Shalom

Moysés Azevedo e Emmir Nogueira falam do encontro com o Papa

A Comunidade Católica Shalom se encontrou hoje, 04, com o Santo Padre o Papa Francisco,em Audiência privada, na  Sala Paulo VI no Vaticano , por ocasião  da comemoração dos seus 35 anos de fundação.Logo após este momento tão esperado e vivido com muito alegria junto ao Papa, o fundador e a cofundadora, Moysés Azevedo e Emmir Nogueira concederam uma entrevista ao comshalom:

Entrevista Moysés Azevedo

Como eu costumo sempre dizer, Deus nos surpreende, e realmente Ele nos surpreende muito além do que nós podíamos imaginar. A Sala já estava em festa antes do Papa chegar. Quando o Papa chegou, a festa explodiu, com muita alegria, com muito ânimo. O Papa fez uma escolha muito bonita. Ele se aproximou muito dos doentes e das crianças, e esse testemunho do Papa já é um testemunho forte. Sentou-se e se pôs a escutar. Ouviu com muita atenção, brincou um pouco, como é próprio dele, e se mostrou como ele estava em casa, como ele estava à vontade, e como nós também estávamos à vontade com ele, porque estávamos visitando o Papa, o Bispo, o nosso Pastor, podemos dizer assim.

Estávamos junto com ele como pastor. Ao ouvir as perguntas, as suas respostas foram muito precisas. Falou de algumas questões fortes. Falou de um caminho muito concreto para os jovens, de sair de si mesmo. Sair de si mesmo para Deus, sair de si mesmo para os outros. Falou dos grandes desafios do tempo de hoje, da sociedade de hoje, como o narcisismo, o consumismo, como um voltar-se para dentro de si mesmo, e nos ensinou e nos animou muito, de sermos essa igreja em saída, essa igreja que sai de si mesma e vai ao encontro, ao encontro de Deus e ao encontro dos outros.

Finalmente, acolheu com muito carinho a nossa oferta de vida, a renovação da nossa oferta de vida, porque esse foi o núcleo pelo qual nós viemos aqui: renovar a nossa oferta de vida diante do sucessor de Pedro, voltando à nossa origem, quando nascemos aos pés de São João Paulo II, e nos abençoou para um novo envio missionário. Isso é muito importante. A Comunidade, voltando às suas origens, se renova não para ficar sobre si mesma, mas para sair de si mesma cada vez mais para evangelizar, por Cristo, com Cristo e em Cristo, a todos os povos.

Moysés, sei que ainda é cedo, mas você já consegue ter no seu coração um fruto, que você de maneira particular enquanto missionário colhe para a sua vida desse encontro com o Papa, e também para a Comunidade Shalom como um todo?

É cedo, mas são tantos! A alegria de hoje, aquela alegria forte, aquela alegria que está dentro do coração e que nos coloca todos juntos numa dimensão de jubilo, numa dimensão de ação de graças por tudo o que Deus fez na nossa pobreza. Ele nos visitou com a Sua Misericórdia, e o Papa falou muito de Misericórdia também. Ele falou também do diálogo, o diálogo intergeracional dentro da comunidade, os jovens com os antigos, e os antigos com os novos, e a importância de escutar os dois, para os dois poderem ser uma resposta para o mundo de hoje. A sabedoria e a ousadia. São muitas coisas. Vamos ter depois que debruçar, ouvir, rezar, e com certeza tirar grandes e grandes frutos e riquezas que animarão a vida da Comunidade, porque é para isso que nós estávamos aqui também, para sentirmos a direção que o Papa tem para nós, e ele nos deu direções seguras, precisas e frutuosas para a nossa vida.

Entrevista Emmir Nogueira

Emmir, num balanço geral dessa tão esperada audiência com o Santo Padre, o que fica de mais forte, de mais importante, de grandioso para você?

Mais grandioso para mim não foi um conceito intelectual. Para eu conseguir te dizer o que o Papa disse eu acho que vou precisar ler, analisar, rezar. Mas o que fica é um sentimento de família, de que nós somos um, dessa igreja misteriosamente sustentada pelo Espírito Santo num mundo tão avesso a tudo o que é afeto, a tudo o que é exigência evangélica. Então para mim fica isso. Fica um pai que se sente muito à vontade, que recebe os filhos com muita alegria, e que praticamente faz o gosto dos filhos para mostrar que está lá, que está presente. Para mim foi isso. Eu posso me sentir família, sei que sou família, e sei que sou enviada por essa família. Não há quem vá em missão só. Não há quem pregue só. Nós pregamos em nome de uma família. Nós vivemos em uma família. Foi isso o que ficou mais para mim, o sentimento.

E como a Comunidade Shalom hoje pode se sentir diante dessa postura do Santo Padre tão pai, tão informal até em alguns momentos?

Acho que a gente pode se sentir “em casa”, como eles dizem na Argentina “a la salas”, “em casa”, sem problema nenhum. Eu achei lindo quando eu acabei de falar, que ele pensou que tinha acabado, e quando eu estava falando eu olhava para ele e a gente se sorria um para o outro, numa espécie de cumplicidade, que quando eu acabei, ele simplesmente levantou! E eu fiz assim, porque achei que ele fosse me abraçar! Então foi muito gostoso. Eu me senti em casa, em casa, sem formalidade. Acho que ele às vezes se cansa de tanto encontro formal, e ali ele estava na dele, estava ótimo!

 


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