NA FRENTE DO RESTAURANTE

Ao passar em frente a um restaurante semana passada, na região hospitalar de Belo Horizonte, fui abordada por uma senhora que me pediu comida. Ela me disse que não queria dinheiro, mas que estava com fome. Entramos num restaurante, ela pegou um prato e foi enchendo até ficar completamente abarrotado, percebi que ela estava a um bom tempo sem comer. Ela me disse que era da cidade de Ponte Nova e que estava aqui para fazer uma consulta de retorno de uma cirurgia e, para mostrar a sua sinceridade, abaixou um pouquinho a calça para que eu visse a sua fralda. Geralmente as pessoas vêm de suas cidades ainda de madrugada para fazer procedimentos médicos mais complexos na capital e são deixadas por vans e ônibus de suas prefeituras nos hospitais. Após estes procedimentos, ficam no entorno destes hospitais até ao final da tarde, quando retornam para suas casas. São pessoas pobres, que, muitas vezes, não têm dinheiro nem para comer. Eu partilhava o pouco que tinha, um prato de comida, e ela partilhava o tudo que tinha, a sua vida com a sua pobreza, seus sofrimentos e sua dor. Neste momento fiz memória do salmo 119 que diz: “Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz  para o meu caminho.” Jesus me falou claramente por meio da sua palavra, na multiplicação dos pães e dos peixes, quando Ele diz aos seus discípulos: “Dai vós mesmos de comer”. Aquela multidão que foi ouvir a sua palavra estava com fome a ponto de desfalecer, estavam há muito tempo sem comer, era preciso dar o alimento necessário para que elas pudessem voltar para as suas aldeias. O Papa Francisco ainda nos fala na Campanha da Caritas contra a fome mundial: “A fome é um escândalo mundial, um milhão de pessoas sofrem a fome.  Devemos dar de comer com a graça de Deus. Os alimentos que existem no mundo bastariam para dar de comer a todos.  É uma urgência dar acesso a uma alimentação adequada. Exorto-vos a pensar nas suas  ações cotidianas.” Márcia Andrea Barreto Consagrada da Comunidade de Aliança

Jovens saem às ruas para convidar para o Reviver Salvador

Na tarde deste domingo (9), o Projeto Juventude para Jesus do Shalom em Salvador se uniu para panfletar o Reviver em um dos mais conhecidos cartões postais dacapital: o Farol da Barra. Os jovens abordaram centenas de pessoas que aproveitavam o Domingo para curtir uma praia  e ver o pôr do Sol no Farol com a família, como é de costume na cidade. “Para mim, viver esta experiência de evangelização em vista do Reviver, é sair de mim para dar de Deus aos jovens”, disse Marina Cerqueira, (19) postulante da Comunidade de Aliança Shalom. Impulsionados pela motivação do fundador Moysés Azevedo, de conquistarmos palmo a palmo a alma desta cidade que já foi remida por Jesus, para Ele, os jovens foram anunciar com bastante entusiasmo que no Reviver está a alegria verdadeira que não passa e, com convicção daqueles que experimentaram  esta verdade, gritar para Salvador: “Há mais alegria no Reviver”! REVIVER 2014: De 02 a 04 de março Local – Escola Parque do Bairro Caixa d’Água Das 8 às 20h Entrada Franca   SERVIÇOS: Seminário de Vida no Espírito Santo Missa Diária Confissão Aconselhamento Cursos Reviver Kids Estandes Bazar Livraria Lanchonete Almoço (R$ 8,00) Show da Banda Alto Louvor Espetáculo “O Canto das Írias” HOSPEDAGEM: R$ 40,00 por pessoa – Taxa Única Inclusas 6 refeições – Jantar de Sábado, Domingo e Segunda; Café da manhã de Domingo, Segunda e Terça Entrada – Sábado (1º de março) a partir das 17h Saída – Terça (4 de março) após encerramento do evento Crianças – Pagam a partir dos 10 anos Trazer – Colchonete e material de cama e banho Contato: Lidiane Portugal – lidianeportugal@gmail.com; (71) 9284-2660 As inscrições só são validadas mediante depósito feito e enviado por e-mail Hospedagem 01 – 200 vagas previstas (escola anexa ao local do evento) Hospedagem 02 – 100 vagas previstas (escola próxima ao evento)

