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No Halleluya: o abismo da Misericórdia

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O festival agitando uma multidão do lado de fora. Ali dentro, silêncio. Ela passa uma mão sobre a outra, mexe no cabelo, troca de posição. Seus olhos estão fixos, mas sem direção, como se olhasse para dentro de si. “Está ansiosa?”, pergunto. “Muito”, responde. Lainy Maria mora em Messejana, é a segunda vez que vem ao Halleluya e está em seu local favorito, longe dos palcos e dos cantores tão conhecidos, o Espaço da Misericórdia.

Não por menos. A experiência com a Misericórdia Divina pode ser um marco histórico. Como eu poderia te explicar, Lainy?

É como o que acontece aqui, agora. Se você deixar de lado todos os barulhos, se for capaz de mergulhar em si mesma e procurar se conhecer, se você tiver a coragem de assumir algumas realidades bem complicadas sobre você mesma, e se você aceitar que não importa com quantas fragilidades se depare nessa busca porque você continuará sendo digna do amor divino, então finalmente encontrará a verdade.

Sabe, Lainy, talvez você não acredite em mim. Talvez, ao olhar para sua história, você possa encontrar momentos de aridez na fé, falhas difíceis de assumir para si mesma quanto mais diante de Cristo, aqui presente no Santíssimo exposto. E você teria toda razão para duvidar, porque, como pessoas, não estamos tão acostumadas com a ideia de amor gratuito, que a tudo perdoa – tudo – sem esperar recompensa. É porque não é humano mesmo não. É divino.

Queria ter mais tempo para te contar. Nosso Senhor Jesus Cristo disse uma vez a Santa Faustina: “Ainda que seus pecados fossem mais abundantes que os grãos de areia da Terra, eles ainda estariam submersos no abismo da minha misericórdia”.

Crer no amor misericordioso de Deus é também crer que Ele enviou seu único Filho para nos redimir e nos libertar. E as graças são abundantes para um coração que se lança com humildade a essa verdade.  Mas existe gente, Lainy, que vive tão fechada em si, que não é capaz de crer nessa bondade. De acreditar no coração daquele a quem ninguém exclui, porque em Seus braços abertos, coube um mundo inteiro.

Não é seu caso. Você me conta que quer descobrir a vontade de Deus para sua vida, aprender a ouvi-lo antes de tomar decisões, e aguarda para receber “acompanhamento”, orações e bate papo com os missionários da Comunidade Shalom.

Você veio ao lugar certo. Seja bem vinda a esse mistério.

Marília Saveri


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