Jovem em Missão: Ele me pediu tudo

É incrível como a voz de Deus é uma só e nos conduz a uma via de salvação que gera sempre mais e mais alegria. Por muito tempo em minha vida, eu senti que Deus tinha algo grande para mim, mas não costumava dar ouvidos, porque tudo mais que eu queria era viver uma vida normal, ser um jovem normal. Uma vez, quando fazia direção espiritual, o padre me falou: “Meu filho, a voz de Deus é uma só, o chamado de Deus não muda, se você o rejeita hoje, amanhã te chamará novamente, até o dia que você resolver dizer sim”. Buscar a felicidade é algo que todos fazem em seu dia-a-dia, e quando dei ouvidos ao que o padre me falou e resolvi seguir o chamado de Deus para mim, a missão que Ele me pedia, descobri como é gratificante estar na vontade de Deus, e como Ele prepara tudo para mim. Deixar tudo, família, amigos, trabalho, costumes não é fácil, mas a alegria do ‘sim’ é mil vezes maior que a dor do deixar. Para que nós plantemos sementes nos corações, precisamos primeiro deixar a nossa crescer e virar uma árvore frutífera, e este é o novo que Deus tem feito na minha vida. Quando estava de retiro, respondendo ao questionário de pedido para ir em missão, Deus me disse: ‘eis o tempo’. E quando recebi a resposta e rezava pela missão, Deus me dava a passagem de Habacuc 3,18-19: “Eu, porém, regozijar-me-ei no Senhor. Encontrarei minha alegria no Deus de minha salvação. Javé, meu Senhor, é minha força; ele torna meus pés ágeis como os da corça, e me faz andar sobre os cimos.” O Senhor, por meio dessa passagem, me fazia entender que nesta missão ele iria me dar o céu, iria ser o lugar onde eu me alegraria sempre no Senhor. Isso gerou em mim ainda mais a certeza de Sua mão cuidando de minha vida! Estar como Jovem em Missão em Macapá é simplesmente fantástico. Aos poucos, vou me encontrando cada vez mais com a vocação a qual Deus me chama a seguir, aceitar minha identidade. Ser missionário a serviço do Reino é provar concretamente do amor de Deus. Deus me faz amado por todos que estão na missão de Macapá, Comunidade de Vida, Aliança e Obra Shalom, que me acolhem com imensa alegria. Sou muito feliz por esta eleição, é no simples que Deus se revela, e eu garanto que vale a pena. Como diz Santa Teresa: “O amor de Deus por uma alma não se mede por aquilo que Ele dá, mas por aquilo que Ele pede.” Ele me pediu o tudo, e livremente dei meu sim, para receber o tudo que é o amor e o cuidado Dele. Vale a pena! Shalom, Samuel Nascimento Costa  

O Acamp’s renovou a minha fé

Meu nome é Kaike, tenho 21 anos. Participei do Acamp’s 2014 em Curitiba, que realmente foi fantástico. Deus, nesse tempo, me deu uma missão muito grande no grupo de oração da minha cidade: ser coordenador. Entretanto eu não estava seguindo-O como deveria, muito menos fazendo minha oração pessoal diariamente, o que me fez cair muito, mas Deus já sabia de tudo isso, e me levou até o Acamp’s, mesmo com muitas dificuldades. Eu quase desisti de ir, mas foi Ele que me levou através da insistência de alguns irmãos. Louvo eternamente por ter estado lá! Foi um acampamento diferente. Como já havia recebido o anúncio do Kerigma diversas vezes, eu achava que já sabia tudo e já conhecia bem a Deus. Entretanto, dessa vez fui realmente aberto ao retiro, deixei-me ser curado e tocado por Deus, não fiquei pensando nos problemas, nas minhas crises e fui sem medo. Deu certo! Deus disse tudo o que queria e tudo o que eu precisava ouvir, através de um membro da comunidade Shalom, que me acompanha, através de outros irmãos e diretamente a mim. Deus, no Acamp’s, me amou, pegou meus problemas, me curou, e disse que não importa o que aconteça e onde eu esteja, Ele estará comigo. Tudo isso em três dias! Assim, consegui pegar minha cruz com fé e felicidade. Sei que não vai ser fácil, vou passar por muitos momentos que podem fazer minha fé se abalar, entretanto, mais do que nunca sei que estou no caminho certo. No caminho de meu Pai, que me criou, me ama, me cura, me dá a fé que eu preciso para trilhar Seu caminho de santificação (que não é fácil, mas VALE A PENA). Ele é o Pai que me enche de coragem para trabalhar na sua obra, evangelizando irmãos que ainda não O conhecem. Esse Pai que ressuscitou em minha vida, nesse final de semana, e continuará ressuscitando! Enxerguei que os objetivos do mundo, onde só importa aquele que ganha mais curtidas nas redes sociais, onde só importa aquele que pega mais na balada, onde só importa quem tem o melhor celular, carro, roupa, quem tem mais dinheiro, não vão me fazer realmente feliz. Muitas pessoas não querem seguir a Deus, pois não querem sofrer, não querem renunciar a coisas, mas eu tenho certeza de que nós sofremos muito mais no mundo pois, na verdade, o sofrimento em Deus não é tristeza, algo que nunca acaba e não vale a pena, mas é um CAMINHO DE FELICIDADE, um caminho de encontro com Jesus que ressuscita em nós. Esta é a maior felicidade. E com isso, peço que Jesus me ajude a decidir a lutar pelos jovens que não conhecem a Deus, ao invés de sofrer porque não tenho aonde ir neste próximo final de semana. Que Jesus me oriente a enxergar a obra que o inimigo de Deus está fazendo através das novelas, ao invés de sofrer junto com o mocinho da novela, que está sendo injustiçado. Que Maria, mãe de Deus, me ensine a ser feliz ofertando minha vida Àquele que é a felicidade. Amém! Deus abençoe! Shalom! =D Kaike Messias Cominesi

