Shalom

O que é para você os 35 anos da Comunidade Shalom?

Ainda sobre os 35 anos da Comunidade Católica Shalom, o comshalom traz hoje uma partilha de Maria Goretti Menezes de Queiroz. Testemunha desde o início da Comunidade, Goretti explica um pouco sobre como conheceu o Shalom, sua experiência com o Carisma fundante, com Moysés Azevedo e Maria Emmir Nogueira. Vale a pena conferir!

(mantido o tom coloquial)

Fiquei perguntando ao Senhor o que eu poderia falar.

Vim partilhar um pouco de coisas que ficaram muito fortes, que foram transmitidas pelo próprio Moysés no início da Comunidade. Nesta semana de 35 anos, acho que é um tempo de fazer memória e, ao mesmo tempo, de fazer avaliação para, justamente, projetar um futuro. Não é só olhar o passado; não gosto muito de ficar detida no passado, mas é interessante olhar o passado para ver o presente e projetar um futuro.

Primeiro, alguns me perguntam se eu era uma das primeiras ou não. Vou apresentar rapidamente o meu histórico.

Em 82, quando a Comunidade nasceu, eu estudava, estava com 15 anos e cursava o 1º ano no Colégio Santa Cecília, mesmo colégio onde hoje a minha filha, por mistério de Deus, estuda. Por essa época, como era um colégio religioso, colégio de freiras, era muito intenso o trabalho de evangelização desses jovens, que eram da pastoral da juventude, que também já tinha a experiência com a Renovação, nos colégios, como o Moysés diz nos Escritos. Nessa época, o colégio chegava e dizia: “Olha, nós vamos abrir a turma da crisma; quem ainda não foi crismado e desejar, se inscreva que vai começar agora em fevereiro”. E eu não era crismada e decidi: “Beleza, vou começar a crisma”.

O primeiro dia foi à noite no próprio auditório do colégio. Foi a primeira vez que eu vi e conheci uma pessoa chamada Emmir Nogueira. Era ela coordenando a crisma, que era na verdade um Seminário de Vida no Espírito Santo. Foi aí, aos 15 anos, que conheci a Emmir. E foi aí que eu comecei a minha experiência com o amor de Deus.

Durante esse ano na crisma, fui conhecendo todo esse povo aí dos 12 e outros, porque toda semana aparecia um para pregar. Seminário que era seminário, tinha que ter uma pregação da Emmir falando sobre o amor de Deus, seminário que era seminário tinha que ter o Moysés pregando sobre “Serás inteiramente do Senhor teu Deus”, e por aí vai. Eles eram especialistas, cada um deles, em uma pregação.

O Moysés veio no dia e deu “Serás inteiramente do Senhor teu Deus”. Fiquei muito impressionada, porque o Moysés era bem jovenzinho, universitário, muito magrinho, mas era uma pessoa muito radical. Ele falava assim sobre esse ser totalmente de Deus, não adorar outro deus, e tudo aquilo ia marcando muito essa minha experiência aos 15 anos.

Então nós fomos tendo, a cada semana, uma nova formação, cada uma mais forte, mais intensa do que a outra. Quando foi chegando no final de junho, o Moysés foi lá no colégio, no nosso grupo da crisma, nos convidar para a inauguração da lanchonete. Ele dizia: “olha, nós estamos inaugurando uma lanchonete e nós queremos convidar vocês. É pra vocês essa lanchonete, é pra vocês!” E fez aquela propaganda.

