
O sacerdote espanhol realizou sua reflexão a partir de um estudo bíblico sobre o livro de Jó, abordado sob uma perspectiva de exorcismo e fazendo um paralelo com a revelação trazida por Jesus Cristo no Evangelho.
“Jó não fazia nenhuma oração de proteção, mas ele estava protegido. Essa é a nossa primeira lição, nós não precisamos nos preocupar em nos proteger do demônio. O poder dele não é livre sobre a terra. O medo dos demônios não é o que Deus quer. Não existe nenhum versículo da Bíblia em que Deus nos ensina a ter medo”, explicou.
E apontando as formas como Deus permitiu que Jó fosse tentado, o sacerdote mostrou a diferença de aprender a sofrer sem desistir de lutar e o desespero. Segundo ele, Jó foi atingido gradativamente em diversas áreas da sua vida. Primeiro, no campo material, depois na vida familiar, atingindo sua esposa e filhos e, por último, na própria saúde.
“A pergunta que brota é: por que eu fui tão bom para Deus e Ele me permitiu isso? Eu fiz tudo o que Ele queria e agora estou sofrendo dessa forma. E o serviço de Jó foi apenas sofrer”.
E completou, “à luz do Evangelho sabemos que algumas pessoas, mesmo sendo boas, só vão receber a recompensa no céu. Satanás na vida de Jó foi instrumento de santificação. Jó já tinha muitas bênçãos de Deus, mas, num determinado momento, Deus, através do sofrimento, abre uma nova camada para que ele crescesse ainda mais, qualitativamente. Jó recebeu a ressurreição ainda nessa terra. Não há nenhum mal no mundo que não nos possa levar a uma santificação maior. Quando Deus permite um mal terrível é porque Ele reserva um bem muito maior”.
Dialogando a história de Jó com a vida de Cristo, o sacerdote mostrou que também Jesus experimentou este mesmo sofrimento. De acordo com ele, quando Cristo gritou na Cruz “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”, Ele vivia a mesma solidão de Jó.
“Acreditem em mim, não havia demônio em nenhum outro lugar da terra. Todos estavam ali tentando Cristo. Eles não podiam imaginar a vitória que seria a Cruz. Deus crucificado. Eles já estavam sentindo o gosto da vitória. Era o momento mais excitante para o inferno, era o momento das trevas. Quando Jesus morreu, um profundo silêncio dominou os demônios na terra. Naquele momento, eles entenderam que seriam condenados para sempre”.
E finalizou, “devemos lutar contra o mal. Nessa luta nos santificaremos. Nós podemos fazer o trabalho de Deus nessa terra: fazer o bem lutando contra o mal. Fazer o bem é lutar contra o mal”.
Padre Antonio Fortea é autor de vários livros sobre a demonologia. Para aqueles que desejam aprofundar mais sobre o tema, o sacerdote se colocou a disposição de disponibilizar a versão em PDF dos seus livros em espanhol. Basta enviar um email para fortea@gmail.com especificando no assunto o desejo de obter as publicações. Pede-se apenas que este email não seja utilizado para atender casos específicos ou responder perguntas, devido à grande demanda de trabalhos realizados pelo sacerdote.
por Christiane Sales





