“A origem cristã da festa de Pentecostes remonta ao acontecimento narrado em At 2, 1-11. Nos primeiros séculos, a festa está estreitamente ligada à Páscoa, a ponto de ser considerada sua conclusão (formando com ela um único grande tempo pascal que culmina no dom do Espírito Santo). Aparece mais como um tempo “sete semanas”, que como um só dia festivo, e é caracterizada pela alegria. Durante o Pentecostes cantava-se o Aleluia, fazia -se a leitura contínua dos Atos dos Apóstolos e se rememoravam as maravilhas operadas pelo Senhor em sua Igreja. O paralelo com o Sinai era possível com base em sua data: 50 dias depois da Páscoa. Porém, o significado de memorial da aliança nem sempre esteve presente em todos os ambientes do judaísmo. Em Atos 2, as referências ao evento do Sinai são várias, mas somente no século IV a tipologia dos Padres nota, como elemento do Pentecostes, não apenas cristão, mas também judaico, o dom da Lei”.
Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs. Petrópolis, RJ. Vozes, 2002, 1483 p.
Pentecostes: a plenitude do Tempo Pascal
Nos artigos anteriores vimos como a Páscoa é de suma importância para nós cristãos e ao fim dos 50 dias celebramos então a festa de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo, conforme prometido por Jesus em Atos 1, 4-5:
“Então, no decurso de uma refeição com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem a promessa do Pai, “a qual, disse ele, ouvistes de minha boca: pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias”.
No entanto, essa não foi a primeira vez que o Espírito foi prometido ou esteve presente no universo bíblico. Acompanhe Gn 1, 1s: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas.”
No livro do profeta Ezequiel: “Dar-vos-ei um coração novo, porei em vosso íntimo espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei no vosso íntimo o meu espírito e farei com que andeis de acordo com os meus estatutos e guardeis as minhas normas e as pratiqueis. “
Filhos de Deus pelo Espírito
Com a Encarnação, nascimento, paixão, morte, ressurreição de Jesus e o envio do Seu Espírito, somos tão agraciados que nossa mente não consegue compreender ou assimilar, pois, esta é limitada, enquanto esses acontecimentos portam uma realidade eterna e infinita. O Espírito de Deus habita em nós, o Espírito do Filho, que como nos diz o Apóstolo: “E porque sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! De modo que já não és escravo, mas filho. E se és filho, és também herdeiro, graças a Deus.”
Diante de toda sua vida, sejam momentos bons ou desafiantes, alegres ou profundamente tristes, lembre-se de que: Grande é o mistério, grande é a graça que foi te dada, acolha-a!
Um santo e feliz Pentecostes!
Vem, Espírito Santo!
Por Daniela Alves