É bom dizer “não” aos filhos?

Em muitas ocasiões, os pais decidem dizer “não” aos filhos, quando pedem um doce ou brinquedo, mas depois acabam cedendo diante das súplicas, sem importar qual foi a decisão final tomada pelo bem dos pequenos. É preciso levar em consideração que, ao invés de prejudicar as crianças ou torná-las infelizes, dizer “não” pode ajudá-las a desenvolver seu caráter. As pessoas podem pensar que, dando aos seus filhos tudo o que querem, estão lhes fazendo um bem, mas isso não é verdade, já que, quando os filhos crescem, descobrem que não podem ter tudo na vida e que, algumas vezes, é preciso resignar-se a não ter o que se deseja. Apresentamos, a seguir, algumas razões pelas quais os pais precisam saber dizer “não” aos filhos: 1. É necessário que os filhos saibam que não podem ter tudo e que fazer birra não é a melhor maneira de conseguir as coisas. Assim, quando forem adultos e perceberem que não podem obter algo, seu mundo não vai desmoronar. 2. Os filhos precisam entender que as coisas têm um preço e que, se querem obter determinados favores ou presentes que não são tão necessários, devem ter certas atitudes ou destacar-se em diversos âmbitos da vida. 3. Quando as crianças não querem cumprir suas responsabilidades e tentam que os pais o façam por elas, é importantes dizer “não”; dessa maneira, os filhos aprendem a ser úteis, a se virar sozinhos e construir uma autoestima apropriada. 4. Dizer “não” aos filhos pode ser apropriado porque com isso eles adquirem determinação e segurança; assim, quando alguém lhes disser algo com o qual não concordam, terão a força necessária para dizer “não” também. 5. É preciso que as crianças adquiram uma boa disciplina, já que esta se encarrega de potencializar a inteligência. Quando os filhos pedirem para realizar outras atividades antes de ter terminado a tarefa escolar, por exemplo, é importante dizer “não”, para que aprendam a ser pessoas responsáveis e desenvolvam seu potencial. 6. Para que o “não” proporcione o resultado desejado, é importante explicar aos pequenos o porquê da negação; as crianças não precisam concordar com ela, mas entender que há argumentos por trás de cada “não” dado pelos pais. 7. É apropriado dizer “não” quando os filhos estiverem prejudicando outras pessoas, já que, dessa maneira, eles saberão que não é correto e poderão se relacionar de maneira adequada. 8. Os pais precisam dizer “não” aos filhos para estabelecer limites, fazendo-lhes entender o que podem e o que não podem fazer. 9. É correto dizer “não” aos filhos quando queiram realizar alguma atividade que coloca sua segurança em risco, quando estão se tornando caprichosos ou quando seu comportamento prejudica outras pessoas.   Fonte: Aleteia

