
Mas, dá para ter gratidão com relação ao passado quando ele foi cruel conosco? Quando houve sofrimento e dor?
E quanto ao presente, dá para viver com paixão quando nada nos agrada?
Sobre o futuro, dá para abraçar uma improbabilidade?
Bem, aí depende!
Se olhar o passado com meu olhar humano e limitado, vou deixar a dor e o pessimismo tomarem conta de mim e cultivar um pomar de traumas.
Se o olhar com os olhos da fé, saberei que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” e que Deus, em Sua sabedoria, é poderoso o bastante para tirar do mal um grande bem. Resultado: apesar de todo sofrimento que possa ter tido no passado, sou grato por ele, confiante de que me trouxe muito mais benefícios que malefícios.
Quanto ao presente, se o olhar “de revestrés”, como diz o matuto, com um pé preso no passado, ele não será plenamente presente, mas projeção do passado. Vou virar estátua de sal! Entretanto, se resolver vivê-lo plenamente, isso é, amando, sabendo que “a cada dia basta seu cuidado” e que “só tenho hoje para amar a Deus”, então vou vivê-lo com a paixão e a audácia do amor que tudo crê, tudo suporta, tudo perdoa, tudo espera.
Sobre o futuro, bem, se sei que ele está nas mãos de Deus e que Ele sempre deseja o melhor para mim, ele se transforma de improbabilidade em certeza de que, aconteça o que acontecer, Deus está – sempre! – no comando!
A questão não é o que acontece, a questão são os óculos através dos quais se enxerga os acontecimentos.
Emmir Nogueira
TT @emmiroquendo
FB Maria Emmir Nogueira
Coluna da Emmir – comshalom.org
Entrelinhas – Revista mensal Shalom Maná