Vigília de evangelização: Proporcionar uma experiência pessoal com Jesus

“Não há como atrair essas pessoas sem que antes, elas mesmas, tenham tido uma experiência com o próprio Jesus, por isso, saímos dois a dois, como ele nos enviou”.  A explicação é de Antônio Jonas, coordenador da primeira vigília de evangelização, realizada neste sábado (8) na Vila de Ponta Negra. Um dos principais cartões postais de Natal, Ponta Negra tem em sua vila, a região que está entre os cinco bairros que possui, os maiores índices de comercialização de drogas, prostituição e criminalidade da capital potiguar. Conscientes desta realidade, cerca de 800 pessoas entre missionários e Obra Shalom realizaram no fim da tarde e noite a vigília de evangelização, que contou com visitas porta a porta, adoração e terminou com uma apresentação de street dance de um grupo da própria vila ( http://youtu.be/RCYvgBoNGLw) que já foi convidado a se engajar e participar do grupo de oração recém formado que já está se reunindo aos domingo às 16h e que farão o Seminário de Vida no Espírito Santo no Renascer.   Visita Micarla e Lindalva Rodrigues, nora e sogra respectivamente, foram algumas das moradoras que receberam a visita dos missionários. A primeira, grávida de oito meses do quinto filho, foi uma das primeiras residentes do bairro, trazida há 30 anos pelo avô, pescador da região e viu de perto a população e a criminalidade da sua vizinhança crescer. Apesar de se dizer agnóstica, Micarla obteve com a visita, o incentivo para voltar a recitar o terço da misericórdia diariamente, uma das poucas orações que ainda tem na memória, e interceder por sua família. Ela espera que a chegada de uma comunidade católica no bairro não só atraia mais pessoas para a igreja, como também,  mude a realidade de jovens como o seu esposo, que se envolveu no mundo do crime e cumpre pena na penitenciária de Alcaçuz.       Intercessão Enquanto a maioria partia pelas ruas do bairro, um grupo de intercessores participavam de uma oração comunitária na Igreja de São João Batista, ponto de encontro da vigília.   A missionária da Comunidade de Aliança, Lourdes Dantas, de 75 anos, foi uma das intercessoras.  Ela conta já ter vivido em Ponta Negra por 17 anos e sempre enxergou a necessidade de que a igreja fosse mais presente na região da vila.  Por isso, agradeceu a Deus em suas orações a atenção pela região. “Essa foi a primeira vitória de muitas batalhas que serão travadas, a intercessão foi muito forte”. Para  o  padre João, pároco da Vila, “não tem porque não apoiar ações como esta que só contribuem para somar e  levar a população, uma palavra de paz, de esperança, de amor e todos que chegam aqui para somar, contam com nosso apoio “. Por: Larissa Moura e Luiz Eduardo Andrade Confira a galeria de fotos da vigília clicando no link abaixo: https://comshalom.org/galleries/vigilia-de-evangelizacao/

Como evangelizar os meus filhos?

Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os mandamentos e os sacramentos. Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese. Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião. Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço. Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã. Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela. Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”. Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes. Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”. Felipe Aquino / Fonte: Aleteia

“Nunca me senti tão bem com Deus e comigo mesma”

Eu não sou católica, fiquei sabendo do Acamp’s pelo meu amigo. Ele convidou a minha amiga e eu para irmos. No início eu não estava querendo ir, eu pensava “eu não sou católica, o que eu vou fazer lá?”, então a minha amiga me convenceu, ela disse que seria legal e que nós nos divertiríamos. Então decidi aceitar o convite e fui. No início do acampamento eu estava bem fechada para tudo, por eu não ser católica, mas depois fui me abrindo, e eu posso dizer que eu nunca me senti tão bem com Deus e comigo mesma. Quézia C. Ebert, 17 anos, Novo Hamburgo (RS)

