7 anos de Missão em Nazaré – Israel
No último domingo, dia da Natividade de Maria, tivemos a alegria de celebrar os sete anos da missão de Nazaré e com este evento contemplarmos a fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas a nosso respeito, no crescimento em sabedoria, idade e graça, como o Verbo Encarnado, na vida oculta em Nazaré. Como disse Papa Paulo VI em sua visita a este lugar : “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus, a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo. Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido. E com esta graça temos aprendido as três lições de Nazaré. Primeiro, uma lição de silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo. Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social. Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! Aqui compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. “ Celebramos um tempo novo de evangelização e de florescimento da Obra Shalom. Celebramos ainda a crescente difusão do Carisma através do cotidiano de um trabalho simples e escondido. Aqui, somos testemunhas do tempo, kairós de Deus. E nas mãos de Maria só nos resta a gratidão.