Eu tento me lembrar o porquê no dia exato não fui. Meu pai não deixou. Procurei fazer um esforço na minha memória, qual a razão… (eu não sei se eu tinha prova…) Era muito nova e meu pai sempre foi muito exigente com os estudos em casa.  Enfim, eu não fui, mas no prédio onde eu morava, tinha uma menina chamada Margarida, a gente a chamava de Guida, ela namorava o Caminha, e o Caminha era também um desses líderes da época. Eles faziam parte de um grupo da Capela Santa Filomena. Era um grupo muito forte, muito forte mesmo, que fazia muitos trabalhos com a juventude. Ela chegou no outro dia empolgadíssima, contando como tinha sido, perguntando como eu tinha perdido aquilo, que tudo tinha sido muito legal e que nós tínhamos que ir esta semana, porque eles estavam precisando, porque eram muitos jovens, “eles são poucos e precisam.” E eu disse: “Beleza, pode contar comigo que eu vou!” Durante a semana mesmo de inauguração eu fui. Mal eu coloquei meus pés, já enfiaram um avental em mim, disseram que estavam precisando de alguém na cozinha, porque não tinha ninguém para ficar na cozinha e os pedidos (estavam) saindo… E lá fui eu ter aquela experiência de levar choque naquela bendita geladeira… toda vez que a gente abria levava um choque, aquelas histórias que a gente conhece tanto.

Saí de lá muito impressionada! Ver jovens evangelizando jovens, ver a casa, as pessoas chegando o tempo todo, principalmente no final de semana, mas durante a semana também tinha, e principalmente ver a vida daqueles que estavam à frente. Acho que me chamou muito a atenção a casa, o trabalho, mas ver a vivência, a radicalidade do Moysés, da Mirna, do Pacceli, do Ricardo… Eu fiquei impressionada! Saí dizendo: “Eu quero ser assim!”

Fui tendo experiências com o Moysés e com esse pessoal dos 12, porque eles iam sempre pregar nos grupos, como também nas paróquias. O Moysés costumava, fazendo memória, pregar sobre vida de oração; sempre gostou de pregar e falar para os jovens que a gente precisa ter vida de oração. Ele sempre, de forma bem particular, gostava de falar sobre a radicalidade, essa coerência de viver o Evangelho sem mitigação, mas de forma radical: a evangelização… o Moysés falava muito de evangelização. E fui nesses anos indo algumas vezes no Shalom. Como eu era muito nova, meu pai não me deixava mergulhar de cabeça, ele ficava me segurando. Tinha o meu grupo, uma vez por semana – já participava dos grupos, mas ir no Shalom era mais no final de semana. Não podia ficar servindo muito, porque o meu pai não deixava devido a minha idade. Mas final de semana, eu gostava de ir à missa, podia ir com a Guida ou com outros jovens, que podiam passar e me levar. Então fui tendo essa experiência com eles.

Em 85, após a consagração dos 5 primeiros (que eu acho que foi no início do ano), o Moysés escreveu o que ele sentia no coração dele, já visualizando a Comunidade de Aliança, visualizando bem mais, que o que Deus queria não era simplesmente uma obra. 84 foi um ano muito difícil pra eles. Mesmo indo lá só no final de semana, vi que eles passaram por uma crise muito grande, porque muitos dos primeiros não aceitavam muito o que o Moysés colocava, principalmente porque a proposta daquilo que Deus colocava no coração do Moysés era de algo muito radical, muito forte. Muito dos primeiros diziam na época: “Não, não quero viver assim, não é desse jeito.” Muitos deles nesse ano foram saindo, ficaram bem menos, um número bem reduzido. Mas em 85, os primeiros se consagraram.

A violência de coração e a radicalidade desses 5 primeiros trouxe, fecundou aquele ano de 85. Em 85, eu vejo que houve uma fecundidade espiritual muito grande.

Certo dia, estava num sábado lá no Shalom e o Moysés me disse: “Olha Goretti, nós vamos fazer um retiro neste final de semana, onde vou apresentar tudo aquilo que Deus está colocando no meu coração para a Vocação que está nascendo, para o chamado, e eu queria saber se você não quer vir participar deste encontro”. Eu já estava no 3º ano, já estava me sentindo! E eu disse: “Eu vou, vou falar com os meus pais e vou”. No retiro, que aconteceu no segundo semestre, vimos realmente uma proposta bem ousada, muito radical. Era uma proposta de uma vida de pobreza, uma vida de contemplação, uma vida fraterna muito intensa, e ele apresentava aquilo ali com um brilho nos olhos, com uma certeza que parecia que aquilo ali estava transbordando do coração dele, de uma forma muito viva, muito forte, muito recente. Foi daquele retiro de 1985 que saíram os primeiros que em 86 fizeram a sua consagração. Foi quando começou a Comunidade de Aliança, e a Comunidade de Vida cresceu bastante.