Fora te procurei e foi dentro de mim que te encontrei

“Fora te procurei, e foi dentro de mim que te encontrei…” Sou Rhaynna, vocacionada da Comunidade Católica Shalom, tenho 18 anos. Quando eu tive a minha primeira experiência com o amor de Deus, que foi no Renascer de 2013, pude dizer com toda certeza: encontrei o meu lugar! Logo que completei 15 anos, comecei a frequentar uma igreja evangélica com minha tia e minha avó. Nesse tempo, havia começado um namoro que foi o marco da  minha vida. Nesse namoro, encontrei decepções que, no entanto, foram edificantes, mesmo sem entendê-las. Estava tudo perfeito, era quase um sonho tudo o que eu estava vivendo. Sentimentos foram brotando no meu coração pois eu “amava”  meu namorado, e me sentia “amada” também. Em uma noite, após o culto, fui rezar para dormir, mesmo sem saber fui conversando com Deus, nessas palavras: “Senhor, gosto muito do meu namorado, mas eu quero um sinal para saber se é com ele mesmo que eu devo passar o resto da minha vida”. Com o passar do tempo, para a minha surpresa, tive uma decepção. Meu namorado me traiu. Foi um choque, mas, ao mesmo tempo um sorriso, uma alegria brotavam no meu coração, porque mesmo com a dor da decepção, percebi que Deus escutava minhas orações. Eu tinha três amigos que estudavam na mesma escola onde eu estudava e que pertenciam ao Shalom. Sempre os ouvia falar com bastante euforia do Acamp’s, Halleluya, Renascer… Sempre amei teatro, e gostava de participar de peças na escola, e um dia esses meus amigos me convidaram para participar da via-sacra. Eu fui, e no dia da apresentação, eles estavam conduzindo um momento de oração. Foi quando eu senti um negócio estranho acontecendo comigo, eu não conseguia parar de chorar. Foi quando rezaram por mim, mas eu não queria aceitar, pois era protestante e aquilo, pra mim, não passava de algo confuso. Fui convidada a visitar a Comunidade e, ao chegar lá, aquele clima diferente me agradou completamente. A alegria da Obra Shalom me contagiou e fui, aos poucos, sendo evangelizada pelo próprio Espírito de Deus. Depois do Renascer, me engajei no grupo de oração. Confesso que já senti vontade de largar tudo e sair correndo, mas hoje tenho a certeza de que a Graça que me sustenta vem de Deus. Hoje posso dizer com plena certeza e sem medo de ser feliz: Sou Shalom e amo a minha vocação! Rhaynna Hevilla