“Noite da Tapioca” marca o início das noites promocionais em Garanhuns

A Comunidade Shalom em Garanhuns (PE) realizou no último sábado (25) a primeira noite promocional do ano, a “Noite da Tapioca”. Mensalmente, Garanhuns realizará noite temática com o objetivo de promover um ambiente atrativo, onde a inspiração inicial do Carisma Shalom possa ganhar forma: pessoas que não aceitam um convite para uma Missa ou um Grupo de Oração, não recusariam um convite para um lanche; nesse contexto se inicia a evangelização. O Centro de Evangelização ficou pequeno para as pessoas da Obra, seus familiares e amigos que vieram ao Shalom para saborear uma boa tapioca e curtirem música ao vivo. A próxima noite promocional se chamará “Fique Frio!”, e acontecerá em 15 de fevereiro. O cardápio trará sorvetes, salada de frutas, chocolate gelado e muito mais.

“Ninguém te ama como eu”: entrevista com o músico Martín Valverde

Há mais de 30 anos transformou um dom natural à música no seu instrumento de evangelização. As estatísticas dos seus eventos nos últimos 5 anos dizem que realizou 533 concertos nacionais e internacionais em 23 países e atualmente é diretor de Producciones Dynamis (México), empresa que fundou junto com a sua esposa; e ainda tem três filhos e conserva uma fé fresca como se tivesse se tornado cristão hoje. Estamos falando de Martín Valverde, músico e cantor católico dedicado a levar a mensagem de fé com um estilo contemporâneo, por meio de concertos, produções musicais, de formação e participando nos meios católicos e seculares no México e no exterior. Nascido na Costa Rica, naturalizado Mexicano, casado e com três filhos, Martín concedeu a ZENIT uma entrevista no dia do seu aniversário de 51 anos de vida. Que maravilhoso é escutar a experiência missionária de alguém com o seu porte evangelizador. Poucos são os jovens e adultos de hoje que nunca cantaram ou ouviram “Ninguém te ama como eu” ou outras das suas canções. Nessa conversa com ZENIT, Martín abre o seu coração sobre diversos temas: a visão que o mundo tem do Papa Francisco, reflexões profundas que espelham a sua experiência de missionário internacional e temas de fé, que lhe permitiram conservar a fé até hoje. Acompanhe a seguir a primeira parte dessa conversa: *** ZENIT: Martín, você é um músico missionário que viaja pelo mundo pregando o evangelho. Nestas caminhadas você também capta o sentir das pessoas sobre a Igreja. O que é que você escuta falar sobre o Papa Francisco? Martín: A pergunta é boa, porque sociologicamente os comentários são muito variados, na sua grande maioria positivos com relação ao Papa. Mas há uma real e grande diferença entre o Papa e a Igreja, especialmente em lugares onde a Igreja tem todos os sintomas que o mesmo Papa critica com tanta fina sabedoria… como o ser uma ALFÂNDEGA, em vez de uma facilitadora para os fiéis. Já era hora de que Roma percebesse como o mundo a vê, e a figura do Papa Francisco está limpando com alegria essa imagem. No geral, e em especial na América, a reação de ver uma pessoa simples e normal no Papado é de grande alegria. É toda uma surpresa ver como se desenvolve uma reforma tão saudável a partir do papado, o que não acontecia há muito tempo. É necessário agora conseguir um vínculo entre a simpatia e o conhecimento, para que, além