4 regras de ouro para educar os filhos sobre sexualidade

Educar os filhos em aspectos relativos à afetividade e à sexualidade não deve se tornar uma carga pesada e difícil, mas sim uma ocasião de desfrutar da vida familiar e enriquecer a vida cotidiana. Os pais de família são os primeiros e principais educadores de seus filhos também nesses temas. Os especialistas falam de quatro critérios principais que devem ser levados em consideração na educação no campo da sexualidade. Primeira regra: chegar a tempo Neste aspecto é melhor não se enganar: nossos filhos sabem muito mais do que acreditamos. Por isso, é melhor falar “uma hora antes” do que “cinco minutos depois”. Hoje em dia, as crianças lidam com todos os tipos de temas. Grande parte disso se deve à facilidade de acesso à informação através das novas tecnologias. Este fato tem levado a que crianças e adolescentes pesquisem por si próprios, encontrando na maioria das vezes informações erradas acerca do que realmente é a afetividade e a sexualidade. A primeira fase de comunicação com os filhos deve ser dedicada a escutar o que eles pensam e dizem, ou a interpretar seus silêncios diante de certas situações. Por isso, a necessidade de criar relações próximas com os filhos, de forma que sejam os pais os primeiros a se inteirar do que acontece com eles, mesmo em questões triviais, pois depois virão as questões mais sérias. Se diante das primeiras inquietações as crianças encontrarem a acolhida dos pais, então os filhos confiarão nesta fonte para futuras inquietações sobre sexualidade. Segunda regra: falar com clareza Verifica-se que os pais sentem muito temor em enfrentar este tipo de tema e, devido a esse medo, costumam direcionar suas explicações de um modo que as crianças ficam mais confusas do que estavam antes da conversa. Portanto, nesse aspecto, é fundamental que os pais se preparem e leiam sobre o tema, falem com outros pais de suas experiências e consultem um psicólogo do colégio ou de confiança. Aqui o importante é se cercar de fontes bem orientadas e confiáveis. Terceira regra: oferecer a informação de forma gradual Não se explicarão os mesmos temas nem os mesmos detalhes a uma criança de 6 anos que a um adolescente de 14. A informação deverá ser oferecida criteriosamente à medida que as crianças vão crescendo e demonstrando maior interesse. Quanto aos menores, é recomendável perguntar-lhes o que querem saber e, a partir daí, dar-lhes uma explicação básica sem maiores detalhes, isso com o objetivo de que possam entender e fiquem tranquilos, porque lhes foi dada a informação que eles solicitaram. Quarta regra: englobar todos os aspectos, não apenas os físicos A educação afetiva e sexual deve englobar a totalidade do ser humano, não apenas os aspectos físicos. Trata-se de preparar os jovens para o amor. Uma adequada educação afetiva-sexual pode marcar a diferença na vida de uma pessoa, por isso é uma responsabilidade exclusiva dos pais. Por último, não podemos esquecer da regra básica da educação: instruir com o próprio exemplo, ser coerente com a ideia de sexualidade que é transmitida aos filhos e vivê-la em concordância.   Fonte: Aleteia

Arraiá da Paz Santana

Fomos envolvidos pela certeza de que tudo era no tempo de Deus

