Em documento dirigido aos membros do Congresso Internacional “IA e medicina: o desafio da dignidade humana”, promovido pela Pontifícia Academia para a Vida, Papa Leão XIV enfatizou que as tecnologias emergentes — especialmente a inteligência artificial aplicada à medicina — devem ser guiadas por critérios éticos sólidos. Ele afirmou que a dignidade da pessoa humana não pode ficar em segundo plano diante do progresso tecnológico.
Segundo reportagem da Canção Nova, o Pontífice sublinhou que “dignidade humana e bem-comum devem pautar o uso da IA”.
Princípios apontados pelo Papa
Na mensagem, o Papa Leão XIV recordou três princípios orientadores para o desenvolvimento da IA em contextos médicos:
- A primazia da pessoa humana: A IA não pode transformar seres humanos em meros dados ou objetos de operação, mas deve sempre respeitar sua condição de filho(a) de Deus.
- Serviço ao bem-comum: As inovações médicas apoiadas pela IA devem contribuir para o cuidado integral e equitativo da saúde, não apenas para poucos ou privilegiados.
- Discernimento ético: Instituições, profissionais da saúde e desenvolvedores tecnológicos têm a responsabilidade de avaliar os impactos morais das aplicações de IA, garantindo que elas promovam vida e dignidade.
Uma convocação à esperança
O Papa concluiu sua mensagem lembrando que a tecnologia não substitui o humanismo, nem o amor de Deus:
“A tecnologia pode fazer muito, mas somente o amor cura. Que a ética da compaixão e da responsabilidade sejam luz para os que desenvolvem e aplicam a inteligência artificial na medicina.”
Fonte: Canção Nova