Millenials e a Nova Evangelização, por Emmir Nogueira

Tornou-se corriqueira a nomenclatura que define características das últimas gerações. Os que nasceram no pós-guerra até 1960 são os baby boomers, geração que se opôs às regras do establishment. Geração dos hippies, dos yuppies, do paz e amor que deu início à revolução sexual. Os nascidos entre 61 e 80 formam a geração X. São filhos de mães que trabalham fora de casa, pais ausentes ou divorciados. São mais influenciados pelos valores da TV, da escola e dos amigos do que os dos pais e desejam ser mais bem sucedidos na vida que eles. É a primeira geração a tomar contato com a mentalidade trazida pela tecnologia, no Brasil ainda restrita a ambiente de trabalho e estudo, com seus enormes e complicados computadores. Em seguida, vem a geração Y, ou millenials. Nascidos entre 1981 e 2000, é hoje o principal público de quem deseja evangelizar os jovens. É a geração sob o influxo das indescritivelmente rápidas mudanças tecnológicas. Geração dos PCs, dos Laptops, dos celulares, dos i-phones, dos games e, sobretudo, das redes sociais, facebook, instagram e congêneres. É a geração cuja adolescência e juventude estão imersas no frenético, individualista, relativista e amoral mundo moderno. Como são os millenials? De que forma foram atingidos pelo boom tecnológico que nos cerca por todos os lados? De que forma a modernidade os atingiu? Como podemos colaborar para a graça de Deus alcançá-los? Como ajudá-los a acolher o amor de Deus? Perguntas com respostas complexas demais para este artigo, porém às quais não podemos nos furtar. Recentemente recebi cópia de um denso artigo da revista Times intitulado Millenials. O autor diz ter levado mais de um ano em pesquisas e cita opiniões abalizadas de professores, psicólogos, sociólogos e educadores. O resultado foram quatro páginas de realismo contundente e utilíssimo para compreender o jovem-alvo de nossa evangelização e sua forma de relacionar-se com Deus, com o outro e com o mundo. De acordo com o artigo e outras fontes, os Millenials, ou geração Y seriam: A geração eu, eu, eu – enquanto os baby boomers teriam inaugurado a geração eu, os millenials teriam exponenciado essa centralização em si em, pelo menos, três vezes, segundo pesquisa. Personalidade narcisística – ser ia três vezes mais recorrente que nas gerações anteriores. Os pais baby boomers tinham a preocupação de favorecer a autoestima positiva de seus filhos tendo em vista o que consideravam felicidade e sucesso. O resultado foi a criação involuntária de gerações cada vez mais narcisistas. Onipotência – os millenials têm confiança exagerada em si mesmos, sentem-se onipotentes, o que os faz necessitarem cada vez menos dos adultos, mudarem de emprego simplesmente porque “estão a fim” e se arriscarem a viver indiferentes ao senso comum e regras sociais. Adolescência tardia – os millenials tendem a ficar na casa dos pais durante mais tempo, não porque precisem deles, mas por pura acomodação, comodismo e ausência de planos de longo prazo. Com relação a autoridades como professores, são capazes de negar-se a dar respostas ou fazer exercícios porque são “muito chatos” e com isso encerram a questão. Obsessão pela fama – “A geração Y está se inflando como balões no facebook”, afirma W. Keith Campbell, professor de psicologia na Universidade de Georgia, autor de vários livros sobre o tema, inclusive “Quando se ama alguém que só ama a si mesmo”. Os millenials têm nos móveis e paredes de seus quartos e mídias sociais avassaladora quantidade de fotos e informações sobre si mesmos. Falar sobre si mesmos é seu principal assunto. Apressam-se a postar qualquer coisa que os faça curtidos, encaminhados, compartilhados, enfim, famosos. O apreço pela fama instantânea leva-os a expor-se sem ponderações, através de fotos e vídeos bizarros, sexy, que mostre seu talento ou que, de certa forma, chame atenção. Adictos da tecnologia – manter a fama ou alçar-se a ela só é possível porque os millenials tornaram-se viciados em tecnologia. Estima-se que um millenial envie em média 80 mensagens de celular por dia, inclusive das salas de aula. Como tendem a não respeitar as autoridades (que veem como pessoas pagas para servi-los) não obedecem quando lhe pedem para desligar ou não utilizar o celular, o i-pad, o tablet ou o i-phone. Pouco comprometidos – tudo o que está acima mais uma forte tendência ao materialismo, que os faz ignorar a existência de Deus ou acreditar quando lhe convém ou quando está “a fim”, tem como uma das consequências o pouco comprometimento com valores ou pessoas que não sejam eles mesmos e a tela com a qual “se comunicam” ou que lhes serve para a fama. Compromisso fixo semanal ou mensal não é com eles. Compromissos mais sérios como casamento, emprego fixo ou de longo prazo, compromisso com os pais e sua hierarquia de valores, com a fé e instituições tendem a desaparecer do mundo artificial e centrado em si dos millenials. Ao pesquisar para escrever este artigo, considerei os analistas da geração y por demais críticos e centrados no que tem de negativo. Há, certamente, muitos que nasceram entre 1980 e 2000 e, por alguma razão, não têm as características descritas pelos estudiosos. Dentre outros, são aqueles que tiveram uma experiência com o Ressuscitado, os que não têm acesso irrestrito à internet ou aqueles cujos pais conseguiram formar na fé desde crianças. A questão de base, porém, continua. Como alcançar e evangelizar essa geração entre 13 e 33 anos? Que linguagem e abordagem utilizar com quem tem tal personalidade narcisista e tamanha indiferença pelo outro? Como atingir quem tem nas mãos o controle sobre o que acessa e pode desligar com uma tecla o anúncio midiático de Jesus? Todo homem foi criado por Deus e para Ele. A tecnologia pode levar, sim, o anúncio em linguagem palatável para o millenial. A evangelização, entretanto, exige o olho no olho, o testemunho de vida, a intercessão e o martírio. Como transpor o fosso entre a tela e os olhos, entre as teclas e as mãos, entre os caracteres e a voz, entre a solidão e a amizade?

