Formação

São Paulo da Cruz, um coração inflamado pela missão

Profundo devoto da Sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundador das Congregações dos Padres e das Irmãs Passionistas

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No dia 03 de janeiro de 1694, na cidade de Ovada, que fica na região norte da Itália, nasceu Paulo Francisco. Esse servo do Senhor foi o segundo dos dezesseis filhos da família, que era nobre, embora não possuísse grandes fortunas.

Seu pai era comerciante, de modo que muito precisou se ausentar do seu lar, devido às longas viagens. Na juventude, Paulo começou a ajudar seu pai nas viagens. Sua família era fervorosamente católica, muito piedosa e praticante. Assim, desde pequenino, Paulo dedicava-se à leitura das biografias dos santos e sentia-se especialmente atraído pela vida dos eremitas.

Dedicava-se também à oração, mortificação e  penitência. Sempre que podia, ia à igreja para rezar o terço. Com um carisma singular, conseguiu aos poucos atrair vários amigos para meditarem com ele sobre a Paixão do Senhor. Todas essas experiências o ajudaram a amadurecer mais e mais seu chamado à vida religiosa.

Servo da palavra, anunciador itinerante e fiel

Após completar 19 anos, Paulo foi muito alcançado por uma pregação ungida, realizada pelo seu pároco. Foi tão forte a sua mudança de coração, que decidiu ali entregar-se totalmente a Deus. Sua família acolheu e aceitou com alegria essa mudança de vida do jovem. A princípio, ele foi viver como eremita em lugares distantes dos centros urbanos.

Mantendo sempre um diálogo com seu Bispo, este o autorizou a fazer pregações nos finais de semana. Assim, ele procurava ir aos povoados pregar para o povo e falar sobre a Paixão de Nosso Senhor. Suas pregações, embora simples, possuíam uma gigante capacidade de conversão em seus ouvintes, tanto que não foram poucos os corações que voltavam-se para Deus após escutar aqueles ensinamentos. 

Desse modo, Paulo da Cruz passou a ser conhecido como um ousado missionário, um grande porta-voz de Deus. Lendo os sinais da graça atuando em sua vida, foi amadurecendo em seu coração o antigo sonho de iniciar uma comunidade religiosa focada na valorização da Paixão de Cristo, razão profética de nossa salvação.

Fundador de um novo carisma na Igreja

Vendo os frutos de seu trabalho missionário, o Bispo ordenou-o sacerdote. O ministério sacerdotal abriu-lhe novos horizontes de trabalhos na Igreja. Por isso, muitos jovens aderiram ao seu trabalho missionário e passaram a ser seus discípulos.

Assim, obedecendo ao impulso que o Espírito de Deus lhe dava, o Padre Paulo partilhou com o Bispo seu sonho de fundar uma Congregação religiosa dedicada a valorizar no coração dos fiéis o amor à Paixão de Cristo. O Bispo lhe deu total apoio e foi à Santa Sé pedir autorização do Papa. O Papa autorizou e o padre Paulo da Cruz, como passou a ser chamado, fundou então a Congregação dos Passionistas, recebendo um grupo de primeiros noviços.

Vendo os bons frutos que a Congregação nascente fazia brotar no coração dos fiéis, padre Paulo percebeu a necessidade de fundar também o ramo feminino dos Passionistas, dedicado a uma vida contemplativa e de orações pelas missões dos padres.                                                                                                      

Espírito de sacrifício por amor                                                         

São Paulo da Cruz nunca abandonou a vida de oração, sacrifícios e penitências. Usava sempre o hábito preto de sacerdote adornado com uma cruz branca que lembrava sua missão de pregar sobre a Paixão de Cristo. Além disso, dedicou-se a escrever várias obras que ajudaram muitos na fé. Muitos foram os doentes curados milagrosamente após a sua intercessão. Ele sempre atribuía essas curas à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e à Virgem das Dores. 

Chegado aos 78 anos, depois de uma vida inteira dedicada à evangelização, já desenganado, pediu a bênção do Papa Pio VI. O Santo Padre pediu que ele fosse  até Roma, ele obedeceu com sacrifício e depois melhorou significativamente, tanto que viveu ainda por mais três anos. 

Então, completou sua carreira, combatendo o bom combate da fé, falecendo em 1775, aos 81 anos.  Porém, ainda conseguiu ver os frutos de sua missão começarem a se espalhar pelo mundo. Em seus escritos, insistiu que as comunidades Passionistas nunca deixassem de ser lugares de promoção da experiência de Deus e ensino dos caminhos da oração profunda. 

Que Deus abençoe, pelos méritos desse gigante da fé, todos os setores de ações evangelizadoras na Igreja. 

São Paulo da Cruz, rogai por nós!


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