Meu nome é Natália, sou postulante da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom. Sou casada há sete anos e estou grávida de meu primeiro filho. Desde o início de meu casamento, nunca tomei contraceptivo, pois os médicos que me atenderam disseram que eu teria dificuldade para engravidar, devido à síndrome do ovário policístico. Eu não dava atenção a isso, por me achar muito nova. Por ter várias outras prioridades, a última coisa que eu queria era ser mãe. O tempo foi passando, todas as minhas amigas e parentas tornavam-se mães e eu permanecia “na mesma”. Assim, o desejo começou a brotar no meu coração e no do meu esposo, porém, por não conhecermos ainda o amor de Deus por nós, tínhamos uma vida de farra e bebedeiras e isso nos fez nos afastar um do outro. Chegamos ao ponto de dizer um para o outro que nosso casamento estava acabado. Surgiu, então, um convite do meu cunhado Evandro, irmão do meu esposo, para participarmos do Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais, realizado pelo Projeto Família da Comunidade Shalom. Essa seria a nossa última chance. Meu esposo não queria ir, porém, aos “45 minutos do segundo tempo”, ele disse: “Eu vou, mas domingo, quando sairmos de lá, eu venho pegar minha mala em casa”. O que não esperávamos era que Deus iria nos surpreender e nos mostrar que a salvação e o caminho para o matrimônio perfeito é Ele. A partir de então, começamos a trilhar o Caminho da Paz junto a um grupo de oração no Projeto Família, o grupo Agnus Dei, que significa “Cordeiro de Deus”. Trilhamos um caminho de santidade e resolvemos fazer o discernimento vocacional em 2013, um ano muito intenso e de muitas graças. Fomos envolvidos pela certeza de que tudo era no tempo de Deus e não no nosso. Em setembro de 2013, fui ao ginecologista para uma consulta de rotina. Fiz alguns exames e falei para o médico sobre o desejo de ser mãe. Ele, em alto e bom tom, disse-me que meu útero não servia para nada e que eu não poderia ser mãe, que eu adotasse uma criança, pois talvez seria mais fácil. No mesmo instante, levantei-me da cadeira e disse-lhe: “o senhor não crê em Deus? Pois eu creio e sei que na hora certa ele me dará a graça”. O médico, com arrogância, disse-me: “Você é mais uma louca religiosa”. Então, agradeci o “elogio”, pedi licença e saí do consultório. Fiquei muito triste, mas no meu coração havia a certeza de que a graça de Deus estava por vir. Os meses se passaram até que em fevereiro deste ano, 2014, o Clizio, coordenador do meu grupo de oração, perguntou-me: “Por que você não faz a novena de Santa Gianna Beretta Molla, a padroeira do Projeto Família?”. Respondi que nunca havia pensado nisso. As palavras dele ficaram ecoando na minha mente. No mês seguinte, resolvi fazer a novena de Santa Gianna e fiquei com o coração verdadeiramente pacificado. No dia 21 de abril, um mês depois da novena, descobri que estou grávida! Hoje, estou no quarto mês de gravidez e a felicidade não cabe em nossos corações. Na mesma semana, recebemos a resposta de nosso pedido de ingresso no postulantado da Comunidade de Aliança Shalom: fomos aceitos e abraçados por Deus. Pudemos ver concretamente como Deus é coerente, dando-nos a graça da maternidade e da paternidade na mesma época em que estamos iniciando um caminho de consagração de vida para Ele. Essa é a fidelidade de Deus aos seus filhos amados e a certeza de que as promessas Dele são cumpridas SIM, mas no tempo certo. Vale muito a pena ser de Deus, vale muito mais a pena esperar em Deus. Natália Almeida

