Formação

O que é o domingo de Ramos?

Acontece que a chegada de Cristo em Jerusalém, marcada pela alegria e júbilo, é o início da semana em que o Senhor fará a sua oferta dolorosa na Cruz. Saiba mais.

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O Domingo de Ramos é o dia que inaugura a Semana Santa. Recordamos a entrada de Jesus em Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa dos judeus, em que é recebido com ramos e exclamações de alegria: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”. É uma recepção cheia de júbilo e alegria, digna de um rei!

Contudo, chama a atenção o grande contraste que há entre tal acolhida e as leituras que a liturgia oferece no Domingo de Ramos, que são as da Paixão e Morte de Jesus.

Acontece que a chegada de Cristo em Jerusalém, marcada pela alegria e júbilo, é o início da semana em que o Senhor fará a sua oferta dolorosa na Cruz. De modo que o Domingo de Ramos é então, em certa forma, a inauguração dos eventos pascais (cujo ápice é o tríduo pascal). Por isso, nesse dia precisamos suplicar a Deus a graça de entrar com Jesus em Jerusalém e viver com ele os eventos da sua Paixão, Morte e Ressurreição, pois, afirma São Paulo: “se morremos com Ele, com Ele ressuscitaremos!” (Rm 6,8).

Espiritualidade

A espiritualidade deste dia nos convida a uma adesão e união mais profunda com Deus, declarando-o como o Rei da nossa vida (Ele foi recebido como um Rei), em contraposição do reinado do mundo em nós. De fato, nos dias pascais se vive o ponto decisivo da luta de Jesus contra o mal, que ao longo do Evangelho fica evidente através das numerosas curas e exorcismos (vitória de Cristo sobre o mal representado nas doenças e nos demônios).

No mistério pascal o Senhor vence o mal de forma definitiva, ofertando-se na cruz e destruindo, através da aniquilação do seu corpo, todo pecado humano. Desta maneira, Cristo destitui o reinado do mal e do demônio do coração do homem: “o príncipe deste mundo já está condenado” (Jo 16,11).

Contudo, esta vitória não se dá sem uma luta, e esta luta acontece no nosso coração. Há ainda dentro de nós uma luta entre o bem e o mal, pois, a concupiscência, o mundo e o demônio não deixam de trabalhar para que nos desviemos de Deus. Desta maneira, nós devemos lutar para estabelecer o reinado de Jesus em nós. Com efeito, pela obra de Cristo na cruz nos é dada a força para a luta, mas não somos poupados dela; nos são concedidas as armas para a guerra, mas nossos inimigos ainda combatem energicamente. Para vencer esta luta, basta deixar Cristo reinar em nós. Ele tem a força, o poder e a vitória para os nossos combates, por isso, devemos aceita-lo e coroá-lo como rei da nossa vida.

O reino de Cristo

O desafio está em que o Reinado de Cristo não é como o reinado do mundo. Ele não é tão evidente, mas é como um tesouro escondido (cf. Mt 13,44). O reino do mundo nos oferece luzes, brilhos, facilidades e prazeres, enquanto que o reinado de Cristo nos pede amor aos inimigos, perdoar setenta vezes sete e carregar a própria cruz a cada dia.

O reino do mundo é governado por reis de “bela aparência”, como os prazeres do mundo e suas máximas contrárias ao Evangelho, como o demônio, que não é senão um anjo de luz, e nós mesmos, que o nosso olhar vaidoso e narcisista nos faz parecer os seres mais belos e perfeitos. De modo contrário, o reino de Cristo é governado por um rei crucificado, cujo exército é invisível, sua coroa é de espinhos, seus súditos é um ladrão crucificado junto Dele e sua mãe, uma virgem que permanece aos pés do seu leito de morte.

Evidentemente, o reinado de Cristo é menos atraente do que o reinado do mundo. Contudo, sabemos, que o reinado do mundo é falso, mentiroso e passageiro, enquanto que o reinado de Jesus é o caminho para a verdadeira e eterna felicidade, pois, Ele é o caminho, a verdade e a vida (cf. Jo 14,16).

O povo que estava em Jerusalém na época viveu esta luta e não conseguiu acolher o reinado de Jesus, deixando-se seduzir pelo reinado do mundo. Por isso, vemos que os mesmos que o recebem no Domingo de Ramos aclamando “Hosana ao filho de Davi”, no pretório gritam pedindo: “crucifica-o!”.

Nós vivemos também essa luta! Percebamos, ainda, que a vivemos não apenas na Semana Santa, mas durante toda a nossa vida. Acontece que a Semana Santa é um tempo especial de graça. Nestes dias, Deus pode nos conceder a vitória definitiva!

Permitamos que esta Semana Santa seja decisiva na nossa caminhada rumo ao céu! Que o Senhor nos dê a graça de deixar o seu reinado vencer em nós!

Retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom 2021

A Comunidade Católica Shalom promoverá o seu tradicional retiro de formação e oração em mais uma edição online, devido à pandemia da Covid-19. O encontro acontecerá do dia 1º ao dia 4 de abril  de 2021 em seu Canal no YouTube. Entre os pregadores do retiro, estão Moysés Azevedo e Emmir Nogueira, fundador e cofundadora da Comunidade Shalom. Além deles, Padre Cristiano Pinheiro, Padre João Wilkes e Padre Antônio Furtado conduzirão momentos formativos e oracionais durante o encontro.

A inscrição para o Retiro de Semana Santa é gratuito, clique no link e faça já a sua inscrição. 

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Meditações para a Semana Santa

A cada ano, a Comunidade tem lançado um novo número da coleção Meditações para a Semana Santa, que traz sempre reflexões à luz da Palavra de Deus e da Doutrina da Igreja, inserindo o fiel batizado no mistério central da fé católica: a Paixão, a Morte e a Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. O livro será usado no retiro online, auxiliando os participantes nas pregações, na Via-sacra e no espírito litúrgico de cada dia.

Esse tempo litúrgico deve ser vivido com a devida atenção ao seu espírito próprio, aos mistérios e conexões com nossa vida, gerando uma renovada conversão pessoal. É tempo de reunir toda a Igreja e celebrar de forma intensa a razão da fé católica: Cristo se entregou por cada homem e vivo está.

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