinha um lugar para mim na Igreja. Eu queria Deus e percebi que a Igreja só poderia ser jovem se os jovens tiverem e assumirem um lugar dentro da Igreja. O único capaz de responder aos anseios do meu coração é Deus. Respondi “eis-me aqui!” e percebi que só o caminho de consagração dava respostas concretas para a minha vida. Hoje sou muito feliz na vida comunitária, vivendo para Deus. Vieram para Braga em missão. Qual a vossa opinião sobre as pessoas, a cidade e a forma como se vive e experimenta a fé aqui?

Vigília de oração pela paz foi integrada ao Cerco de Jerico da Comunidade Shalom, em Portugal

Correspondendo ao repto lançado há dias pelo Papa, a Arquidiocese de Braga, em Portugal, propõe aos cristãos bracarenses uma vigília de oração pela paz na Síria, país que assiste a momentos de grande tensão e conflito. Esta iniciativa, que vai ter lugar na igreja de São João do Souto, no centro histórico de Braga, realiza-se este sábado entre as 18h00 e as 23h00, estando em sintonia com os cristãos de todo o mundo e com o Santo Padre, que durante esse período de tempo se vai recolher em oração pela mesma intenção. A vigília de oração surge integrada em uma iniciativa denominada “Cerco de Jericó” que decorre desde o dia 1 de setembro, sob orientação da Comunidade Católica de Shalom neste templo bracarense. Recorde-se que o Papa Francisco convocou toda a Igreja para uma jornada de oração e jejum pela paz, agendada para este sábado, dia 7 de setembro, convidando todos os homens de boa vontade a unirem-se em gestos promotores de paz. «Decidi enviar a toda a Igreja um convite para no próximo da 7 de setembro, realizar uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Médio Oriente e no mundo inteiro», afirmou no passado domingo. O Papa convidou «o mundo não católico e todos os homens de boa vontade» a reunirem-se entre as 19h às 24h (entre as 18h e as 23h em Portugal continental), «em penitência para invocar o Senhor e pedir o fim de todo o tipo de violência no mundo». Preocupado pelo facto do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, estar preparado para intervir militarmente na Síria, o Santo Padre recordou que «não é a guerra que traz a paz». «A paz supera todas as barreiras porque provém de toda a humanidade», afirmou o Papa Francisco recordando ser a «cultura do encontro e do diálogo, a única estrada para a paz». Com este mesmo propósito é feito agora o desafio ao povo bracarense para, à imagem dos cristãos de todo o mundo, rezarem pela paz na Síria. Fonte: Departamento Arquidiocesano de Comunicação Social de Braga  

Histórico e Atividades

A Comunidade Católica Shalom chegou na Arquidiocese de Braga no ano de 2008 à pedido do Sr. Arcebispo Dom Jorge Ortiga, com número de três missionárias a servir nos Serviços Centrais da Cúria Diocesana e no Seminário Conciliar São Pedro e São Paulo, onde residimos . Com o passar do tempo e por força do Carisma, fomos atraindo algumas pessoas, formando o nosso primeiro grupo de oração. Ao longo destes cinco anos, Deus foi nos direcionando e criando oportunidade, onde, de várias formas, buscamos anunciarmos o Evangelho de Jesus Cristo, tornando conhecido nosso carisma. Hoje, somos oito missionários e, além dos trabalhos mencionados, trabalhamos de forma direta com algumas frentes ligada à Igreja, como: Pastoral Juvenil, Pastoral Universitária, parceria com Grupo Peregrinos (lideranças de alguns grupos de jovens da arquidiocese), acolhimento de peregrinos no Santuário São Bento da Porta Aberta (no verão), animação de Eucarística (Igreja do Pópulo e Terceiros), adoração (Congregados), terços em famílias, grupos de oração, visita em lares de idosos, evangelização de rua e acompanhamento pessoal. Além destas atividades, a Igreja, hoje, nos confia dar assistência ao Bispo Emérito, de 90 anos, que, neste tempo, opta em morar em nossa casa. A Missão de Braga divide-se entre os serviços burocráticos e a Evangelização explícita. O Carisma, com sua potência evangelizadora, têm capacidade de está inserida em várias meios da sociedade, na política, na religião e outros, tendo muito a contribuir com esta diocese que data do III século da era Cristão. Benivalda Jesus de Carvalho Responsável Local  Comunidade Católica Shalom – Braga – Pt Telefone: (351) 969074800 / 253203300

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