Família em Missão

  A Missão Shalom de Santo André se despede dos discípulos da Comunidade de Aliança Emerson e Isabel e de seus filhos Talita e Giovane, que estão sendo transferidos para a Missão de Brasília por motivos de trabalho.   Bendizemos a Deus pela oferta de vida fecunda, pela dedicação a obra de Deus nesta cidade e o sim a Vontade do Senhor renovado a cada dia com fervor na vida comunitária.   Junto a Nossa Senhora, pedimos por suas vocações e por todo este novo tempo, para que Deus em sua infinita bondade os fortaleça para que a cada dia busquem com mais ardor a santidade.

ONU aprovou histórica resolução a favor da proteção da família

O Conselho de Direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu 26° período de sessões, aprovou a resolução de “Proteção à Família”, que reconhece a família como o núcleo “natural e fundamental da sociedade, e tem direito a proteção por parte da sociedade e o Estado”, o que representou uma verdadeira derrota do lobby gay. Na resolução, aprovada por 26 votos contra 14 neste 25 de junho, com seis abstenções, o Conselho de Direitos humanos da ONU reconhece também “que a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças da mesma forma em que as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, devem crescer em um ambiente familiar e em uma atmosfera de felicidade, amor e entendimento”. Em declarações a ACI Imprensa, o Dr. Carlos Beltramo, do Instituto Cultura e Sociedade (ICS) da Universidade da Navarra, assinalou que a resolução do organismo da ONU “foi um interessante passo adiante no reconhecimento da natureza da família em um foro tão importante das Nações Unidas”. “Esta é uma boa oportunidade para relançar a educação da pessoa dentro da família, que é o melhor caminho para o futuro da humanidade”, indicou. Beltramo assinalou que “dar formação às famílias e animar a que as famílias eduquem suas crianças é um meio fundamental para fortalecer sociedades saudáveis que permitam que todos superem até mesmo situações difíceis como as que tivemos que viver”. O organismo da ONU decidiu ainda criar um painel por motivo do 20º aniversário do Ano Internacional da Família, assim como promover referências à família de uma forma positiva para reverter uma tendência dos últimos tempos de tratar a família como o centro dos conflitos, dos problemas e das violações de direitos humanos. Em declarações recolhidas pelo site BuzzFeed, Austin Ruse, presidente do Instituto Família Católica e Direitos humanos, com base nos Estados Unidos, assinalou que a resolução do Conselho de Direitos humanos da ONU é uma “derrota” do lobby gay. “A derrota (do conceito) de vários tipos de família demonstra que a ONU está cansada deste tipo de debates”, assinalou. Austin Ruse assegurou que “a maioria de estados membros queria avançar para temas que preocupem o mundo e não só as elites no (hemisfério) norte”. Os países que apoiaram com seus votos a resolução de proteção da família são foram a Argélia, Benin, Botswana, Burkina Faso, China, Congo, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Índia, Indonésia, Cazaquistão, Quênia, Kuwait, Maldivas, Marrocos, Namíbia, Paquistão, Filipinas, Federação Russa, Arábia Saudita, Serra Leoa, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Venezuela e Vietnã. Os estados que se opuseram a esta histórica resolução a favor da família foram Áustria, Chile, República Tcheca, Estônia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Montenegro, República da Coréia, Romênia, Reino Unido e Estados Unidos. Por sua parte Argentina, Brasil, Costa Rica, México, Peru e a República da Macedônia se abstiveram, e Cuba não participou do voto.   Fonte: ACI