de se admirar, as pessoas possam se aproximar dos seus escritos e cartas. ZENIT: Você prega a Cristo, que fundou a Igreja e é dono dela. Como é ser um pregador e viver disso, no caso de você viver apenas disso? Martín: Historicamente, quando tiramos o meu xará Martín Lutero da Igreja, ele conseguiu levar consigo o violão e a música em sua bagagem, e tem sido toda uma travessia voltar a trazer a música e o seu conceito de volta a casa. Sabendo e esclarecendo que ao falar de música católica falamos de uma gama muito ampla de serviços. Desde a da Litúrgica até a da Evangelização, que é especificamente a minha área. Dom Bosco costumava dizer, há 100 anos!, que “a Igreja sem música é como um corpo sem alma”.  Ainda hoje, é inconcebível, para muitos dentro de Casa, que seja possível que existam músicos que possamos viver saudável e equilibradamente deste serviço. Confunde-se o fato de somente fazer negócios com as coisas de Deus ao fazer das coisas de Deus uma empresa saudável que dê tudo o que se precisa para este trabalho específico: desde cordas de violão, grandes sons, até grandes patrocínios de shows em áreas e países que não podem pagar uma atividade como é um concerto, por exemplo. Anos atrás, conversando com o então cardeal de Guadalajara, Dom Juan Sandoval, ele me deu instruções de viver dignamente do meu trabalho (sou músico por si só), e de prestar sempre um serviço pronto e imediato para as necessidades das comunidades da Igreja em todo o mundo. A música na fé é um chamado, mas não deixa de ser uma profissão, se eu não fosse católico que toca música, seria músico em si, e disso se trata; se não se fala nada sobre os médicos e engenheiros, não vejo motivo para diferenciar os músicos. Isso sim, pelos frutos que se conheçam a todos, hoje, 32 anos depois, essa perseverança em Deus passa a ser nossa melhor prova de chamado. ZENIT: Você é casado, tem família? O que pensa sobre a sua vida e missão? Martín: Felizmente casado há 27 anos, e cada um dos membros da minha família é parte vital do meu chamado, se eles não estão bem, eu não funciono. Já dizia Paulo que aquele que não consegue ordenar a sua casa não conseguirá arrumar a de Deus. Fica mais que claro que casei-me com uma campeã na fé, uma “missionária de  retaguarda”, como ela também fala de si mesma. Por exemplo, desde pequenos, aos meus filhos, nunca falamos que o papai sai de viagem para as coisas de Deus, porque se o tivéssemos feito, teríamos criado um vínculo real entre Deus = papai não está. O dado era que eu ia trabalhar. Já quando foram crescendo foi possível dar-lhes mais o contexto da Missão. Tudo isso porque simplesmente “a vocação não é hereditária”, eles tinham o direito de encontrar a sua vocação sem que a minha absorvesse a deles. Para a minha esposa e para mim, não existe tal coisa como Meu apostolado. É NOSSO chamado como pessoas e matrimônio. Hoje, já com os filhos grandes retomamos um trabalho juntos como casal dando palestras para matrimônios em muitos lugares. A minha esposa, Lizzy, em si, é uma psicóloga e trabalha com matrimônios em crise todas as semanas (por sinal, parece ser alta temporada). De extra especial, nosso terceiro filho, o caçula, é um pequenininho com paralisia cerebral, pelo qual temos outro universo no qual nos desenvolvemos como pais e seres

