O desafio do “para sempre”: tem início Plenária do Pontifício Conselho para a Família

Tem início esta quarta-feira, no Vaticano, a XXI Plenária do Pontifício Conselho para a Família, sobre “Os 30 anos da Carta dos Direitos das Famílias” – publicada pelo Papa João Paulo II em 22 de outubro de 1983. Além da Plenária, o Pontifício Conselho comemora o aniversário com outra iniciativa: a peregrinação das famílias nos dias 26 e 27 de outubro. No sábado à tarde, o Papa encontrar-se-á com as famílias de 70 países, dos cinco continentes, na Praça de São Pedro. A Rádio Vaticano transmitirá este evento ao vivo, com comentários em português, a partir das 14h55 (10h55 – de Brasília).

Noivado de Claudenilson e Maria Luíza

Noivado de Claudenilson e Maria Luíza em Macapá

Com grande alegria celebramos o noivado de nossos irmãos Claudenilson Andrade (missão de Belém) e Maria Luíza Santos (missão de Macapá). A bênção dos noivos aconteceu na casa comunitária da Comunidade de Vida pela manhã finalizando com um almoço para membros da Comunidade e da Obra. Que o Senhor possa conduzir as suas vidas para gerar um mundo novo a partir do sim de cada um.

“DVD Sim Aceito”: excelente subsídio para os cursos de noivos

A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB Quais são os segredos para um casamento feliz? Você quer casar… mas… acredita que está suficientemente preparado? A Pastoral Familiar do Brasil quis ajudar a dar uma resposta a essas perguntas. Há pouco mais de dois meses chegou ao Brasil o DVD “Sim Aceito”, produzido pela Produtora Goya na espanha e adotado pela Pastoral Familiar da CNBB como material de referência para a preparação ao matrimônio. O DVD “Sim Aceito”, em dois meses de lançamento no Brasil, já está ajudando a milhares de jovens brasileiros que se preparam para o matrimônio, nos diversos cursos de noivos, como também casais com mais tempo de casados que querem renovar o seu Sim. São doze vídeos com a chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. ZENIT entrevistou Dom Célio de Oliveira Goulart – Natural de Piracema, MG, atual bispo da diocese de São João Del-Rei e bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB. O material foi trazido para o Brasil por um dos seus diocesanos, André Luis Parreira. Acompanhe a entrevista na íntegra: O senhor, como bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB já deve ter tido a oportunidade de conhecer o novo material de apoio a Preparação matrimonio: DVD Sim Aceito. Qual foi sua primeira impressão? Acha ser um bom instrumento de formação? Dom Célio: Recebi com alegria este material DVD, Sim Aceito. Traduzido e adaptado da edição espanhola por iniciativa do Sr. André Parreiras e, que pela sua generosidade fez a doação dos Direitos Autorais à Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB. Somos profundamente agradecidos ao Professor André e, mais ainda, pelo seu interesse e grande ajuda que ele vem dando à Pastoral Familiar em nível nacional, bem como ao Regional Leste II. O DVD é muito bem editado e já está sendo de grande valia para muitas equipes de preparação para o casamento em nossas paróquias, pelo que temos escutado. O DVD, desenvolvido na Espanha mas com participação de pessoas e religiosos do mundo todo, foi traduzido e produzido para o Brasil por iniciativa de um de seus diocesanos. Que outras iniciativas poderia citar em sua diocese como também na regional Leste II a fim de aprofundar a preparação para o matrimônio? Dom Célio: Temos em várias dioceses do Regional Leste II iniciativas e buscas comuns das Equipes Diocesanas da Pastoral Familiar. São atividades como, encontros diocesanos para tratar de situações específicas: Encontros de Namorados; Preparação ao Matrimônio; Encontros diversos que ajudam os casais na vivência do seu casamento: ECC, MFC, Equipes de Nossa Senhora, encontros para casais de segunda união, atenção a casais em situação de risco, e tantas outras iniciativas. Devido a tantas demandas de trabalhos em nossas Dioceses e Paróquias é quase impossível encontrar tempo de uma troca maior de experiências, o que seria muito bom. Mas temos ouvido notícias de boas iniciativas que se realizam nas diversas dioceses a respeito da Pastoral Familiar. Pesquisas apontam que as pessoas estão se casando mais tarde,  tendo menos filhos, o número de separações segue aumentando e estas acontecendo com, cada vez, menor tempo de casados.  O sr vê relação dessa realidade com a simplificação exagerada ou até mesmo ausência da preparação para o matrimônio como tema constante, desde a primeira catequese até durante a vida matrimonial? Dom Célio: Acreditamos serem muitas as dificuldades que estamos enfrentando no momento atual que influenciam sobre o medo de jovens assumirem o compromisso do casamento, a limitação de nascimentos, a separação de casais. O Documento de Aparecida analisa muito bem e de modo objetivo sobre esta questão quando fala da “mudança de época” em que estamos (DAp, 44), afirma:”O primeiro grande desafio é o fenômeno da globalização. A história se acelerou e as próprias mudanças se tornam vertiginosas, visto que se comunica com grande velocidade a todos os cantos do planeta”. (DAp 34). “Isto traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, causando impactos na cultura, na economia, na política, nas ciências, na educação, no esporte, nas artes e naturalmente na religião. Como discípulos missionários interessam-nos saber como esse fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo”. (DAp 35). Creio que nesta análise do Documento de Aparecida podemos ver com mais clareza o contexto em que estamos e que pede a todos nós: bispos, sacerdotes, casais de liderança no trabalho da Pastoral Familiar um olhar mais profundo sobre situações críticas em que estão nossas famílias.Mas nem por isso vamos ficar desanimados. Os desafios deverão nos levar a buscar soluções. O que o Senhor aconselharia aos jovens casais que não tiveram uma boa preparação para o matrimônio, mas que hoje querem fortalecer os laços familiares e reafirmar que acreditam na força da Família para a transformação da sociedade atual? Dom Célio: Mais do que nunca os casais que se sentirem fragilizados devem retomar sua caminhada de fortalecimento do Matrimônio assumido. Seja ao tomar consciência de que estiveram caminhando por situações incoerentes com o compromisso assumido no Matrimônio, seja deparando com dificuldades que poderão surgir e ameaçar a vida do casal e da família. Os Movimentos de Casais estão em nossas paróquias para isto! A busca de bons conselhos com casais mais experientes! A orientação com um sacerdote ou mesmo com auxílio de terapias com profissionais competentes! Mas, acima de tudo, com muita capacidade de trabalharem entre os casais e os filhos o diálogo, a abertura ao perdão, à prática da oração, à deixar que Deus entre em suas vidas. Muito obrigado por esta oportunidade de, através da Agência ZENIT partilharmos nossas opiniões sobre