Papa responde cartas de 500 jovens detentos americanos

“É na escolha de se ajoelhar até a população que a sociedade tem negligenciado que encontramos a presença de Deus”, disse o Papa. Nos Estados Unidos, 500 jovens que se encontram em prisão perpétua escreveram uma carta ao Papa Francisco. Em sua resposta, o Papa disse que ficou “profundamente comovido” com o que os jovens detentos tinham contado e prometeu acompanhá-los na oração. O Pe. Michael Kennedy, americano e jesuíta, diretor executivo do Jesuit Restorative Justice Initiative, foi quem recolheu as 500 cartas para enviar ao Papa. O mesmo padre levou, na última Quinta-Feira Santa, os noviços para lavarem os pés dos menores detentos no reformatório de Los Angeles, seguindo o exemplo do Papa Francisco, que lavou os pés dos detentos de Roma em 2013. Com o ato do sacerdote, os detentos escreveram cartas para o Papa e, para a surpresa do Pe. Kennedy, o Papa respondeu. Na carta, Francisco escreveu: “Fiquei muito emocionado ao ler as cartas que você me enviou dos jovens do reformatório, e por saber que estávamos próximos em espírito durante a noite do lava-pés, na Quinta-feira Santa”. “Quando li a carta do Papa, fiquei muito emocionado. Pensei no que Dorothy Day (jornalista estadunidense, ativista social, anarquista, que posteriormente se converteu ao catolicismo), disse enquanto trabalhava nas periferias: ‘O trabalho com os pobres é um amor severo e terrível’. Muitas vezes sentimos como se estivéssemos perdendo. Estar nas periferias traz seu próprio isolamento”, escreveu Pe. Kennedy ao jornal americano The Tidings. Assim que recebeu as cartas dos detentos, o Papa Francisco comunicou que as tinha recebido e determinou que cada preso receberia uma cópia de sua resposta ao Pe. Kennedy. Em uma carta simples, o Papa Francisco afirmou que “é na escolha de se ajoelhar até a população que a sociedade tem negligenciado que encontramos a presença de Deus. Com seu gesto, ele mostra onde nós devemos servir. Ao invés de fugir daqueles que não estão saudáveis, devemos correr até aqueles que precisam de cura”. Fonte: Aleteia

