A cidade do Rio de Janeiro recebeu um presente vindo diretamente da Itália. Nos dias 16 e 17 de julho, algumas relíquias de Carlo Acutis estiveram em alguns cantos do Rio e foram veneradas por peregrinos. Isso só se tornou realidade após pedido do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao frei Carlos Acácio que detém esses tesouros. Um pedaço da pele, uma camisa usada pelo jovem e uma pétala de rosa vermelha que se mantem viva após 10 anos foram expostas ao publico.
O detentor dessas relíquias é o Frei Capuchinho, Carlos Acácio, que viveu por 12 anos na Itália e foi o primeiro reitor do Santuário do Despojamento, em Assis, onde está sepultado o Beato Carlo Acutis. E a dois anos e meio retornou ao Brasil, trazendo essas lembranças deste jovem que mostrou que a santidade é uma decisão, buscada todos os dias, mesmo com as dificuldades deste tempo.
Relíquias de Carlo Acutis
As preciosidades deste jovem italiano expostas foram um fragmento da pele (primeiro grau), uma camiseta estampada a palavra original (segundo grau). Além de um sinal que é conhecido como milagre das rosas, que é uma pétala de uma rosa que tem mais de 10 anos e continua intacta e ela foi trazida pelo padre Marcelo Tenório ao Brasil, mais de 10 anos atrás, e era uma pétala, que estava em cima do túmulo de Carlo, ainda no cemitério de Assis.
Esses tesouros pertencem ao frei que hoje vive em missão no Amazonas e detém essas relíquias para difundir ainda mais a fé desse jovem que está prestes a se tornar santo da Igreja Católica.

Experiência que deu sentido na oferta
O primeiro contato do frei com a história de Carlo, aconteceu na Itália. Atualmente, o sacerdote colhe os frutos de ter ficado tão próximo deste jovem que morreu aos 15 anos, em 2006. Principalmente, na forma que celebra a Eucaristia, de maneira mais profunda e da proximidade com os pobres.
“E outra coisa que ele me ajudou muito foi no tratamento com os pobres, vendo o modo dele de fazer amizade com os pobres, de se preocupar profundamente, não superficialmente com os pobres, aquilo mexeu muito comigo também e eu comecei a dar uma atenção especial aos pobres. O que mais me toca nele é a totalidade dele em Deus, porque as vezes a gente tem medo de dar tudo a Deus e Carlos disse isso, não tenha medo de doar tudo à Deus, como eu falava na homília de São Francisco também, já se doou totalmente e por que nós não nos doarmos totalmente a Ele”, disse Frei Acácio.
Família tem experiência com Carlo Acutis
O casal Alexandra e Claúdio, consagrados definitivos da Comunidade Católica Shalom, da Aliança e do setor Tijuca, tiveram uma experiência com esse jovem italiano. Eles viajaram para Roma, na Itália, em fevereiro de 2024 e quando saíram do Brasil, já tinham o desejo de ir a Assis e receberam um conselho para não deixarem de visitar Carlos Acutis.
O roteiro já estava organizando, o que ficou ainda mais especial foi a presença das duas filhas do casal, Letícia (20 anos) e Clara (18 anos). Até chegar no local onde está o corpo do jovem beato foi uma intensa peregrinação, já que a cidade não tinha muita indicação, mas a vontade crescia a cada passo dentro de Assis.

“E quando nós chegamos lá, ficamos impressionados. Ficamos muito impressionados, paramos tudo. Todo o trajeto que tínhamos planejado naquele dia, se parou diante do corpo do Carlo Acutis. Foi muito impressionante, nossas filhas que ficaram paradas querendo ficar ali, contemplando, rezando. Muito legal viver esse momento com elas, jovens, se identificando e rezando ali junto com ele”, afirmou Cláudio.
A visita dessas relíquias aqui no Rio de Janeiro, tem um significado ainda mais especial para Alexandra. Já que o santo padrinho dela é Carlo Acutis, em 2025. E fez lembrar que a santidade está na simplicidade durante a missa na Igreja de São Sebastião, na Tijuca.
“Desejo novamente me ofertar pelos jovens, não só pelas minhas filhas, mas todos os jovens e eu pedi muito pelo setor da juventude, da Comunidade, pelos setores jovens, por aqueles que não encontraram o Senhor ainda, que Carlos Acutis, possa atrair mais jovens, a não quererem ser aquilo que os outros desejam, mas serem aquilo que Deus deseja. Eu não quero ser uma fotocópia, quero ser o original no que Ele pensou para mim. Oferto ao Senhor, o meu chamado, a minha vocação para cada vez mais ser aquilo que Deus me chamou a ser, levar a paz e Jesus que morreu e ressuscitou por nós”, finalizou.

Carlo Acutis e seu carinho pelo Brasil
Uma coisa é certa é que o beato Carlo Acutis tem uma forte ligação com o Brasil. Isso porque, o primeiro milagre atestado ao jovem aconteceu em 2010, ocorreu em Campo Grande (MS). Um menino de apenas 6 anos, portador de uma grave anomalia no pâncreas, foi curado de forma inexplicável. A doença dele o impedia de se alimentar adequadamente e, por mais que os médicos tentassem, não havia solução para seu sofrimento.
Impulsionados pela fé, seus pais decidiram levar a criança até uma igreja onde estava exposta uma relíquia de Carlo Acutis — um pedaço de uma de suas roupas. Quando o menino tocou a relíquia, aconteceu o milagre e ele foi curado.
Outra coisa que liga o jovem ao Brasil foi a sua morte, que aconteceu em 12 de outubro de 2006, por Leucemia, justamente no dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Por fim, o dia de sua canonização será 7 de setembro, data que é comemorado o dia da independência do país.