Eu me consagrei em 86; já estava no meu primeiro ano de faculdade de direito. Não entrei direto na Comunidade de Vida, apesar de que o Moysés fez a proposta de eu fazer já a experiência na CV, mas foi um ato de misericórdia de Deus. Deus me mostrou que eu ainda não estava preparada.

Fui para a Comunidade de Aliança residencial. Em 86 teve o primeiro núcleo da residencial. Nós éramos 5 meninas, alugamos um apartamentinho que ficava fácil da gente ir pro Shalom. O Moysés ia pelo menos 1 vez no mês dar uma formação lá na Residencial para nós.

Em 87 fiz o meu pedido e me consagrei na CV. Não tive a graça de ter discipulado, de ter mestre de discípulo (já entrei dando trabalho ao Moysés, adolescente…) Estava amadurecendo na vida (risos).

A coisa que pra mim hoje é muito forte, além de ter vivido tudo isso durante todos estes anos, ter bebido assim de forma tão diretamente, é uma coisa que o Moysés sempre dizia para nós, os primeiros, lá no início da Comunidade: “Da fidelidade da vivência de cada um de nós depende o futuro da Comunidade, porque se nós formos fiéis àquilo que Deus está nos pedindo, esta fidelidade vai atrair a muitos, mas à medida que formos infiéis a vontade de Deus, o Carisma vai perdendo a sua força de atração, porque as pessoas são atraídas não é por mim ou por você, elas são atraídas por aquilo que, de Deus, elas veem em nós, aquilo que é de Deus que é o próprio Carisma. Elas precisam olhar para nós e ver de forma muito concreta o Carisma encarnado nas nossas vidas. Elas não podem olhar para nós e ver apenas o Carisma falado, ou Carisma apenas pregado, ou imaginado. Pode até ser que eu nem pregue, que eu nem fale, mas que na minha vivência, na minha vida, as pessoas possam olhar, ver este Carisma e essa vivência tem uma força de atração muito grande.”

Recordo de um irmão que tinha chegado recentemente do interior dele, e o horário dele de servir na lanchonete era justamente nesse horário da tarde. Às vezes ele ficava no balcão vendo a gente passar pra Capela e ele falava: “É, eu aqui nesse purgatório e vocês aí no céu, mas um dia eu entro nesse céu, um dia eu vou fazer parte desse céu.” E ele ficava desolado,  porque não podia ir (risos). Às vezes a gente brincava com isso, olhando como o povo olhava a nossa vida. O Moysés dizia: “Os jovens olham para nós, olham para a nossa fraternidade, olham para a nossa maneira de rezar, olham para a nossa maneira de evangelizar, e eles são misteriosamente atraídos, atraídos de uma forma irresistível a essa vida. E quanta responsabilidade há nisso, porque à medida que nós formos infiéis a isso, vai esfriando essa fecundidade.” O Moysés sempre associou a fidelidade à força de atração, à força vocacional. E a infidelidade à essa falta de força de atrair.  Isso me chamava muito a atenção, porque trazia esse senso de responsabilidade.

Na época dos 10 anos da Comunidade, houve uma explosão de missão. Muitos de nós começamos a sair em missão. Foi uma atrás da outra: Quixadá, Aracajú, Eunápolis; depois a Jackie foi para Macapá. Todos começamos a sair para fundar as primeiras Comunidades. Todas as primeiras Comunidades foram fundadas por aqueles que estavam ali ao redor do Moysés. A gente saía com esse sentimento: “Meu Deus, eu vou sair, e aquele povo ali vai ser discípulo daquilo que agora eu estou levando, daquilo que eu recebi, daquilo que eu acolhi, e agora eu sou responsável por transmitir esse Carisma”.