Festa da Primavera

A Vivência da Palavra de Deus na Família

“Felizes os que guardam com esmero Seus preceitos e O procuram de todo o coração; Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho”. Salmo 118, 2/105. Neste tempo de descompromisso, de oferta das mais diversas possibilidades de vida, tantas fundamentadas no hedonismo, individualismo e outros malfadados “ismos”, Deus continua a suscitar fortemente no coração de homens e mulheres, o chamado a assumir a missão de ser família. E ser família no contraditório do mundo de hoje, face à desconstrução dos valores, desestruturação do homem e a depauperação da sua dignidade, tal como Deus o constituiu, é ser chamado a fazer a diferença. Não precisa dizer da beleza do chamado, na riqueza das relações, no contemplar o nascer e crescer destes que nos alegram e encantam com seu desenvolvimento. A inenarrável satisfação em sentar juntos à mesa e, agradecendo, partilhar o pão, os sonhos, as experiências de cada dia. O prazer em escutar, perceber e caminhar juntos, de sentir, ouvir, tocar. Aplicar os sentidos, e sua satisfação, naquilo de mais vibrante que O Senhor desejou para nós, uma vida que se enriquece pela partilha de si, em sua totalidade. Mas precisa dizer do que nos desafia nesta vivência. Pois, quando que se valoriza tanto o transitório, efêmero, provisório, somos chamados ao que se eterniza, Deus e sua vontade para conosco, que se revela em Sua Palavra. Sou pai de uma família de cinco filhos, e somos cotidianamente desafiados no propósito de conduzi-la, de maneira a crescermos juntos no conhecimento da Palavra e, através dela, na experiência do encontro com O Ressuscitado que passou pela Cruz. E você, caro leitor, pode achar que o que mais nos desafia nesta jornada é Satanás, bradando suas mais terríveis tentações, que quer colocar a perder nossa vida, matrimônio, vocação. E, de fato quer, mas, na dimensão da intimidade com a Palavra de Deus, no seio da nossa família, a ação do inimigo é muito mais sutil, bem disfarçada. Temos sido fortemente desafiados, no cotidiano, em vencermos o que nos dispersa dos preceitos de Deus. Poderíamos lembrar o uso das novas tecnologias, do comodismo de se colocar diante da tv, agora diretamente alimentada de todo o conteúdo da internet, ou do smartfone, que nos permite a conexão pelas redes sociais com os amigos mais distantes, o mundo inteiro colocado ao alcance dos dedos, enquanto completamente desconectados entre si, como família, com os que estão no mesmo ambiente. Ou quem poderia julgar ilícito o legitíssimo direito ao descanso do casal, diante da estafante rotina diária, ou da criança ou jovem, cumpridora de suas obrigações, de investir suas horas livres, no entretenimento favorito? Isto se torna nocivo quando toma o espaço do salutar convívio familiar. Vem a constituição dogmática Verbum Dei, nos iluminar: “Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se deve aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: «A palavra de Deus é viva e eficaz» (Hebr. 4,12), «capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados», (At. 20,32; cfr. 1 Tess. 2,13)”. Poderemos, com toda propriedade, substituir o termo igreja, por família, já que esta é a igreja domestica, por excelência. A palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso para a família. E um apoio absolutamente indispensável, quando nos colocamos, na perspectiva do salmista, à procura de Deus, seguindo a Cristo. A figura do Ressuscitado nos indica um caminho para o coração do Pai, o da cruz. Ele nos leva a, por amor, fazermos opções firmes. O seguimento de Jesus nos impele a posições radicais, que se tornam incompatíveis com os princípios dos “ismos”. Para tanto, O Senhor nos dá o Seu Espírito e a Sua Palavra. Perceba que esta não é dada como um acessório, mas como apoio fundamental, já que se constitui no “facho de luz que ilumina meus passos”. Na família, De forma privilegiada, Deus se revela pela sua palavra, que é viva e eficaz… Nosso quarto filho, do alto de seus nove anos, ao ver-me sair para rezar com a bíblia debaixo do braço, me aborda: “Papai, na minha escola, estou aprendendo a encontrar na bíblia os livros, capítulos e versículos,… é muito legal”. Ao ouvir essa partilha, me sento e o chamo para mais perto para dizer, você sabia que o que está escrito na bíblia não são meras estórias, mas é uma forma de Deus interagir conosco? Sabia que nenhuma decisão importante na vida da nossa família é tomada sem que papai e mamãe escutem a Deus através de suas palavras nestes livros? E que até o seu nome, Emanuel, foi inspirado por ela? Ele abre um grande sorriso, como de cumplicidade ou de aprovação. Aí se mostra um importante recurso na formação espiritual de nossos filhos, a socialização em um ambiente escolar que favoreça a afirmação de nossa cultura e religião católica. A despeito disto, as instituições de ensino católicas estão passando por grandes dificuldades, resultado da continuada crise por falta de alunos. Cederam lugar para a aguerrida competitividade das que “mais aprovam no Enem ou vestibular”, as que melhor preparam os profissionais do amanhã. É para isto que criamos nossos filhos? Para a conquista do mercado profissional? Será a resposta a esta reflexão, coerente com as nossas atitudes, quando desejamos ardentemente o crescimento dos nossos filhos como pessoas íntegras, inteiras, nas dimensões de vida que lhe são essenciais, mas concebemos que as tarefas do cotidiano, nos roubem dos momentos de interação familiar? Na comunidade, somos orientados a celebração semanal do Beracá, momento de oração e integração familiar, como ensina o Nicodemos Costa, e a Koinonia, ocasião de descontração e lazer, que nos ajuda a fomentar estas vivências de realização e

