O ano de 2025 chegou ao fim e 2026 marca um novo recomeço. A praia do Pontal foi testemunha de uma virada de ano incrível promovida pela Comunidade Shalom. Mesmo com uma festa para receber o ano novo, ainda muitas pessoas no meio da multidão não olhavam com esperança para a chegada de 2026. Em entrevista, Padre Rômulo, Responsável Local da missão do Rio de Janeiro, respondeu sobre como Deus e um Réveillon católico podem mudar o destino e dar o sentido de vida para aqueles que vivenciam uma virada de ano aos pés do Senhor.
O padre falou sobre como enfrentar as incertezas de um futuro que muitas vezes aparenta ter muitos desafios. Mesmo com uma cidade com tanta beleza e opções para ver o Cristo em todas as coisas, muitos acabam paralisados pelas dificuldades e medos.
Qual a diferença do Réveillon da Paz?
O mundo oferece muitas opções de virada de ano, inclusive ao lado do Réveillon da Paz acontecem muitas outras festas e comemorações. Mas o evento católico promovido na praia do Pontal atrai olhares de curiosos, de pessoas que não têm fé, sem esperança, e gente que nem quer ouvir falar de Igreja. No entanto, não tem quem não se sinta atraído pela curiosidade de saber por que esse povo está em um evento católico, na praia e participando de uma Santa Missa.
O mundo consegue ver a diferença de um evento católico e, ao mesmo tempo, gera uma certa curiosidade e também um respeito pela grande maioria dos que estão próximos. Padre Rômulo comentou sobre o diferencial de um Réveillon católico.
“E o diferencial é porque tem um autor que diz que o cristão é o homem do futuro. Porque ele sabe que o passado passou, e ele entrega nas mãos de Deus. O presente, ele não consegue detê-lo, retê-lo por nenhuma fração de segundo, porque o tempo está passando. Então, tudo está propenso para o futuro. É bonita essa expressão. O cristão é o homem do futuro porque ele sabe que o que há de vir é sempre melhor”, comentou Padre Rômulo.
Ele explicou que a esperança cristã nos permite sempre esperar o melhor. Ou, o melhor está sempre por vir, sempre olhando com esperança. Então, nós não devemos temer o futuro.
“O bonito é porque as pessoas procuram, e nós propomos uma alternativa, um Réveillon diferente, porque elas já perceberam que a verdadeira alegria, ela não pode passar. E aquilo que elas experimentam no mundo é passageiro. É uma alegria que acaba na última dose de uísque, ou no último copo de cerveja, no último ato de uma busca do prazer pelo prazer”, explicou a diferença.
A reciclagem de Deus!
A reciclagem é um processo que reutiliza o material, dando um novo sentido para cada coisa e não descartando. Essa é a reciclagem que o mundo faz, e Deus se utiliza do mesmo método conosco. Ele nos lava e nos dá uma vida nova por meio de uma conversão, tudo se faz novo diante do Senhor.
“Ele é perito em renovar, em fazer novas todas as coisas. Só que Deus não faz remendo, como dizia muito bem o Papa Francisco. Deus gosta de reciclar. A arte da reciclagem é aquela em que você pega aquele material usado e você renova, e com esse mesmo material se faz uma obra nova. Deus faz assim. Ele pega tudo aquilo que nós vamos levá-lo no final desse ano, na reta final, e Ele só quer isso. Para que, colocando tudo nas mãos dEle, Ele possa fazer algo novo nesse ano que se inicia”, explicando sobre o processo de Deus com todos.
Não tenhas medo!
A Comunidade Shalom cada vez mais planeja uma estrutura melhor, uma festa que favoreça esse encontro das pessoas com Deus. Mesmo com tantas incertezas e medos, a Palavra de Deus sempre tem a resposta para tudo!
“Na Bíblia nós encontramos 365 vezes a expressão ‘não tenhas medo’. Não tem mais isso, é próprio da condição humana e nós precisamos da presença de Deus para superar esse medo, esse medo que muitas vezes nos faz nos fechar em nós mesmos, recuar e, por isso, Deus vem para nos dar essa coragem, essa disponibilidade e a certeza de que com ele nós sempre podemos ir adiante, mesmo quando nós possamos correr algum risco, mas Deus está sempre conosco”, finalizou.
Nosso coração é feito para o que é infinito, para aquilo que dura, para aquilo que não passa. E o Réveillon no mundo apresenta simplesmente aquilo que passa, uma alegria que é falsa.