Arcebispo de Porto Alegre fala sobre 1 ano do incêndio em Santa Maria

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que vitimou 242 jovens completa um ano nesta segunda-feira. Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, afirma que o respeito a memória dos falecidos pode ser uma obra de misericórdia, mas que também pode ajuda a resgatar “o cuidado uns dos outros”. “Como sociedade, precisamos certamente expressar nossa solidariedade e, ao mesmo tempo, nos comprometer a trabalhar em prol do necessário para que tais tragédias não se repitam”, exortou. Confira na íntegra o artigo*: Santa Maria e a dor da saudade No dia 27 de janeiro de 2013, aconteceu, na cidade de Santa Maria, por imprudência e más condições de segurança, uma tragédia que vitimou 242 jovens, ferindo outros 116 e marcando para sempre um número considerável de famílias. A tragédia de Santa Maria ficará para sempre na história não só daquela cidade, mas também do Rio Grande do Sul e do Brasil. Com a divulgação das imagens e notícias a respeito daqueles fatos, subseguiram manifestações de diversas autoridades públicas, entidades, pessoas mais ou menos próximas às vítimas e suas famílias, organizações sociais etc. A partir de então, surgiram várias iniciativas e foram tomadas medidas com o objetivo de exigir maior segurança de locais destinados a eventos, festas, diversão com concentração de público. Tais iniciativas são certamente úteis, necessárias e urgentes. Existe, hoje, um consenso bastante vigoroso em torno do dever premente de se investir nesta causa. Infelizmente, somos vistos como o povo do “jeitinho”. Para tudo se encontra um jeitinho. Existe jeitinho para burlar as leis de trânsito, para passar de ano na escola, para, talvez, ter energia elétrica ou água sem estar registrado na rede. Jeitinho para conseguir esse ou aquele documento, para burlar o fisco, para tirar ganho desse ou daquele contrato – especialmente se estiver envolvido o bem público! Enfim, nós somos conhecidos pelo jeitinho brasileiro! Sem desrespeitar a memória dos que tombaram na tragédia de Santa Maria, sem desrespeitar as exigências legais necessárias e urgentes para promover a segurança de todos que frequentam espaços públicos e sem minimizar a seriedade da situação da segurança geral de nosso povo, reconhecemos, sim, que em tantas situações buscamos o famoso jeitinho. Não seria demais propor o engajamento decidido e determinado de todos na causa da segurança pública e na educação necessária para tanto. Esta certamente é uma causa que não pode ser delegada; cada cidadão de boa vontade precisa sentir, saber e aprender a própria responsabilidade. Não podemos esquecer as perdas irreparáveis causadas pela imprudência de alguns, o jeitinho de poucos e, talvez, a indiferença de outros. Respeitar a memória dos falecidos pode ser uma obra de misericórdia! Mas pode também ajudar a todos a resgatar um aspecto importante da convivência humana: o cuidado. Sim, precisamos, talvez, ainda aprender a cuidar uns dos outros e, ao mesmo tempo, nos deixar cuidar uns pelos outros. É verdade que o jovem quase que naturalmente busca aventuras, e que gosta, por vezes, de experiências extremas… Entretanto, não se pode desconsiderar princípios básicos, seja da própria natureza, seja da natureza em geral. Cuidar e nos deixar cuidar – eis o que nos compete! A saudade é coisa bela e, ao mesmo tempo, triste. Bela porque expressa carinho, respeito, bem querença. Triste porque, por vezes, parece insaciável. A saudade deixa marcas! Diante da tragédia de Santa Maria, não foram poucas as famílias, os jovens, os cidadãos que ficaram marcados pela dor da saudade. Por isso, resta-nos, sim, o silêncio respeitoso – não a indiferença. Como sociedade, precisamos certamente expressar nossa solidariedade e, ao mesmo tempo, nos comprometer a trabalhar em prol do necessário para que tais tragédias não se repitam. Aos familiares dos jovens que sofreram as consequências daquele incêndio, expressamos palavras de conforto que nossa fé conserva: “para aqueles que creem, a vida não é tirada, mas transformada”. *Artigo de dom Jaime Spengler publicado no Jornal do Comércio  

“Que não haja necessitados no meio de vós”