Entre nós que fomos os primeiros, os primeiros a sair, a fundar, surgiu esse senso de responsabilidade, de fidelidade àquilo que nós recebemos, de fidelidade àquilo que Deus nos deu, de não sermos traidores do que Deus nos deu.

Santa Teresa, no livro das Fundações, fala justamente do momento em que ela começou a fundar outros mosteiros e qu

e aquelas irmãs precisavam sair para fundar. Para mim, a pedra preciosa de Santa Teresa D’Ávila é esse capítulo 4 do livro das Fundações, em que ela dá essa visão e esse entendimento. Eu queria ler com vocês, porque eu acho que 35 anos, hoje, é um tempo de maturidade para nós como vocação, e que são outras gerações que estão aqui, que agora quem está partindo para tão longe não somos mais nós, mas muitos de vocês. Nós estamos aqui com tantos irmãos que vão para tão longe, outros que permanecem aqui e outros que irão receber discernimentos daqui a uns dias. Não são, simplesmente, 35 anos para nós olharmos para trás e

ficarmos “mortos de contentinhos!” “-Olha como nós somos bons, como nós crescemos!” E ficarmos assim num narcisismo, que eu acho que não é isso de ficar olhando para o seu reflexo… não!  Eu sinceramente, na minha oração, quando eu paro eu olho, digo: “Senhor, será que eu vou ter mais 35? Que nesses mais 35, o Senhor me dará a graça de não cair no que eu recebi, de ser fiel até o fim àquilo que eu recebi, de não passar de maneira distorcida aquilo que Você tão misericordiosamente me deu”.

Essa dimensão de que cada um nós hoje se torna também fundador. Cada um de nós se torna também alicerce para os próximos 35 anos da Comunidade. Nos próximos 35 anos da Comunidade, eu nem sei mais se a Jackie, o Moysés, a Madá, … sei lá, vão estar vivos, isso está dentro dos mistérios de Deus, e certamente quem vai estar transmitindo isso vão ser vocês. Realmente hoje nós precisamos parar e pensar nessa responsabilidade, nessa fidelidade que nós precisamos muito pedir a Deus. Alguns jovens nos param para fazer aquelas entrevistas do vocacional, nos ligam de longe e fazem mil perguntas. Eu acho uma graça quando me ligam, e dizem: “O que é pra você 35 anos?” Eu digo: “É viver o ordinário da vida da Comunidade de Vida, é acordar e fazer a minha faxina bem feita, é acordar e pedir a Deus a graça de viver o meu silêncio santamente, voltada para Deus”. É isso, é olhar as pequenas coisas, porque quando nós entramos na Comunidade, a Comunidade não era feita de coisas muito grandes, de brilhos, de holofotes… a Comunidade era feita de coisas muito pequenas: acordar, fazer a faxina, rezar, ir para o Shalom, arrancar a graminha do quintal, limpar o grill com o maior zelo que eu pudesse para que não tivesse nenhuma contaminação…  Durante muitos anos da minha vida foi isso; a minha juventude e a minha velhice não vão ter coisas muito diferentes (risos). Lembrar que a minha juventude toda foi feita disso; foi feita de pequenas coisas, não foi feita de palcos, de fama, não tem nada disso, não tem brilho… E que hoje eu acho que nós devemos pedir muito a Deus que nos proteja, nos proteja de nós não ficarmos apegados, de não perdermos o foco do que é o Carisma, de não ficarmos, talvez, focados em coisas grandiosas, mas na fidelidade das pequenas coisas, porque as grandes vêm depois, as coisas grandes são apenas consequências. Mas pra mim hoje, respondendo a essa dúvida desse jovem: “o que é 35 anos pra você?” Meu irmão, 35 anos é faxina, silêncio, oração, vida fraterna, servir no apostolado, ser “o terceiro”, evangelizar. É isso, não tem outra coisa. Eu não tenho coisa mais bonita para lhe dizer, eu poderia até tentar criar, mas é isso que eu tenho.

Precisamos olhar e ver: Será que os próximos que virão ainda terão a graça de ver a beleza desse ordinário que Deus nos deu? A beleza desse Carisma da forma original que Deus nos deu? Dessa fidelidade a que Deus nos chamou?  