Parece um hit brega, mas foi exatamente assim

Sou Jussara Marques, tenho 27 anos, sou missionária da Comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom. Conheci o Shalom em 1998, com 11 anos de idade, quando participei de um Seminário de Vida no Espírito Santo. Foi uma experiência muito forte que marcou intensamente a minha vida interior.  Mas infelizmente, meu grupo de oração não durou mais do que um ano e meio, era um grupo fora do Centro de Evangelização. E eu passei toda a minha adolescência e início da juventude sendo alimentada por uma catequese familiar, que era muito boa, mas não o suficiente para me manter atraída à vida cristã. Eu lia a Bíblia e o Catecismo da Igreja Católica. Acho que li os dois por inteiro antes dos meus 15 anos. Entendia bem, era capaz de falar sobre qualquer assunto da Igreja com tranquilidade, claro que, respeitando o entendimento de uma adolescente, mas precisava de algo vivo! Precisava de algo que custasse a vida! Aos 17 anos, ingressei na UFRN, no curso de Filosofia, movida pelo desejo de encontrar verdades puras, pelo desejo belo, bom e verdadeiro. Mas nessa idade, a minha catequese já não tinha grande força sobre o meu comportamento. Não deixaria de fazer nada que eu quisesse fazer por aquilo ser pecado. Sentia que meu estilo de vida ia se distanciando cada vez mais da Igreja. Contudo, uma coisa não mudava: todo domingo eu estava na Missa, já que esta era uma regra bem clara dos meus pais, e eu morava “debaixo do teto deles”. A universidade é um mundo sedutor, tudo que eu gostava encontrava naquele meio: livros, conversas entusiasmantes, política, arte, cultura, amigos, romances. Não demorou muito para meu pensamento tornar-se completamente relativista. Estava no movimento estudantil e estudava Simone de Beauvoir, já não achava possível encontrar verdades puras e nem que Deus tivesse mais algo a ver comigo. Nunca neguei a existência de Deus, pensava em não perder tempo com isso (também não podia negar o que senti na adolescência), mas preferia pensar que minha vida não estava ligada a Ele. Isso relaxava a minha consciência. Foi quando no penúltimo ano da faculdade, com 21 anos, fui pagar uma cadeira complementar de Estética.  A proposta era fazer uma relação entre Nietzsche e uma obra de Dostoiévski, chamada “Memórias do Subsolo”.  A identificação com a personagem central do romance foi extremamente imediata, era um personagem  que apresentava muitos paradoxos, ele queria ser mal, mas nunca conseguia sê-lo o suficiente. Uma obra rica! Na metade do livro, surge uma outra personagem , a Lisa, e com ela toda uma moral cristã, que aos poucos foi lavando-me interiormente, expressões da minha infância como “alma esposa”  brotou das entrelinhas. Mais à frente, apareceram no romance relações claras com as cartas paulinas, mas o grande estopim foi quando o autor falou sobre a ressurreição, já não podia ler o texto longe da hermenêutica cristã, longe de uma hermenêutica esponsal, uma hermenêutica da ressurreição. Fiquei constrangida quando me dei conta de que tudo que acontecia no meu interior era obra do Espírito Santo que recebi no meu Batismo, e que Ele não me abandonou mesmo com tantas burradas de minha parte, mesmo quando já não queria ter minha vida relacionada ao Sagrado. Já não podia mais viver da mesma forma, trazia dentro de mim algo Santo! O Belo, Bom e Verdadeiro que tanto busquei, que já havia cansado de buscar.  Sem mérito algum, Deus me revelou a Sua face… a face do Ressuscitado! Não consegui permanecer em certas festas, não suportava ler qualquer coisa, e alguns filmes de arte que eu tanto gostava passaram a me dar náusea. Passei a me sentir como um sacrário, não podia me submeter a qualquer coisa. Rapidamente, deu para perceber que eu não iria muito longe só com a minha boa vontade de ter uma vida coerente com o Sagrado que habitava em mim. As quedas começaram a acontecer. Foi quando em agosto passei de ônibus na frente do Shalom de Petrópolis, em Natal, e algo dizia que eu deveria entrar naquela hora, ou jamais entraria novamente. Corri para o Shalom, fui acolhida por um irmão que estava fazendo a faxina, ainda era manhã, mas ele me levou para a capela, e me deixou só, diante do sacrário. Depois de uma longa conversa com o Senhor, num momento de oração que não me foi estranho (havia em mim uma certa intimidade com a Verdade), saí decidida a entrar na Obra Shalom. Não havia para mim outro lugar na Igreja, isso era certo, afinal foram termos que eu só havia ouvido no Shalom que me despertaram. Acho que ali já era certo todo o resto, até mesmo ser Comunidade de Vida! Parece loucura, mas foi exatamente assim, queria consagrar-me a Deus ali, mesmo sem saber o que era Carisma, quem era Moysés, e pensando que o autor do “Enchei-vos” era um homem. Queria ir ganhar o mundo, queria fazer tudo, queria resgatar a dignidade de tantos jovens que estavam como eu, perdidos em tantas mentiras sedutoras. Mas foi na vida de oração, na Palavra, que Deus foi vencendo minha razão. Ganhando-me por inteira, me fazendo promessa. Tem uma que Ele me fez enquanto fazia o estudo do “Enchei-vos”, na semana sobre “Pecado e Salvação”, que eu lembro todos os dias quando chego para as Laudes na minha casa comunitária. A profecia foi “Vou tirar você desse lugar e vou levar você para viver comigo, e não importa o que os outros vão pensar”. Ok! Parece um brega, mas foi exatamente assim. Eu moro numa casa que tem sacrário! Eu moro com o Senhor há 4 anos! Sou feliz! Todos os dias, mesmo os mais desafiantes, aqueles que coloca à prova tudo, eu lembro do lugar de onde o Senhor me tirou, lembro de Suas promessas, lembro que sou habitada! Não posso gastar minha vida de outra forma, que não seja pela Igreja, pelos jovens, pelos pobres, pelos “Tomés”, pelos homens. Com um ano e meio de Obra, ingressei na Comunidade

