Shalom

“Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia”

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O dia de hoje nos remete ao diálogo de Jesus com Santa Faustina que manifestou a sua vontade por meio dela quando disse: “Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia.” (Diário no.699). Essa frase do diário de Santa Faustina nos diz muito sobre este dia que vivemos hoje. Foi também por meio dela que no ano 2000, São João Paulo II, instituiu este domingo depois da Páscoa, como o Dia da Misericórdia. Alguns anos os separam, mas ambos tiveram experiência com a misericórdia de Deus.

Um mesmo país os uniam, a missão de levar almas para Deus, também. Encontraram aí na misericórdia, voz para alcançar o coração do homem, e rememorar sempre o quão alcançável e o quão disponível está para nós a misericórdia de Deus.

Falar de misericórdia, logo após vivermos a semana santa, é como que inevitável, pois ali no mistério da paixão do Senhor encontramos a manifestação plena do seu amor, que para nós é misericórdia. De muitas formas poderia explicar e até tentar definir a misericórdia de Deus para conosco, mas como tudo para nós Cristãos, encontramos uma melhor explicação na Cruz.

O que para mim é inevitável expressar nesse tempo é a real importância de estarmos despertos, atentos, ressuscitados para essa verdade. A verdade do Deus que é amor, que deu a vida para nos salvar e que apesar disso através dos tempos deu a muitos homens e mulheres o privilégio de testemunhar.

Acredito que como o pai da parábola do filho pródigo (cf. Lc 15), Jesus hoje nos aguarda ansioso na Festa da Misericórdia, sem julgamento, pronto para festejar. É preciso abrir os olhos e perceber que há uma vida para ser vivida nele. E se ela, como a do filho pródigo, perdeu o rumo e a direção, também a luz da sua misericórdia, encontramos o caminho de retorno. Ele se achava indigno de ser tratado como filho, mas o pai o recebeu sem nem se preocupar com o que se passara. Na verdade, ele queria amá-lo e se alegrar. É assim que todos os dias o Senhor nos espera.

Muitas vezes olhamos para aquilo que vivemos, fazemos, erramos, com olhar de julgamento que é o nosso e não o de Deus. Ele queria nos fazer entender isso por meio de Santa Faustina, posteriormente por meio do Papa São João Paulo II e hoje por meio desse dia.

Não tardemos irmãos, porque encontrados, revestidos de vestes novas, envolvidos por tanto amor, seremos estes testemunhos capazes de mostrar ao mundo que não há pecado que não possa ser alçado, redimido, lavado, perdoado.

A semana com certeza nos introduziu nesse caminho, São João Paulo II nos ensinou a pedir a intercessão de Santa Faustina, agora podemos pedir também a intercessão dele. Que o senhor nos conceda a graça de sermos misericordiosos e capazes de misericórdia.

 

Karoliny Rodrigues


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