Com uma palavra marcada por urgência e ardor missionário, Moysés Azevedo recordou que evangelizar é a identidade e uma necessidade vital da Comunidade Católica Shalom. Do envio de Cristo ao clamor dos povos, a pregação convocou cada membro a sair de si, assumir a missão e colocar toda a vida a serviço da evangelização.
O Retiro da Grande Comunidade de 2026, que traz como tema geral “O espírito do conselho evangélico da obediência e o serviço de autoridade”, tem ênfase no serviço de autoridade como serviço a Deus e aos irmãos.
Um envio que não pode ser adiado
Ao encerrar o segundo dia do Retiro, Moysés Azevedo trouxe uma palavra marcada pela urgência e pelo ardor missionário. Partindo do envio do próprio Cristo Ressuscitado — “A paz esteja convosco… como o Pai me enviou, assim também Eu vos envio” —, ele recordou que não existe vida comunitária, nem serviço de autoridade, desconectados da missão.
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A missionariedade não é um setor da Comunidade: é sua própria identidade. Por isso, o apelo foi direto — para que a Comunidade esteja em estado de missão, cada membro precisa assumir pessoalmente esse estado. Como reforçado pelo Cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cabe às lideranças manter o olhar de todos “para cima e para além”, com o objetivo último sempre claro: levar as pessoas a Deus e Deus às pessoas.

Um coração do tamanho do mundo
Com ardor, Moysés percorreu o mapa das nações, revelando a amplitude do chamado missionário: do Brasil às periferias do mundo, da América à Europa, marcada pela guerra, da África à Ásia, até chegar à Oceania — único continente ainda sem a presença da Comunidade.
A urgência não é apenas geográfica, mas também cultural. O continente digital se apresenta como um campo real de evangelização, que exige presença qualificada, estratégica e profissional.
Mesmo reconhecendo os avanços já realizados, o fundador foi incisivo: ainda somos poucos diante da imensidão da missão. Por isso, lançou um apelo que toca toda a vida do missionário — coração, disponibilidade e também os recursos concretos devem se abrir para que a evangelização avance.
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Um chamado às lideranças
A pregação assumiu um tom ainda mais direto ao se dirigir àqueles que exercem serviço de autoridade. Moysés questionou com firmeza: “como o povo será inflamado se quem conduz não arde?” De acordo com ele, a liderança não pode se tornar lugar de acomodação ou refúgio. Ao contrário, deve ser impulso, testemunho e envio. O apelo foi claro: sair de si, abandonar a zona de conforto e abrir caminhos novos.
Para isso, ele indicou três súplicas essenciais: o dom da esponsalidade, da compaixão e da parresia — a coragem espiritual que impulsiona à missão e rompe com toda estagnação.
Jovens, pobres e o continente digital
Entre tantas urgências, três prioridades se destacam como inegociáveis:
- Os jovens, como elemento constitutivo da Comunidade, continuam sendo terreno fértil para a evangelização;
- Os pobres, lugar privilegiado do encontro com Cristo, ecoando o chamado do Papa Leão XIV: reconhecer a presença do Senhor neles;
- E o continente digital, onde multidões estão e onde a Comunidade é chamada a marcar presença com excelência e intencionalidade missionária.