Apresentado Documento de trabalho para o Sínodo sobre “Os desafios pastorais da família”

“A família é um elemento essencial para todo e qualquer progresso humano e social sustentável.” – esta a mensagem tweet do Papa Francisco, neste dia em que foi divulgado o texto preparatório – o chamado “Instrumento de trabalho” – do Sínodo extraordinário de outubro próximo que terá como tema “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”. Numa conferência de imprensa, hoje ao meio-dia, foi apresentado este texto, divulgado nas seis línguas oficiais do Sínodo: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e português. O Evangelho da família; as situações familiares difíceis; a educação para a vida e na fé no núcleo familiar: são as três áreas em que se desenvolve o Instrumentum Laboris. O documento contém e sintetiza as respostas ao questionário sobre os temas do matrimónio e da família, contido no Documento preparatório ao Sínodo, publicado em Novembro de 2013. A primeira parte – “Comunicar o Evangelho da família hoje” – reitera antes de tudo o “dado bíblico” da família, baseada no matrimónio entre homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus e colaboradores do Senhor no acolhimento e transmissão da vida. Uma reflexão específica é dedicada à dificuldade de compreender o significado e o valor da “lei natural”, colocada na base da dimensão esponsal entre o homem e a mulher. Para muitos, “natural” é sinónimo de “espontâneo”, o que comporta que os direitos humanos são entendidos como a autodeterminação do sujeito individual que tende à realização dos próprios desejos. Um outro grande desafio indicado pelo texto agora divulgado é a privatização da família, que já não é entendida como um elemento activo da sociedade e a sua célula fundamental. Por esta razão, é necessário que os núcleos familiares sejam tutelados pelo Estado e recuperem o seu papel de sujeitos sociais nos diferentes contextos: trabalho, educação, saúde, defesa da vida. A segunda parte do Instrumento de Trabalho – “A pastoral da família diante dos novos desafios” – depois de ter recordado a importância da preparação para o matrimónio, da promoção da piedade popular em apoio à família e de uma espiritualidade familiar autenticamente missionária e não demasiado auto-referencial, chega ao coração dos desafios pastorais de hoje. São muitas as situações críticas que a família deve enfrentar hoje: fraqueza da figura paterna, fragmentação devida a divórcios e separações, violências e abusos contra as mulheres e crianças (“um dado realmente muito preocupante que interroga toda a sociedade e a pastoral familiar da Igreja”), tráfico de menores, drogas, alcoolismo, dependência do jogo a dinheiro e também a dependência das redes sociais que impede o diálogo em família e rouba o tempo livre para as relações interpessoais. O documento sinodal destaca também o impacto do trabalho sobre a vida familiar: horários extenuantes, insegurança no emprego, flexibilidade que envolve longos trajectos, ausência do repouso dominical dificultam a possibilidade de estar juntos, em família. O documento enfrenta, depois, as situações pastorais difíceis e sublinha que a coabitação e as uniões de facto são muitas vezes devidas a uma deficiência de formação sobre o matrimónio, a percepção do amor apenas como “um facto privado”, o medo do empenho conjugal entendido como perda da liberdade individual. O documento dedica também uma grande parte às “situações de irregularidade canónica”, porque as respostas recebidas estão sobretudo focalizadas nos divorciados e casados novamente. Em geral, põe-se em destaque o número consistente daqueles que vivem com “negligência” de tal condição e não pedem, portanto, para se aproximarem da Eucaristia e da reconciliação. Em certos casos, algumas Conferências episcopais pedem novos instrumentos para abrir a possibilidade de exercer “misericórdia, clemência e indulgência” para com as novas uniões. O Instrumentum mostra que, para as situações difíceis que a Igreja não deve assumir uma atitude de juiz que condena, mas a de uma mãe que sempre acolhe os seus filhos, sublinhando que “não aceder aos sacramentos não significa ser excluído da vida cristã e da relação com Deus” A propósito das uniões entre pessoas do mesmo sexo, se põe em evidência que todas as Conferências Episcopais dizem não à introdução de uma legislação que permite tal união “redefinindo” o matrimónio entre homem e mulher. Pede-se, contudo, uma atitude respeitosa e de não-julgamento em relação a estas pessoas, enquanto se destaca a falta de programas pastorais a este respeito, uma vez que se trata de fenómeno recentes. A terceira parte do documento – “A abertura à vida e à responsabilidade educativa” – faz notar antes de mais que é pouco conhecida na sua dimensão positiva a doutrina da Igreja sobre a abertura à vida da parte dos esposos, pelo que é considerada como uma ingerência na vida do casal e uma limitação à autonomia da consciência. Daqui a confusão que se cria entre os contraceptivos e os métodos naturais de regulação da fertilidade. Relativamente à profilaxia contra a sida, é necessário que a Igreja explique melhor a sua posição, também para contrastar algumas “reduções caricaturais” dos meios de comunicação e para evitar reduzir o problema a uma mera questão “técnica”, quando na realidade se trata de “dramas que marcam profundamente a vida de inumeráveis pessoas. O “Instrumento de trabalho” para a preparação próxima e o debate da assembleia sinodal de outubro próximo conclui com a Oração à Sagrada Família, escrita pelo Papa e por ele mesmo recitada por ocasião do Angelus de 29 de dezembro passado, festa da Santa Família de Nazaré.   Fonte: Radio Vaticano

