Vamos falar de autenticidade?
É comum ouvir de amigos e pessoas próximas que eu tenho a característica de ser verdadeira; de conseguir colocar meu ponto de vista com clareza e deixando ao outro a oportunidade de expressar-se também.
Porém, não foi sempre assim. Lembro, quase como se fosse hoje, do dia em que, em um dos meus momentos de reflexão, me dei conta que minha opinião era importante; Eu podia sim, expressar meus sentimentos e pensamentos. E que como Pessoa – só isso já é argumento suficiente – eu poderia expressar ao mundo quem eu sou.
Nesse dia, primeiro me assustei por ter vivido 26 anos tentando me esconder e me anular diante do mundo e até de mim mesma, achando que “era melhor assim” e vivendo uma mentira. E, graças a Deus, naquele momento, foi um ponto final nessa ideia!
Se abriu diante de mim um novo ponto de partida, comecei uma nova empreitada: arrancar, uma a uma, as máscaras e camuflagens que coloquei em mim mesma, me redescobrindo, desde os meus anseios que só Deus, eu e meu travesseiro conhecíamos até minha imagem (segredo para os que me conhecem: já fui loira um dia, acredita?).
Mudei muito (Meu sonho é que alguém valide isso nos comentários, tem testemunhas, Tem prova social! kkkk). Eu tive um giro de 180º, afinal foram 26 anos imersos em uma mentira. Mas, não se engane, esse giro não foi imediato, custou tempo e esforço – muiiita oração e ação, muita ajuda dos meus irmãos e missão. Tornei, para honra e glória de Deus que me criou e precisa ser apresentado ao mundo, a autenticidade, o colocar meus dons à disposição um valor.
Assim como um carro, para fazer um giro de 180º com segurança é necessária a prudência e o discernimento. Se não, no lugar de alcançar a autenticidade, eu poderia errar feio o alvo e acabar chamando de Verdade e autenticidade, o que é na verdade um amor egoísta por mim mesma e uma busca desenfreada por busca de prazer e fuga da dor.
É claro que humanamente, caí inúmeras vezes nesse perigo. Nem sei contar quantas vezes deixei de me expressar por insegurança; ou quantas vezes me deixei levar por um impulso e influências momentâneas e me distanciei do que “Deus pensa de Mim”. Porém, sempre, pelo exercício da Confiança no Espírito Santo e na Misericórdia, vivo o diálogo com Deus, com meus amigos e comigo mesma para que eu não perca minha essência. Esse é o pulo do gato!
A vida muda, nós nos desenvolvemos, e também lidamos com situações diferentes a todo instante. Mas, se não seguirmos nossa essência, corremos o risco de deixar um buraco na humanidade: não “reproduzimos”, não frutificamos. Não mostramos a Beleza de sermos quem somos, mesmo com marcas, cicatrizes e até imperfeições. Os dons que Deus nos deu de forma única, são enterrados. E acabamos nos tornando simulacros, isto é, em uma busca de autenticidade e reconhecimento fora de nossa essência, vivemos cópias irreais da Verdade.
Sobre o simulacro vou usar uma analogia para não correr o risco de você acusar e buscar referências em outras pessoas. Esse texto não tem a pretensão de ser arma de julgamento do outro, mas sim de desenvolvimento humano daquele quem lê.
Dito isso, imaginemos um sapinho que se diverte pulando de um lado para outro, feliz em sua missão de deixar seu ambiente mais saudável e mais limpo. Porém, um dia, ao pular escuta um grito: “Aff, que bicho feio, com certeza esse aí não vem de Deus! De Deus mesmo, são os peixes, é uma lindeza sem fim!”. Ao ouvir isso, o sapinho fica triste e começa a se esconder, não pula com tanta frequência como era antes, tenta passar mais tempo nadando e observando os peixes: quem sabe eu não posso ser mais parecido com eles”. Ao longo do tempo, a consequência disso foi que outros sapinhos daquele lago também tentaram imitar os peixes com o desejo de agradar os humanos e “ser de Deus” conforme o julgamento e à consciência mal formada daquela pessoa (afinal, toda criatura é de Deus, sim!). E assim, deixaram de pular e serem alegres, tentavam todos os dias uma originalidade que não era deles. E os humanos? Cada vez com mais dengue, já que aumentou drasticamente a reprodução do mosquito naquela região.
Esse é o perigo de não nos conectarmos com nosso Criador, Aquele que sabe explicar muito bem as suas criaturas; com Nosso Redentor, que nos ensinou e ensina a viver nossa humanidade (E nossa Senhora, tá? principalmente às mulheres); E com Nosso Santificador, que nos ilumina a cerca de onde está a “Verdade Autêntica” de nós mesmos e não seus simulacros.
Se me permite, te proponho um desafio. Pare em um momento você, Deus e seu travesseiro e reflita: O quão você tem sede de Verdade (a Verdadeira!! hehe)? O quanto você aceita essa verdade na sua vida? Você se aceita no corpo, mente e alma que Deus te deu? Ou prefere se ferir em busca de corresponder às expectativas do mundo de hoje?
Reflita e saiba que não soltarei a bomba e sairei correndo!! hehe No próximo texto continuarei o assunto.
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