“Que não haja necessitados no meio de vós!” Não há melhor forma de começar esta partilha com vocês, irmãos. Enraizados neste apelo do Amado, de que não haja necessitados em nosso meio, nós, da missão de Patos (PB), contemplamos o quanto se derrama o Amor de Cristo, e como Ele faz grandes coisas conosco, instrumentos insuficientes. Sou Igor rocha, vocacionado do Shalom em Patos. Aqui, na missão do Shalom em minha cidade, estávamos vivenciando o tempo de preparação para o Acamp´s. Notei que muitos jovens na Obra estavam totalmente desejosos de ir, porém faltava o dinheiro da inscrição. Muitos vinham partilhar essa realidade. Nesse contexto, tomados por este convite de Amor e confiança em Cristo, apoiados na inspiração divina que nos tinha revelado esse canal, decidimos: vamos vender brigadeiros para evangelizar! Juntos éramos 16. Doze de nós eram os que necessitavam do dinheiro da inscrição, alguns irmãos e eu envolvidos nessa alegria do despojamento. Então, começou: durante os dias de venda, as tardes ganharam um tom de maratona, de intercalar oração pessoal, missa, vida apostólica, atividades em casa, atividades escolares com a produção de 200 brigadeiros. Realmente um revezamento olímpico. As tardes eram sempre mais cansativas, mas a alegria que nos tomava de estarmos ali como família Shalom, recém-chegados e veteranos, vivendo a doçura da espera em Cristo sempre se sobressaía. Nessas partilhas, durante a produção dos brigadeiros, era notável o quanto os jovens da Obra estavam tocando em Cristo. Chegavam aqui em casa todos rindo e falando como coral: “Olha quantas doações conseguimos”, “Deus me surpreendeu” , “Deus vai nos ajudar”. Os irmãos que estavam ajudando e eu estávamos maravilhados e renovados no Amor de Cristo.  De noite era a hora de evangelizar, de sair para vender.  Reuníamo-nos às 19h no Shalom, fazíamos a oração de entrega e a partir daquele momento estávamos sujeitos à bela condução do Espírito. Em cada casa onde passávamos, os brigadeiros tornavam-se apenas intermédio para a evangelização. Durante essas noites, conversamos com muitas famílias e jovens “pobres do Amado”. Rezamos por eles, convidamos para nossa Família. Eu, maravilhado, ia contemplando a ação de Deus não só nessas pessoas, mas em nós. Em cada casa, as partilhas aconteciam em um tom mais apaixonado por Cristo. Lembro de minha surpresa quando via os mais tímidos, após oferecer o brigadeiro, já totalmente dispostos e ansiosos para falar do Amor. Lembro-me de uma jovem que não acreditava tanto em Maria. Naquela noite, passamos um bom tempo sem vender, quando propus: vamos rezar uma Ave-Maria. Ela me olhou desconfiada e assustada, mesmo assim rezamos. Nas casas seguintes, todos compravam, recebíamos doações.Ela olhou pra mim encantada e era notável como agora confiava na Graça de nossa Mãe, que se derrama por nós. E nesta naquela mesma rua vendemos todos os brigadeiros que faltavam. Sempre que chegávamos no Shalom, no final das vendas, era o mesmo coro: “Deus nos surpreendeu”, e começavam a contar as histórias das vendas.  Na hora de contar o dinheiro das vendas, havia sempre uma supressa, arrecadávamos mais do que o esperado. No decorrer de apenas quatro dias, vendemos cerca de 600 brigadeiros, conseguimos R$ 1200 e pagamos a inscrição de todos e ainda sobrou dinheiro pra ajudar outros irmãos. Infelizmente, nesse percurso, alguns desistiram. A misericórdia de Deus realmente sempre transborda em nossas vidas e alcança os que estão ao nosso redor. Hoje contemplo uma Obra confiante em Cristo e na sua providência. Surgiu aí o Projeto São José em Ação, suscitado exatamente para ser esse canal da misericórdia de Cristo. Gerou-se também um povo em movimento na constante alegria de sair de si para amar os irmãos e contemplar  Cristo neles.  Gostaria de concluir expressando minha gratidão por esta magnífica vocação Shalom. A vocês, irmãos, e a você que está chegando, sejam bem-vindos à nossa Família! Igor Rocha

Como anunciar Jesus Cristo a uma “geração que está mudando”?

