Shalom

O mistério do Ícone da Mãe de Deus, na Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz

comshalom

“Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.” (Apocalipse 11,19a;12,1)

Ao contemplarmos o ícone da Mãe de Deus, saltam aos nossos olhos alguns elementos e símbolos particulares desta iconografia. Antes de tudo, ela é a Mãe de Deus, como está escrito em letras gregas sobre a sua cabeça, na auréola querúbica. Mas também, para nós da Comunidade Católica Shalom, Maria foi se manifestando amorosamente ao longo dos anos pelos títulos de Rainha da Paz, Esposa do Espírito e Porta do Céu. E são esses títulos que simbolicamente estão escritos sobre esta parede.

Dentro do mistério particular da nossa devoção Mariana, por meio desta iconografia, evidencia-se em beleza, cores e formas o que ela mesma vem desenhando no interior da Comunidade. Cada fiel que se põe diante deste ícone tem a oportunidade de encontrar o olhar amoroso, terno e misericordioso de sua Mãe. Assim como também, recorrer ao seu auxílio que nos vem por meio da sua mão estendida para atender às nossas súplicas. Essa proteção também podemos encontrar sob as dobras do seu grande véu, no qual nenhum mal pode entrar.

Sob este véu luminoso e dinâmico, na parte azul, estão representadas as virtudes de Maria, como também a nossa oração junto a ela. Lírios, “ora pro nobis”, calêndulas, a videira, as romanzeiras e as oliveiras compõem o belo jardim fecundo desta Rainha, que cresce, alimenta e cura a humanidade que padece ainda na noite desta vida.

Sobre a sua cabeça, uma coroa semelhante à de Jesus. Ela, Coroada de Virtudes, é a Rainha da Paz, porque Cristo é a nossa Paz. E porque reina com o seu Filho, ela aponta para Ele como que a nos dizer: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), nos ensinando o Caminho da Paz.

No ícone do Ressuscitado, vemos que Ele traz em seu corpo as marcas da cruz, agora transformadas em chagas gloriosas. Sob o véu dela, vemos um anjo com a espada, como um símbolo da “chaga” que ela também sofreu junto ao seu Filho na Cruz, testemunhando a sua união conosco em todas as nossas dores. “Eis aí a tua Mãe” (cf. Jo,19). No lado oposto, um outro anjo com 200 rosas, simbolizando o rosário que somos chamados a recitar diariamente a Ela. Rosas que, elevadas a ela como súplica, recaem sobre nós como bênçãos.

Um pouco mais acima, vemos outros tantos anjos, ao seu serviço, particularmente dois que nos convidam a estarmos sob o seu véu, a fim de que ela nos guarde no caminho da santidade. Ela é a Porta do Céu, por ela e com ela podemos encontrar Aquele a quem ela aponta, o Esposo de nossas almas, o Ressuscitado Que Passou Pela Cruz. Em sua auréola há dois querubins; como outrora foram colocados para guardar a porta do paraíso de onde nossos pais foram expulsos. Agora esses querubins veneram a Porta pela qual O céu desceu até nós, e pela qual nós podemos retornar para Ele. Eles guardam a arca da nova aliança, que é Maria.

Revestida da Glória de Deus, qual noiva adornada com suas joias, traz no dedo indicador um anel, que é símbolo da sua esponsalidade, pois ela é também a Esposa do Espírito, aquela que foi desposada pelo próprio Deus. A Mulher revestida de sol, ou do fogo do Espírito Santo, qual Sarça que arde sem consumir-se. Plena da graça divina, coroada de estrelas, com a lua sob seus pés (cf. Ap 12,1) Em seu canto e dança, ela exulta no Espírito Santo, elevando a Deus o perene e mais perfeito louvor por meio do seu Magnificat: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva” (Lc 1, 46-48). O seu louvor, como que convoca e ordena aos anjos: “Louvai-o, anjos todos. Louvai-o, todos os seus exércitos” (cf. Sl148,2). E assim vemos, unidos ao louvor de Maria, vários anjos com instrumentos, louvando e exaltando a Deus. O louvor à glória de Deus é a finalidade da existência de todo ser que por Ele foi criado. 

Ainda nos seis anjos com trombetas, aos quais se une o sétimo anjo que está no Cristo, vemos um símbolo escatológico: “Vi sete anjos, aos quais foram dadas sete trombetas” (cf. Ap 8) Essas trombetas são anúncio da segunda vinda do Senhor, mas também são um símbolo da vitória que alcançamos unidos a ela em todas as batalhas.

Imaculada, Maria foi Assunta ao céu. A faixa azul em sua cintura, como também as três estrelas sobre sua fronte e ombros, sinalizam a sua virgindade perpétua. “A noiva sem mancha nem ruga”, (Ef 5, 27) Ela é prefiguração da Igreja, assim como o seu modelo mais perfeito. Nela vemos a Igreja que caminha em direção ao seu Esposo e com Ele, em direção ao Pai, onde viverão por toda a eternidade.

Por Eduardo Silva – iconógrafo da Comunidade Shalom

Jantar beneficente da Igreja do Ressuscitado

A Comunidade Católica Shalom promove mais uma edição do Jantar Beneficente em prol da construção da Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz. O evento, que será realizado no dia 25 de novembro, tem como objetivo arrecadar fundos para as próximas fases das obras do templo, que há 13 anos vem sendo construído graças ao apoio de inúmeros benfeitores.

Serviço

Data: 25 de novembro
Local: Igreja do Ressuscitado
Programação: Santa Missa às 19h, seguida de jantar beneficente
Mais informações: (85) 99268-0930
Adquira aqui o seu convite
Instagram@igrejadoressuscitado


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *