Shalom

Pe. Vitor Aragão: “Deus pede loucuras de amor àqueles que escolheu”

Inspirada pelo Evangelho em que Jesus louva o Pai por se revelar aos pequeninos, a mensagem central aponta para a simplicidade e a humildade como caminhos para Deus.

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Pe. Vitor Aragão no Retiro da Grande Comunidade 2026

Neste sábado (18), os participantes do Retiro da Grande Comunidade em Fortaleza particparam da Santa Missa votiva a São Francisco. Na liturgia dedicada à memória do santo que é baluarte da Vocação Shalom, celebrada neste ano jubilar, Pe. Vitor Aragão (responsável pela Comunidade Shalom em Fortaleza) convidou os fiéis a refletirem sobre a radicalidade do amor a Deus expressa na vida do Pobrezinho de Assis.

Inspirada pelo Evangelho em que Jesus louva o Pai por se revelar aos pequeninos e esconder-se aos sábios (Mt 11, 25-30) a mensagem central aponta para a simplicidade e a humildade como caminhos privilegiados de encontro com Deus.

Loucuras de amor

Nesse contexto, a figura de São Francisco emerge como um testemunho concreto dessa lógica invertida do Reino. Conhecido por suas “loucuras de amor”, ele encarnou uma entrega total, marcada por gestos que desafiaram os padrões humanos de prestígio e segurança. Ao renunciar às próprias vestes e aceitar ser revestido pela Igreja, em um gesto público diante do bispo de Assis, Francisco simbolizou o abandono completo de si para abraçar uma vida guiada unicamente por Deus.

A trajetória do santo também é lembrada por atitudes extremas de compaixão e coragem. De acordo com Pe. Vitor, São Francisco não buscou justiça segundo critérios humanos, mas escolheu amar de forma radical: aproximou-se dos leprosos, enfrentou situações de guerra e prisão e, em todas essas experiências, deixou-se transformar pela presença de Deus. Sua vida ilustra a convicção de que, quando Deus chama alguém, pede uma resposta que ultrapassa a lógica comum — verdadeiras “loucuras de amor”.

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A reflexão proposta pela liturgia destaca ainda o chamado universal à misericórdia. Assim como Francisco foi tocado e transformado, os fiéis são convidados a se deixarem moldar por Deus para se tornarem instrumentos de compaixão no mundo. A experiência espiritual descrita aponta para uma mudança interior profunda: aquilo que antes parecia amargo torna-se doce quando vivido à luz desse amor.

Por fim, a celebração reforça o apelo a uma fé vivida com intensidade e decisão. Mais do que recordar a vida de um santo, trata-se de assumir uma postura semelhante: um coração ardente, disposto a amar a Deus e aos irmãos com o mesmo fervor que marcou a vida de São Francisco.


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