A pedagogia do papa Francisco parte das perguntas e não de respostas imediatas Em seu encontro com os superiores religiosos, em novembro do ano passado, cujas temáticas foram publicadas pela revista “La Civiltà Cattolica” neste 3 de janeiro, o papa Francisco falou do desafio educacional de dar acompanhamento às crianças pertencentes a famílias com pais separados ou casais homossexuais. Vários meios de comunicação destacaram uma suposta abertura do papa aos casais homossexuais, enquanto o próprio pe. Antonio Spadaro, diretor da revista, frisou que, na realidade, o que o papa afirmou foi a urgência de “anunciar Jesus Cristo a uma geração que está mudando”. É uma tarefa que cabe em especial àqueles que já têm a responsabilidade educativa, como confirma Domenico Simeone, professor de pedagogia na Universidade Católica do Sagrado Coração e presidente da Confederação Italiana de Consultórios de inspiração cristã. O que é que está envolvido no desafio educacional que alguns contextos relacionais apresentam hoje? Simeone: O papa Francisco leva muito a sério o mandamento evangélico de anunciar Jesus Cristo a toda criatura. Mas como fazer isso hoje, num mundo em que a linguagem e os relacionamentos mudam tanto? Esta é a pergunta para quem tem responsabilidade educacional. É uma tarefa que tem que ser reexaminada com categorias diferentes das do passado. Eu acho interessante o surgimento de uma pedagogia do papa Francisco, que, no encontro com os superiores religiosos, foi manifestada na afirmação de que a formação é mais parecida com uma obra de artesanato do que com uma ação policial: é mais baseada no diálogo e no debate do que no controle e na punição. O ser humano, diz o papa, é complexo, feito de graça e de pecado, e todas as pessoas, mesmo nas situações mais difíceis, têm que ser acolhidas com uma atitude de misericórdia. Isso nos leva ao tema constante de Francisco: olhar para a realidade das periferias. Não é de admirar que algumas das suas declarações sejam muitas vezes mal interpretadas, porque o ouvinte procura semelhanças com as suas próprias crenças em vez de se dispor a continuar trilhando o caminho. Como é essa pedagogia na prática? Simeone: Uma abordagem sábia é começar pelas perguntas e não pelas respostas. É o que foi feito no caso do sínodo sobre a família, com um questionário que foi enviado à comunidade cristã pedindo um exame das realidades existentes no tocante a casamento e família, com uma pergunta específica sobre as crianças que vivem com pais do mesmo sexo. É importante não ter a pretensão de dar respostas imediatas. O papa também destacou que, na missão educativa, é preciso ter cuidado para não provocar rejeição à fé, cuidado para evitar uma “vacina contra a fé”. Quais são os aspectos concretos disso? Simeone: Em primeiro lugar, nós temos que nos concentrar numa atitude de aceitação, que incentive o contato e o encontro. Sem isso, existe um risco real de “vacina contra a fé”. Por isso nós temos que exercitar o discernimento de quem não tem medo de ficar em situações complexas com um “coração acolhedor”, o que não significa justificar qualquer escolha, mas ir ao encontro das pessoas no lugar em que elas estão. Essa atitude será mais fácil se vivermos uma fé consolidada. É por isso que o papa nos convida a ser cristãos não de coração ácido ou do tipo funcionário administrativo, mas companheiros de viagem, mesmo com as contradições da existência. Qual é a situação das relações de família que os consultórios familiares estão registrando? Simeone: Estamos registrando uma grande dificuldade das pessoas para viver a dimensão afetiva e relacional, mas a vontade de viver relacionamentos duradouros não morreu. O difícil é descobrir como vivê-los. Para isso, a Igreja tem que oferecer condições para as pessoas revisarem a sua experiência de relacionamento, nos consultórios familiares de aconselhamento de inspiração cristã. Infelizmente, muita gente não procura ajuda a tempo, só quando a relação já acabou. A mensagem que nós queremos transmitir é que qualquer situação difícil pode ser resolvida se for encarada a tempo. Eu gosto de pensar nos consultórios familiares como lugares onde a Igreja fica ao lado da família nas dificuldades cotidianas de relacionamento; lugares, como disse o papa Francisco sobre os religiosos, onde “acariciar os conflitos”. Se forem enfrentados da maneira certa, os conflitos podem promover a mudança e um novo caminho. Fonte: Aleteia

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