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Por que ordenar as finanças é tão difícil?

Difícil não é o centro da questão. Comece. Estabeleça uma ordem e vá fazendo os ajustes.

comshalom

Ordenar as finanças para Deus é um dos grandes sinais de santidade que se pode manifestar no mundo. De acordo com os grandes místicos da Igreja, são três os principais sinais para a santidade: a relação com o próximo, a sexualidade e a relação com o dinheiro. Nesse sentido, a consagrada da Comunidade Católica Shalom Gigliola Sena (@gigliolasena) acredita que “nossa falta de educação financeira exclui o uso da inteligência humana do uso consciente dos bens”.

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Mentora de finanças e business, Gigliola indica o exercício das virtudes como melhor caminho para se ter um relacionamento ordenado com os bens. “Como afirma São Maximiliano Kolbe ‘o verdadeiro progresso é interior’. Portanto, de modo prático, em um orçamento precisa estar bem claro o que eu classifiquei como sete virtudes, sendo quatro cardeais e outras três que delas derivam”, explica.

 Como ordenar as finanças?

Gigliola aponta que a família divida o orçamento da seguinte forma:

  • 50% de Temperança: ou seja, as necessidades indispensáveis da família e de cada pessoa em particular;
  • 10% Prudência: o que corresponderia basicamente a reserva de emergências;
  • 10% Gratuidade: Comunhão de Bens;
  • 10% Sabedoria: investimento em educação;
  • 5% Justiça: justo descanso – lazer
  • 10% Autocontrole Financeiro: conhecida também por liberdade financeira e/ou aposentadoria;
  • 5% Fortaleza: para fortalecer o ponto que mais precisa, no ano ou por um tempo. “Sempre há uma virtude que precise se fortalecer”, recorda Gigliola.

“Uma ressalva importante é a virtude da Gratuidade. De acordo com uma Talmude judaica e, em respeito aos modelos milenares dos nossos irmãos mais velhos na fé, ela nunca deve ultrapassar 20%, sob pena de se estar construindo a miséria Financeira por padrão”, alerta Gigliola.

É possível ordenar as finanças em tempos de crise financeira?

Segundo a mentora de finanças, sim. “Tudo é Providência até a crise. Deus é o Senhor Absoluto! Nunca esqueça isso. Como seres humanos, não temos como prever o futuro, nem as finanças”.

De acordo com ela, o segredo para se enfrentar as crises está na Palavra de Deus. “Ser previdente como Noé ao levar anos construindo a arca ou como as 5 virgens prudentes que guardaram óleo.  Há ainda o exemplo de José do Egito, que passou anos guardando”.

Mas, se a crise já atingiu você antes de ter tempo de buscar a virtude da prudência, a dica é se questionar. “Como posso reduzir? Como posso combinar? Como posso substituir? Pois tudo passa”, explica Gigliola.


Comentários

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  1. Muito bom esse conteúdo, nós cristãos precisamos ser educados nisso, pois muitas vezes nós temos má relação com o dinheiro, em todo sentido, por falta de bons formadores. Obrigada Gigliola, é uma verdadeira missão esse dom que tem, gosto muito do teu trabalho!