Deus quis nos criar artistas para expressar o Amor
Oi! Eu me chamo Brunna Bezerra, tenho 21 anos, participo da Obra Shalom e minha mãe, Francisca, é membro com promessas definitivas na Comunidade de Aliança. Sou apaixonada pelas artes desde que posso me lembrar e depois da pregação da Emmir Nogueira, cofundadora da Comunidade Católica Shalom, no Congresso das Artes, que aconteceu esse ano, pude compreender que faço arte desde que fui concebida no ventre da minha mãe, desde que Deus me criou para isso. Para mim, falar da arte é falar da minha essência, é como respirar, faz parte de mim. Ela exprime a Verdade e é um dos melhores meios de evangelização, pois atinge o homem de uma forma que só a arte pode atingir, ela toca tanto a alma do artista quanto de todos que a observam, de forma direta e indireta seja na música, no teatro, na dança, em uma pintura e em toda expressão artística que temos conhecimento. Não há como falar da arte sem falar do criador dela, do Artista dos artistas, Deus. Ele se utilizou da arte ao criar os anjos, o mundo e o homem. É por isso que somos tão atraídos por ela, ela é completa. E o mundo tenta se utilizar dela para nos tirar do verdadeiro sentido da arte que é Deus. E com tanta beleza e verdade podemos, nós, artistas, deixar-nos levar pela grandiosidade e chegar a pensar que somos detentores desse dom, que podemos fazer dele o que queremos, corremos o risco de se esquecer de Deus, de nos elevar e, assim, passamos a expressar não a verdade, mas nós mesmos. A arte passaria a ser vazia, triste, sem sentido, faltando-nos a humildade. Deus, em Sua misericórdia, quis nos criar artistas para expressar O Amor e não tem como fazermos isso sem humildade. Ser artista é ter uma belíssima missão, a missão de se dar totalmente, de amar totalmente. Colocamos em nossa arte, toda a nossa essência, todo o amor que vem de Deus, toda a nossa alma, tudo o que somos. Não há como ser artista sem ser inteiramente artistas em Deus. Não há como separar, somos totalmente aquilo que expressamos. Quando estamos nos palcos, ou nos nossos cantinhos escrevendo, compondo, produzindo, criando, damo-nos por inteiro. Quanto mais amamos, mais queremos amar. Fazemos aquilo para o qual fomos criados por amor a Deus e ao outro. E, sendo canal da misericórdia, somos os primeiros a ser atingidos. Aqui em Macapá não é diferente de todo o restante do mundo, encontramos os jovens sedentos de amor. E como não amá-los? Como não dar a eles o que recebemos de graça, sem nenhum mérito? Fomos criados artistas, nascemos com esse dom essencial para a evangelização. Nesse tempo, preparamo-nos para a apresentação dos espetáculos Canto das Írias e Filho de Deus Menino Meu. Toda vez que ensaio, dirijo e assisto esse último espetáculo, adentro no mistério da eleição de Maria e do nascimento de Jesus e me encontro comigo mesma. Finalizo com um trecho de uma música criada por Rafael Moreira, missionário da Comunidade de Vida: “Eu amo a arte que manifesta o Criador, ó dama de infinita beleza, revela-me teus encantos, divina arte, não nascestes para adormecer nem no orgulho mesmo se perder, acorda e desperta, pois há um povo que espera por você”.