O Senhor realiza maravilhas em minha vida em qualquer lugar que Ele me enviar

Sou Ítalo Anderson, tenho 19 anos  e sou vocacionado da Comunidade  Shalom na missão de Braga, em Portugal. Sou natural de Fortaleza, onde conheci a Comunidade. Em setembro de 2013, o Senhor me concedeu a graça de uma bolsa de estudos na Europa, e desde então estou morando em Porto, estudando Matemática. Em julho de 2012, eu estava ensaiando para o Festival Halleluya e prestei vestibular para a UECE (Universidade Estadual do Ceará). Foi nesse momento que Deus mais me surpreendeu. Em meio à intensa rotina de ensaio nas várias tardes, noites e finais de semana com bandas, com o corpo de baile próprio do Festival, com as ações de divulgação, era vontade do Senhor a minha vaga na universidade. O que ficou mais forte pra mim nesse tempo de processo seletivo foi o fato de Deus ir me pedindo, pedindo, pedindo. Na véspera da segunda fase do vestibular, como eu tinha decidido viver aquilo que Ele queria pra mim, fui dando aquilo que Ele me pedia e vivendo “a vontade de Deus que é o meu paraíso”. Como Ele é fiel, fui aprovado em Matemática e cursei um ano no Brasil, até que surgiu a oportunidade de uma bolsa para estudar fora. Falei com meu acompanhador e ele me disse que eu deveria tentar, pois não custaria nada, e pediu para que eu entregasse nas mãos de Deus, pois Ele sempre quer o melhor pra mim. Dois meses se passaram e viajei para Portugal. A primeira semana foi super difícil, era a semana do meu aniversário. Entrei em contato com a missão de Braga, que fica perto da cidade onde moro hoje, e uma das missionárias me falou: “Meu filho, pode vir até nós, nós somos sua família! Conte conosco!”. Demorei um pouco para ir por conta da novidade que era a faculdade, das coisas que eu precisava resolver, documentação, etc. Na primeira oportunidade, fui para “casa” e foi justamente o que aconteceu: senti-me em casa! Fui vendo que Deus já tinha pressa em me colocar a serviço. Pouco tempo depois que cheguei a Arquidiocese de Braga, foi realizado um evento que era voltado para os jovens e ele terminaria com um show do Shalom. Foi aí onde tudo começou! Aceitei o convite e ali eu tive uma experiência incrível com o Carisma, com a parresia, com a juventude. Era incrível ver como Deus se utilizou de cada um de nós que estávamos naquela noite para dar o novo, o diferente que aqueles jovens tanto buscavam e que os inquietava. Durante o show com as coreografias simples, com as improvisações, com o chamar jovens para dançarem conosco, com a simplicidade, Deus foi manisfestando Sua graça e dando uma alegria que alguns daqueles jovens desconheciam. Foi uma experiência muito diferente pra mim, mas que me fez perceber que Deus é simples e que o louvor sincero e verdadeiro agrada o Seu coração e renova nossa alma. Mas não parou por aí. Um padre pediu à Comunidade um workshop de dança para os jovens que estavam desmotivados, que estavam desistindo da Crisma. Como era um pedido da Igreja, a Comunidade aceitou e me lançou o convite. Na mesma hora eu aceitei. Só depois que cheguei em casa me dei conta do que eu tinha aceitado. Mas, como Deus se utiliza de tudo, fui até o fim.  Na hora que parei para pensar, várias coisas se levantaram, pensamentos de incapacidade, vontade de desistir, etc. Mas é justamente nessas horas que devemos ouvir aquilo que Deus nos pede. Assim fiz e pedi de todo coração que Ele me concedesse a graça, pois era um novo muito grande pra mim. E como Deus é Deus, assim Ele o fez. Assim que chegamos, encontramos o local fechado, esperamos na rua, no frio, mas como ser Shalom é ser criativo, começamos a cantar, dançar no meio da rua e quando apareceram para abrir o local, já éramos mais ou menos 20 pessoas entre portugueses e brasileiros cantando e dançando. Assim que entramos no local onde seria o workshop, minhas pernas tremeram, minha vista embaçou. Fui rezar e disse: “Senhor, agora é a tua vez. Vamos lá!” Subi ao palco e o Senhor fez o resto. O que ficou mais forte pra mim desse dia foi a abertura de coração daqueles jovens por algo que preeencha o vazio que eles sentem, que responda às perguntas que eles tem, que os ame de forma simples e concreta. Resume-se em uma coisa: O Amor de Deus! E, assim, Deus foi fazendo naquela noite, na qual tivemos por volta de 30 jovens louvando a Deus ao som de “Estrangeiro Aqui”. O Senhor realiza maravilhas em minha vida através da arte, da missão, seja no Brasil,em Portugal, em qualquer lugar que Ele enviar! Sou plenamente feliz por ter descoberto e viver esse amor infinito que me leva além de tudo o que um dia sonhei pra mim e que me faz alçar o livre voo dos filhos de Deus. “Não é tarefa fácil, mas se Deus nos chama, é a nossa alegria e felicidade. Com nossos corações cheios de desejo, devemos responder dizendo: ‘Sim, Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero eu vou. Amém!’”