Leiamos:

“Com o começo da povoação desses pombaizinhos da Virgem Nossa Senhora, começou a divina Majestade a mostrar suas grandezas nessas mulherzinhas fracas, ainda que fortes nos desejos e no desapego das coisas perecíveis, que deve ser a coisa que mais une a alma ao seu Criador, estando ela com a consciência limpa. Nem era preciso destacá-lo, visto que o desprendimento é verdadeiro, não me parece possível ofender a Deus. Como tudo o que essas almas praticam e tratam sempre está vinculado com Ele, Sua Majestade também parece não querer deixar de estar com elas. Isso é o que vejo agora, e com verdade, posso dizer. Temam as que estão por vir e lerem isto; e, se não virem o que agora há, não o atribuam aos tempos, pois para Deus conceder grandes favores a quem O serve deveras qualquer tempo é tempo. Procurem ver se há algum defeito nisso e o corrijam.

Ouço algumas vezes afirmar-se que, no início das Ordens religiosas, como se tratava dos alicerces, o Senhor concedia maiores graças aos nossos santos antepassados. E assim é. Contudo, devemos sempre nos considerar alicerces dos que vierem mais tarde. Porque, se agora os que vivemos não tivéssemos perdido o fervor dos antepassados e se os que viessem depois de nós fizessem outro tanto, a edificação sempre estaria firme. Que proveito tenho com o fato de os santos antepassados terem sido desta ou daquela maneira, se eu for tão ruim depois, se estragar, com maus costumes, o edifício? Porque claro está que os que chegam não se lembram tanto dos que morreram há muito quanto daqueles que veem vivos. É curioso atribuir o mal ao fato de não sermos as primeiras, sem ver a diferença entre a nossa vida e virtude e as daqueles a quem Deus concedia tantas graças.”

Forte né? Nós devemos sempre nos considerar alicerces dos que vierem.

Como nós imaginamos o Shalom daqui a 35 anos? Será que ele vai estar com esta mesma força? Com essa atração? Com esta fecundidade que nós vemos hoje?

Para ele estar firme daqui a 35 anos, mais 35 anos, depende muito desses alicerces que nós colocamos hoje. É muito forte quando Santa Teresa diz: “Porque claro está que os que chegam não se lembram tanto dos que morreram há muito quanto daqueles que veem vivos”. Os que chegam hoje no Shalom não lembram da Celeste, do Ricardo, da Paezinha, da Mirna,… também não sabem nem quem são. Talvez muitos não vão saber quem é a Madá, a Jackie, como eu via e convivia. Mas eles vão ver você. Olhando para você, para a sua vida que eles vão ver o Carisma. É de você que ele vai lembrar, é de você.

Santa Teresa, certa vez passando por um Carmelo – onde ela usava daqueles Carmelos que já tinham sido fundados como pontes para chegar nos novos que ela estava fundando. Em muitas viagens, na ida ou no retorno, ela se hospedava alguns dias naquele Carmelo. A superiora desse Carmelo tocou o sino para as orações 5 minutos atrasada. Santa Teresa quando chegou no auditório disse assim: “Se hoje, que eu estou viva, estou aqui, está desse jeito, imagina quando eu morrer”.

Está lá no livro das Fundações. 5 minutos!

Se você está negligenciando, de 5 passa para 10, de 10 para 15, de 15 passa para 20… Daqui a pouco a oração comunitária, que era 1 hora passa para 50 minutos, daqui a pouco passa para 40, daqui a pouco passa para 35, daqui a pouco vamos fazer “só uma revisão e entrega.” As coisas muitas vezes vão sendo perdidas por 5 minutos. Elas não se perdem de uma vez, mas vão se perdendo de coisas pequenas. Não estou falando de legalismo, mas estou falando desse espírito de viver, buscar a fidelidade naquilo que Deus nos chama.

Como eu me vejo como esse alicerce hoje? Sobre esse edifício que está sendo construído?

 


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