Shalom

Nós sabemos que as coisas podem ser diferentes

No Domingo de Páscoa, dia que o Senhor fez para nós, ocorreu o último dia do Retiro de Semana Santa do Tríduo Pascal. Neste momento tão especial para a Igreja e para o Carisma Shalom, Luciana Peres, Responsável Local da missão Shalom Guarulhos, pregou sobre a Ressurreição de Jesus.

Iniciando a pregação com o Evangelho de São Mateus (Mt 28,1-10), falou sobre como muitos dos discípulos duvidaram das mulheres que viram Jesus, enquanto Pedro silenciava:

“Pedro silencia mediante ao choque da lembrança da Palavra de Salvação que ouvira de Cristo. Naquele momento, ele teve o calafrio ao contemplar que Cristo verdadeiramente ressuscitou.” E qual a reação de Pedro naquele momento? Ele vai ao túmulo, ele corre ao encontro do Mestre. “Quisera Deus que tivéssemos a mesma reação de Pedro ao contemplar a Ressurreição, meus irmãos”, afirmou.

Essa não é mais uma Páscoa, mais um retiro, mais um momento celebrativo no qual corremos o risco de cair na triste monotonia de afirmar: “Cristo ressuscitou, aleluia” sem verdadeiramente nos surpreendemos com esta vitória:

“Quantas vezes afirmamos que estamos com coração fechado e que por isso não exultamos com mais nada? Irmãos, quando Cristo Ressuscitado foi ao encontro dos seus discípulos as portas estavam fechadas!”

Nosso coração fechado diante deste novo dia não é um empecilho para Cristo, que vem ao nosso encontro do jeito que estivermos. “Podemos observar isso claramente em Cristo ao questionar o amor de Pedro, fazendo-o a enxergar sua fraqueza e pequenez, para finalmente chamá-lo a ser pastor da sua Igreja”. Momento este que contemplamos como só pela Graça teremos força e seremos lançados na verdade, onde mesmo com o mundo que ainda existe em nós, seres fracos, ainda queremos dizer: “sim, Senhor, eu quero te amar”. E, como Pedro e, até mesmo como Tomé, que é chamado a tocar Cristo e sua misericórdia, veremos nossa fraqueza e nos prostraremos para adorar a Deus.

Por fim, “que olhemos primeiramente para dentro de nós e anunciemos a vitória de Cristo sobre a morte”, afirmou Luciana. “Pois nós sabemos que as coisas podem ser diferentes, então não nos habituemos ao sepulcro”.

Que motivados por essas palavras nos tornemos esses que, como Pedro, vão ao encontro da misericórdia do Ressuscitado que passou pela Cruz, mesmo com suas limitações.

 

 

Por Jéssica Verônica


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