O Sábado Santo, terceiro e último dia do Tríduo Pascal, é um dia muito importante. Passada a marcante sexta-feira na qual Jesus foi crucificado, não é difícil imaginar o grande luto e confusão que sentiram os discípulos de Jesus, após ver o destino terrível de seu Divino Mestre. Quantos deles não se sentiram fracassados, desesperançosos e até temeram por suas próprias vidas? A própria liturgia reflete a solidão daquele dia. Ainda não acontecem missas, a administração dos sacramentos é bastante limitada. Contudo, em meio àquelas trevas, em um coração ainda havia a fé: o de Maria, a Toda Pequena. Assim como Ela, a Igreja é chamada a dedicar este sábado a uma silenciosa e confiante espera pelos eventos que aconteceriam nos primeiros minutos daquele glorioso domingo. O que os cristãos daqueles dias não sabiam ainda é que, mesmo morto, Cristo ainda agia.
A descida de Jesus à mansão dos mortos
Sabemos que Jesus, verdadeiramente Deus, é também verdadeiramente homem. Tendo experimentado nossa natureza humana em tudo, exceto no pecado (cf. Hb 4, 15), passou também pela morte e pelo conseguinte destino da alma: a Mansão dos Mortos. Porém, não o fez como um espírito prisioneiro, mas como O espírito salvador, anunciando a salvação também a todos que lá permaneciam, pois, tendo morrido antes da Paixão, não haviam sido redimidos e não poderiam entrar no Reino de Deus – até então. Naquele sábado, Jesus levou a redenção até o princípio dos tempos, atingiu a totalidade de seu anúncio messiânico, desde Adão, a primeira ovelha perdida.
A descida de Jesus à mansão dos mortos é um artigo da nossa fé, expresso no credo católico, pois é um marco na nossa salvação. Ao proclama-lo, podemos nos recordar de quantas e quantas vezes Cristo desceu às nossas mortes, para nos resgatar. Ele, que sendo Deus, desce ao ponto mais baixo da existência para nos reerguer, estende suas mãos chagadas e nos diz: “levanta-te, saiamos daqui”. No sábado santo, Jesus nos ensina que a morte não é o nosso lugar!
Os primeiros raios de sol da Ressurreição
Ao cair da noite do sábado santo acontece o momento tão esperado. Na liturgia, já do domingo, começamos na escuridão, com as luzes apagadas, e a única luz que corta as trevas vem do Círio pascal, símbolo da luz de Cristo, que rompe as trevas do pecado e da morte. Após algumas leituras, enfim, canta-se o Glória, o canto de alegria há tanto preso na garganta. Toda a Igreja irrompe em um grande louvor, pois seu Senhor venceu a morte e verdadeiramente ressuscitou. Nesta feliz e grande noite encontramos o sentido das nossas vidas!
O retiro de semana santa ainda não acabou!
Amanhã, dia 09 de abril, acontecerá o último dia do Retiro de Semana Santa promovido pela comunidade católica Shalom em Recife, com momentos de pregação, louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento. O encontro começará às 14h, no auditório da paróquia Nossa Senhora da Soledade, no bairro da Soledade. O valor da entrada é de R$ 15





