Eram sementes, eram seis irmãos. Eram os primeiros, aqueles por quem temos respeito, carinho e gratidão. Aqueles que experimentaram a secura do cerrado, a poeira de uma fundação, o labor dos primeiros dias, dos primeiros anos. O “fazer-tudo-sempre” pelo Reino, para saciar o coração daqueles que eram os Amigos do Shalom.
No salão da paróquia, na casa de São José Operário, sob a bênção de Nossa Senhora Aparecida. Não, eu não estava lá. Sou fruto. Fruto de uma terra com pouca água, que passa por queimadas a cada ano. De vegetação destruída; vira cinzas, mas ressurge à primeira chuva. São 18 anos. 18 anos de semeadura, de esperança, de paz, de colheita. De eventos, noites de massas, acampamentos, festas juninas e celebrações. De vigílias, células, de fins de semana completamente ofertados, sacrificados, frutificados… Como somos gratos!
Ana Paula, Simone, Fernando, Nil, Cristiane e Cassia, a vida de vocês ainda gera frutos em Brasília. As lágrimas, o sangue que bombeou paz, conversão e felicidade nesta terra. Por vocês, obrigada!
Quantos passaram por aqui, quantos derramaram lágrimas, suor, serviço. Quantos deixaram aqui as marcas de seus joelhos, quantos já deixaram saudade, eternidade, amor.
E aqui seguimos, em tempo de oferta, reconciliação, recomeço. Pela cruz e pela ressurreição, nos colocamos novamente com o coração de iniciantes, daqueles que têm a plena certeza de que só nos resta o recomeçar, e nos colocar em marcha. Porque se achamos que já caminhamos muito, não compreendemos ainda a beleza do mistério pascal de Cristo.
Ele faz novas todas as coisas. E renova o nosso amor e vigor, faz brilhar sobre nós – precários instrumentos – a Sua Glória.
“Comecemos, irmãos, pois até agora, pouco ou nada fizemos!” – São Francisco de Assis
Parabéns, irmãos!
Narlla S. Bessoni
Consagrada da Comunidade de Aliança