Mensagem de João Paulo II aos jovens

Em viagem apostólica ao Chile, em 2 de abril de 1987, João Paulo II encontra-se com os jovens no Estádio Nacional de Santiago e deixa-lhes uma orientação para toda a vida. O que fazer diante das injustiças sociais? Lutar? Propor? Há solução? No discurso, o santo padre resume a mensagem de seu pontificado para os jovens: “Assumam vossas responsabilidades! Olhai para Cristo!” “Estejam atentos a não permitir que se enfraqueça em vós o sentido de Deus. Não se pode vencer o mal com o bem se não for com esse sentido de Deus”, afirmou o papa. Confira:

O Senhor Deus utilizou dos dons de seu servo Ronaldo

Sempre que penso no meu caminho de conversão, lembro de nosso irmão Ronaldo Pereira. Minha história começou há aproximadamente vinte anos atrás na cidade de Crato, Ceará, em um retiro para jovens no qual ele e nossa mãe Emmir Nogueira, cofundadora da Comunidade Shalom, pregaram. Primeiro quero dizer que Ronaldo transbordava Deus, sempre sorridente e humilde, eu nunca tinha visto tanta felicidade nos olhos de uma pessoa, isso me tocou profundamente. Algo em meu coração dizia que eu estava diante de um santo, de um jovem santo. Meu desejo de ser santa começou ali naquele retiro. O Senhor Deus utilizou dos dons de seu servo Ronaldo e tocou não só o meu, mas o coração de muitos jovens naqueles três dias. No último dia do retiro, posso dizer que eu transbordava paz e alegria! Algo diferente acontecia comigo. Aqueles poucos dias de convivência foram suficientes para que eu percebesse a santidade do jovem Ronaldo. Ele era luz! Senti-me tão tocada e tão certa de que ele era um jovem santo que pedi que ele escrevesse algo na capa de minha Bíblia, com o intuito de ter comigo uma relíquia. Ele escreveu: “Weruska, Deus te ama!” e assinou. No último dia do retiro senti uma vontade imensa de consagrar minha vida a Deus, tive um enorme desejo de ir pra Fortaleza com os dois, ele e Emmir . Não revelei a ninguém meu desejo, mas o Ronaldo proclamou que uma jovem se sentia muito tocada a consagrar a vida a Deus, pediu que não tivesse medo e fosse ao palco testemunhar. Fiquei atônita. Não sabia que existiam Comunidade de Vida e Comunidade de Aliança, só sentia uma grande vontade de ir embora com os dois! Infelizmente senti medo, pensei em meus pais, na faculdade de Direito que estava iniciando e não tive coragem de ir testemunhar. Pensei: “Talvez não seja pra mim essa proclamação e sim para outra jovem”, mas ninguém foi lá testemunhar. Continuei minha vida, terminei meus estudos, hoje sou advogada, mas nunca me esqueci daqueles três dias, do testemunho de vida daquele jovem que levava para nós, do Cariri, a luz do Espírito Santo! O fato é que nunca mais fui a mesma. O Senhor envolveu demais meu coração a partir dali, daquele retiro pra jovens. Nunca mais me afastei de Deus. Contudo, sentia-me em falta com o Senhor, pensava ter sido fraca em não atender ao Seu chamado. Porém quando Deus chama, quando Ele elege sua alma esposa, ali Ele marca o coração dessa pessoa, e meu coração foi marcado. Hoje eu e meu esposo Cláudio Pinheiro estamos no Vocacional para a Comunidade de Aliança. O que de mais lindo aconteceu foi que, em meu retiro Vocacional, o Senhor me revelou que aquele amor que eu sentia pela Comunidade de Vida nada mais era que um preparo para o chamado da Comunidade de Aliança. Sou muito feliz com o chamado de amor que o Senhor me fez desde a minha juventude, através do irmão Ronaldo. Hoje eu e meu esposo estamos trilhando esse caminho lindo para nos consagrarmos ao amor maior, que é Deus. Tenho dois filhos que são minhas bençãos e futuros servos do Senhor. Nosso irmão Ronaldo foi para Deus um dia antes de meu aniversário. Fiquei muito triste quando eu soube, mas o Senhor levou para junto de Si um santo e sei que Ronaldo intercede não só por mim, mas por muitos jovens, pois vejo os frutos de sua vocação. Sou fruto daquele retiro de 20 anos atrás e hoje vejo muitos jovens que brotaram da semente que Ronaldo plantou e que nem o conheceram, mas que como eu também sentem em seus corações que Deus presenteou o Shalom com aquele santinho! Posso dizer a todos, os chamados para Comunidade de Aliança e os chamados para Comunidade de Vida que sejam dóceis ao chamado de Deus em seus corações, que sejam dóceis ao AMOR SUPREMO, pois em meio a todas as prova da vida e do mundo, é possível experimentarmos o Céu já aqui na terra. Clique aqui e conheça a história de Ronaldo Pereira “Meu irmão Ronaldo, eu, Weruska, te agradeço por ter sido instrumento do Senhor em minha vida, por ter marcado a vocação Shalom em meu coração através do teu testemunho de vida e amor a Deus”. Hoje, eu digo sim ao AMOR SUPREMO. Hoje, Senhor, sou tua alma esposa. Amém! Weruska Marrocos Aguiar Dantas da Silveira Pinheiro   Confira também: Projeto Juventude para Jesus comemora 25 anos

