Algo reservado para freiras enclausuradas ou mártires de séculos passados. No entanto, a Igreja nos recorda, com vigor e ternura, que a santidade é um projeto de vida acessível a todos, inclusive — e especialmente — aos jovens.
O Papa Francisco, na exortação apostólica Gaudete et Exsultate, nos convida a enxergar a santidade como um caminho concreto, vivido no cotidiano, entre estudos, amizades, família, redes sociais, esportes e até mesmo no silêncio do quarto. Santidade é dizer “sim” a Deus onde você está, como você é, na fase da vida em que você se encontra.
“Firmes no Senhor, a Rocha, podemos cantar: ‘deito-me em paz e logo adormeço, porque só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança’ (Sl 4, 9). Em suma, Cristo ‘é a nossa paz’ (Ef 2,14)” (Gaudete et Exsultate, 121).
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Jovens santos, de verdade
A santidade não é utopia. Ela tem rosto, nome e idade. Em tempos recentes, dois jovens têm encantado o mundo com o testemunho de fé vivida de forma intensa, moderna e apaixonada: Beato Carlo Acutis e Beato Pier Giorgio Frassati.
Carlo, nascido em 1991 e falecido com apenas 15 anos, é um exemplo luminoso de santidade digital. Ele amava a Eucaristia, frequentava a missa diária, e usava seus dons com a informática para evangelizar, criando sites e conteúdos sobre milagres eucarísticos. “A Eucaristia é a minha autoestrada para o céu”, dizia.
Já Pier Giorgio, que viveu no século XX, foi um jovem universitário, esportista e ativo na política, sempre atento aos pobres e aos que sofriam. Seu lema era simples: “Viver, não sobreviver”. Com alegria e ardor, mostrava que é possível ser santo em meio às atividades comuns da juventude.
Ambos têm previsão de canonização para este ano — um forte sinal de Deus e da Igreja para esta geração: a santidade é possível hoje, agora, em você.
O estilo de vida dos santos
O Papa Francisco destaca cinco características fundamentais para viver a santidade no mundo de hoje. Dentre elas, duas ressoam com força no coração da juventude:
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Suportação, paciência e mansidão: em uma cultura marcada pela ansiedade, reações impulsivas e individualismo, o jovem santo é aquele que permanece firme, ama mesmo quando não é amado, e sabe manter a paz interior mesmo em meio ao caos. “Com base em tal solidez interior, o testemunho de santidade, no nosso mundo acelerado, volúvel e agressivo, é feito de paciência e constância no bem” (GE, 112).
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Alegria e sentido de humor: santidade não é cara amarrada. O santo verdadeiro irradia esperança, sabe rir de si mesmo e levar aos outros o consolo de Cristo. “O santo é capaz de viver com alegria e sentido de humor. […] Ilumina os outros com um espírito positivo e rico de esperança” (GE, 122).
Um caminho com os pés no chão e o coração no céu
Ser santo não é viver no mundo da lua. Pelo contrário, é ter os pés bem fincados no chão da realidade, mas o coração apontado para o céu. É se lançar com ousadia — parresia, como diz o Papa — na missão de transformar o mundo com o amor de Cristo.
“A santidade é parresia: é ousadia, é impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. […] Agarrados a Ele, temos a coragem de colocar todos os nossos carismas ao serviço dos outros” (GE, 129-130).
Essa ousadia se revela em gestos simples: defender a fé sem vergonha, buscar a verdade com coragem, perdoar com humildade, resistir às pressões do mundo e evangelizar com alegria — nas redes sociais, no colégio, na faculdade ou na roda de amigos.
Santidade é o que o mundo espera de você
Não tenha medo de ser diferente. O mundo precisa de jovens com brilho nos olhos e pureza no coração. Jovens que amam a verdade, a vida e a Igreja. Jovens que, como Carlo e Pier Giorgio, deixam um rastro de luz por onde passam.
Deus não te chama para ser apenas mais um. Ele te chama para ser santo.
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