Dica de filme: Hannah Arendt

Um filme maravilhoso, como este, ajuda a pensar, resgata a filosofia como força de reencantamento do humano, no caso especifico aqui, Hannah Arendt, uma grande mulher. Um filme que nasce do pensamento e leva, cada vez mais, a paixão por um modo de ser. Ele fala de um julgamento de um nazista (Adolf Eichmann) e este julgamento se estende a quem procurou entender o processo na medida exata da justiça. A vida nos conduz ao atropelo da interpretação ideológica que se dá. Hannah Arendt nos ensina a ser livres do atropelo ideológico; a nunca aprisionar-se na publicidade do julgamento como verdade. São as diversas modalidades de interpretação que me enviam à compreensão da vida. A filosofia existe para compreender todas as modalidades da vida; esse é o modo de viver que brinda a riqueza universal da existência. Facilmente nós passamos por cima das diferenças e vamos para o idêntico, que é sempre algo mais cômodo. A beleza da vida é o nosso não saber da vida; assim, cada dia, ela é uma descoberta e não uma cópia. Hannah Arendt nos ensina que o discurso que se faz tem que ser a interpretação correta da vida. Unir pensamento, emoções, interpretações, discussões nas diferenças, para uma leitura da vida de um modo lógico. A interpretação que você faz da vida é a sua filosofia de vida. O “sófon” é o retraído que se esquiva do sistema e traça questionamentos que mexam com as estruturas da existência. Pensar é ser como uma criança… isto é, não ouvir o sistema. Temos que ficar na estranheza da existência. Todo gesto, todo olhar, todo toque, é estar na afeição de todas as perguntas que estão em nós. Todo gesto, todo olhar, todo toque são uma resposta. Afeiçoar-se a pergunta é deixar-se sofrer pela pergunta (em geral confundimos isto com medo, mas não é medo, é o balançar do ser sofrido do questionamento). Estamos na vida e ela nos conduz a isto; o questionamento é a segurança da vida. A resposta é o perfume da pergunta. O espetáculo da vida está na estranheza da vida (até no surpreendente de um Amor assim…). O pensamento é a resposta que nos leva a estranhar as perguntas da vida. Bom é ver um filme cuidando do coração que palpita dentro e ao lado. Nós podemos ver um filme e ver apenas a exposição e captamos apenas a representação e não o coração do filme. Ao ver um filme cuidando do coração percebemos melhor a interioridade da vida. Vemos o essencial em cada cena, em cada gesto, em cada palavra. O essencial é aquilo que experimenta e aceita o limite do possível. Cada momento do pensamento é a minha possibilidade, isto é, a possibilidade de descobrir quem eu sou. Para descobrir quem eu sou preciso de modelos como Hannah Arendt. Ela é uma heroína do pensar correto e coerente. O herói não é herói por causa da representação que faz da vida, mas porque na representação evocou a pátria e a identidade da pátria judaica. Para herói não há indecisão. Há firmeza e certezas. A indecisão é o espírito ainda não suficientemente amadurecido para dialogar com a vida. Vi no filme uma heroína decidida e simples. O pensamento nos conduz a nossa identidade que é a nossa maior humildade. A consciência tranquila de Hannah fez dela uma mulher despojada, apenas voltada para o essencial. A essência do humano se dá na sua consciência… O filme me ensinou também que é preciso estar nos acontecimentos humanos com mais profundidade e não apenas como um mero espectador. Mesmo que isto leve a um mundo de incompreensões. A consciência da verdade é o nosso tormento. O lobo (o nazismo e seu fruto chamado Adolf Eichmann) devorou as ovelhas (os judeus massacrados no campo de concentração). Todos julgaram a partir da fragilidade da ovelha. Hannah Arendt, sem estar do lado do lobo, procurou entender a bravura irracional do lobo, que apenas para cumprir ordens criou a banalidade do mal. O ser de Hannah Arendt reacendeu em mim o ser cativante que ama e pensa. O amor de Hannah e Heidegger revela que pensar com maior radicalidade as experiências é apaixonar-se. Mediante o pensamento é possível colocar-se também na correspondência perfeita do amor e do mútuo encantamento. O pensamento é a grandeza do humano; deixar de pensar é colocar a humanidade em risco. Somos inumanos quando não deixamos ser a verdade das coisas e dos seres. O caminho de Hannah e Heidegger, o caminho do campo, é a paisagem do ser. O caminho faz surgir, a cada instante, um acontecer inusitado… e isto é alcançado pelo pensamento e pelo Amor. Hannah não copiou o mestre. Copiar o mestre não é unidade; mas empenhar-se totalmente em refazer o caminho do mestre é unidade. O que levou Hannah a romper o estar-junto ao mestre? Ela esteve sempre presente de um modo fisicamente ausente. Isto só é possível na máxima fidelidade. Neste momento, a discípula tornou-se tão boa ou melhor que o mestre. É nesta hora que a discípula faz a sua Obra-Prima. Hannah revela um certo sofrimento que vai se diluindo como a frequente fumaça de seu cigarro. É melhor sofrer muito estando apaixonada do que sofrer sem causa. Viver é sempre diligência sofrida de busca e procura daquilo que não se tem para melhor ser o que se tem: a Vida! A experiência bem saboreada da situação é a reflexão. A experiência bem pensada e vivida no coração é o Amor. Este é o nosso grande encontro com a vida: a acolhida da doação de fazer todas as nossas experiência no bem pensar e no Bem Amar! Texto de Frei Vitório Mazzuco, OFM Para saber mais acesse o Blog PdF