Missa das Famílias

A Missa das famílias, realizada mensalmente no Shalom de Teresina, contará com programação especial neste mês de julho. Além da Santa Missa, que será celebrada às 19h no próximo dia 3, logo haverá também a Noite da Pizza, em seguida. Será um momento de confraternização e evangelização de nossas famílias. O objetivo é cultivar e anunciar o Amor de Deus àqueles que ainda não o conhecem.

Papa: a Igreja não é ONG, mas família aberta à humanidade

Na audiência geral desta quarta-feira, 18 de junho, o Papa Francisco propôs o início de um novo ciclo de catequeses que terá como tema a Igreja: “Hoje começo um ciclo de catequeses sobre a Igreja. É um pouco como um filho que fala da própria mãe, da própria família. A Igreja não é uma instituição com um fim em si própria ou uma ONG, nem muito menos se deve restringir ao clero e ao Vaticano… A Igreja é uma realidade mais ampla, que se abre a toda a humanidade e que não nasce num laboratório, improvisamente, do nada. É fundada em Jesus Cristo mas é um povo com uma história longa e uma preparação que tem início muito antes de Jesus.” A Igreja foi fundada por Jesus Cristo, mas a sua preparação na história começou muito antes – sublinhou o Papa Francisco. Com Abraão, Deus dá início a um povo que levará a sua bênção a todas as famílias da terra. Um povo no qual nascerá Jesus. Francisco definiu esta realidade como uma ‘família, a filha da mãe Maria’. “Não limitem a Igreja aos padres, aos bispos, ao Vaticano. A Igreja não feita só por eles: é uma realidade mais ampla, que se abre a toda a humanidade. Fundada por Jesus, é um povo com uma longa história nas costas, não nasceu de repente, num laboratório; não é uma associação privada finalizada a si mesma”. O Pontífice explicou que esta história, ou pré-história, da Igreja se encontra já nas páginas do Antigo Testamento. Segundo o Livro de Gênesis, Deus escolhe Abraão, nosso pai na fé, e lhe pede para partir, para deixar a sua pátria terrena e ir para outra terra que Ele lhe indicou. Nesta vocação, Deus não chama Abraão sozinho, como indivíduo, mas envolve desde o início a sua família, seus parentes e todos aqueles que com ele estão a serviço de sua casa. Uma vez no caminho, então, Deus alargará também o horizonte, prometendo-lhe uma descendência numerosa como as estrelas do céu e como a areia da praia. O primeiro dado importante é este mesmo: começando por Abraão, Deus forma um povo para que leve a sua bênção a todas as famílias da terra. E no seio deste povo, nasce Jesus. O Papa prosseguiu sua catequese analisando o segundo elemento: “Não é Abraão quem constrói em torno de si um povo, mas Deus a dar vida a este povo. Geralmente era um homem a dirigir-se à divindade, invocando apoio e proteção. Neste caso, ao invés, se assiste a uma coisa sem precedentes: é o próprio Deus a ter a iniciativa e a dirigir a sua palavra ao homem, criando um legado e uma relação nova com ele. Assim, Deus forma um povo, com todas as cores, que escuta a sua palavra e que se coloca no caminho, confiando Nele. No seu amor, Deus antecipa-se a Abraão, como já o tinha feito com o próprio Adão”. “No entanto”, prosseguiu Francisco, “a resposta deste povo a Deus, que o quis e formou, ficará marcada, ao longo da história, por resistências e infidelidades humanas. Deus, porém, não desiste; cheio de paciência, continua a educar e formar o seu povo, como faz um pai com o seu filho. E Jesus mantém o mesmo procedimento com a Igreja. De fato, nós prometemos seguir o Senhor, mas, no dia-a-dia, quantas vezes fazemos experiência do nosso egoísmo e da dureza do nosso coração. Quando, porém, reconhecemos o nosso pecado e nos voltamos para Deus, Ele enche-nos da sua misericórdia e do seu amor. É precisamente isto que nos faz crescer como povo de Deus, como Igreja: não é pela nossa habilidade, pelos nossos méritos, mas pela experiência que diariamente fazemos de quanto o Senhor nos quer bem e cuida de nós”. Caros amigos, este é o projeto de Deus: formar um povo abençoado pelo seu amor e que leva a sua bênção a todos os povos da terra. Este projeto não muda, está sempre em andamento. Em Cristo teve seu complemento e ainda hoje continua a realizá-lo na Igreja. “Outro nome sinônimo de Igreja – observou – seria ‘homens e mulheres, pessoas que abençoam’. Com efeito, a vocação de todo cristão é abençoar Deus e todos nós. Somos um povo que sabe abençoar, um povo abençoado por seu amor e que leva a sua benção a todos os povos da terra”. “Peçamos a graça de permanecermos fiéis na sequela do Senhor Jesus e escutando sua Palavra, prontos a partir todos os dias, como Abraão, pela terra de Deus e do homem, a nossa verdadeira pátria e, assim, transformar-se em bênçãos e sinal do amor de Deus por todos os seus filhos”. Saudando os peregrinos de língua portuguesa, Francisco se dirigiu particularmente à comunidade «Coccinella meninos da rua». “Que esta visita a Roma vos ajude a estar prontos, como Abraão, a sair cada dia para a terra de Deus e do homem, revelando-vos uma bênção e um sinal do amor de Deus por todos os seus filhos. A Virgem Santa vos guie e proteja!”, disse o Papa, concedendo a todos a sua benção. Fonte: Rádio Vaticano

Jantar dos Namorados

Doar