‘Meu caro jovem’, por Emmir Nogueira

Hoje (17), o Projeto Juventude para Jesus, da Comunidade Católica Shalom, completa 25 anos. Confira mensagem da cofundadora Maria Emmir Nogueira aos jovens do mundo inteiro, cuja evangelização é primazia na Vocação Shalom. Jovem que dá à vida a cor da esperança, que se espalha pelas ruas e praças, campus e praias colorindo tudo de risos e vigor Jovem que busca com toda a garra seu lugar no mundo na família em si mesmo em Deus Jovem que estuda sem saber para que toda essa decoreba de que serve saber quantos corações tem esse bicho que diferença faz saber de cor tantas datas Jovem que sonha com um mundo novo sem ambições desmedidas sem a submissão idólatra ao dinheiro sem a perplexidade de uma África que morre, de um Brasil que se esfacela, sem mãos crispadas no silêncio eloquente dos corredores das prisões Jovem de coração compassivo esquecido de si mesmo em favor do outro em desprezo à cultura medíocre que idolatra a beleza, a riqueza, o poder que endeusa o corpo, o exterior, o parecer Corajoso, a remar contra a maré, a enfrentar a incompreensão dos acomodados, o desprezo dos que se julgam maduros a ponto de saber melhor Jovem que deseja a verdade, que não encontra na ciência, empírica, sempre ultrapassada por novos axiomas a resposta à sua inquietude sobre quem somos, de onde viemos,  nosso destino final sobre quem é Deus, e que diferença Ele faz em nossas vidas Verdade mais profunda, mais vital, para além do que se calcula e mede Verdade que não se deixa aprisionar em cálculos e previsões porque os suplanta infin Jovem que sabe: O homem não é o lobo do homem! O homem não é o senhor do homem! Muito menos do universo, da criação! O homem tem um Pai amoroso, providente, terno violento consigo mesmo a ponto de deixar o homem livre até para feri-lo, ignorá-lo, negá-lo, declarar sua morte! Jovem disposto a tudo: a dar a cara a tapa pelo que crê a ralar pelo que deseja a dar a vida por Quem ama Meu caro jovem, que busca sempre mais em tudo, em todos, em todo lugar; que está, ainda, na fase da cultura manada ou que, desprezando-a, aventura-se sozinho, a ter suas próprias ideias que devora livros de filosofia, alguns bons, outros, nem tanto assim que já chegou a confundir cristianismo com comunismo (!) mas conhece agora o imenso abismo entre ambos Caro jovem, que se cansou de buscar soluções nos homens, nas ideologias, nas teorias que já se arriscou e já se desiludiu com tantos amores humanos que busca ou encontrou a Jesus Cristo, Verdade, Vida, muito concreto e Vivo, avesso a  ideologias sempre escravizantes, Amor a toda prova. Caro, caro jovem, que acha ridículo esse lance de castidade, que acha nada-a-ver dividir com os que necessitam que já se declarou ou declara ateu, agnóstico, adepto de seitas meio malucas, que se jogou na lombra das drogas, na desinibição do álcool, no ecstasy da balada, que já ficou, já pegou, já esteve a fim disso, que já apoiou a ideologia do gênero. Caro, querido jovem, que se deixou encontrar por Jesus que pauta sua vida pelo Evangelho que a cada dia faz o que Jesus faria no seu lugar que encontrou na Igreja uma mãe, um lar que encontra na oração o leme e na fé o norte, o Amigo! que ama seu irmão como Jesus o ama que deseja fazer em tudo a vontade de Deus Caro, caríssimo jovem, que busca – que encontrou que busca e sofre – que encontrou e sofre pelo que busca que busca, sofre e luta – que encontrou, busca a santidade,  luta contra o pecado que busca, sofre, luta e se fere – que encontrou e se deixa ferir pela incompreensão que busca, sofre, luta, se fere e não desiste – que não desiste de viver para Deus e o outro que busca a verdade, sofre por ela, luta em seu favor, fere-se ao defendê-la – que ama e nunca  desiste, Meu caro jovem, meu, nosso caríssimo jovem, por amor a você entregamos nossa vida por amor a você e com você buscamos, sofremos, lutamos, nos ferimos e não desistimos Nosso caro, caríssimo, amado, amadíssimo jovem, Você é nossa alegria e nossa coroa, Você é a alegria e coroa do Shalom, Você é nossa razão de existir. Maria Emmir Nogueira Cofundadora da Comunidade Católica Shalom Fonte: Revista Shalom Maná

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