Não terei uma esposa para me receber em casa quando eu chegar cansado do trabalho, e cheia de afeto me encher de carinho e me preparar aquela comida que tanto gosto.
Não viverei a alegria de protegê-la, de fazê-la feliz sendo fiel até que a morte nos separe. Não terei filhos a correr pulando em meu pescoço ou pendurados em meus braços querendo brincar com o papai pela casa.
Não os verei contentes ao querer me mostrar aquele desenho feito com carinho ou as primeiras palavras escritas na minha agenda de trabalho, que pegaram sem eu saber e rabiscaram toda (rsrsrs).
Talvez alguém leia isso e pense: “Que pena! Mas por que não viver tudo isso?!” Não viverei tudo isso, porque um Amor muito maior me alcançou de tal forma que me fez querer viver a grande alegria de chegar em casa cansado, por ter sido descanso na vida de muitos.
Experimentar da ternura e do carinho de uma vida comunitária onde se compartilha bênçãos e desafios: tenho uma nova família, onde todos são meus irmãos e meus filhos. Sim! Terei muitos filhos. Não “pendurados no meu pescoço”, mas abraçados e misericordiados.
Serei pai de todo jovem e de toda criança que vir a mim. Serei irmão de todo pobre que precisa de auxílio. No meu amor total e exclusivo a Deus, incluirei todo homem que precisa experimentar desse amor benevolente do Criador. Minha vida existe para dizer que Deus está Vivo!
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