Emmir Nogueira: “O Pai do Céu nos gerou uma nova família”

Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, ser gerado no ventre de Maria em uma nova família, e dar tudo o que se tem e é uns pelos outros foram as respostas dadas pela cofundadora da Comunidade Shalom, Maria Emmir Nogueira, à pergunta “O que é ser família Shalom?”. Emmir palestrou sobre o tema “família espiritual”, na tarde de ontem (15), para cerca de 8 mil pessoas no Encontro Geral da Obra Shalom reunidos no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. Segundo a cofundadora, Deus Pai constituiu a Igreja única família através de Jesus Cristo, como narra o Evangelho de João no primeiro capítulo. “Àqueles que creram em Jesus Cristo, que não foram gerados nem na carne nem no sangue, mas no Espírito de Deus, a esses ele deu o poder de ser filhos de Deus. Nossa mãe é Maria, figura da Igreja. São Francisco dizia que somos pais, mães, filhos, filhas, irmãos e irmãs uns dos outros. Ele não estava falando do relacionamento em nível de sangue, mas de um relacionamento espiritual”, destacou. A presença de Jesus e de Maria, sua mãe, nas Bodas de Caná, episódio narrado no Evangelho de João (Jo 2), norteou a ideia central da pregação: onde Jesus e Maria estão é instituída nova família, não somente “biológica”. Emmir explicou que mãe e filho não pertenciam à parentela dos noivos, eram apenas convidados, como está citado no texto bíblico. Porém, quando faltou vinho, Maria logo percebeu e procurou providenciá-lo. Ali, intercedendo a Jesus, ela ensinava que uma nova família guarda vínculos de caridade, de doação mútua, de amizade alicerçada na graça divina. “O Senhor não deseja apenas laços de carne, mas quer que nos unamos ao outro, que conheçamos suas necessidades como nova família. Nossa Senhora, então, como mãe que percebe o que está acontecendo, em vez de reclamar como convidada, foi atrás de resolver a situação, procurando quem poderia verdadeiramente resolver o problema: Jesus. Nossa Senhora faz uma das orações mais espontâneas, mais completas e até mais engraçadas da Bíblia: ‘Eles não têm mais vinho’. Ela procurou quem podia cuidar. Não arranjou palavras bonitas, mas ela estava com o filho dela, o Deus dela, e disse: ‘Eles não têm mais vinho”, afirmou. Emanuele Sales Confira também: Palestra de Emmir Nogueira no Encontro Geral da Obra aborda “unidade e missão”

47ª Semana Social dos católicos italianos: Promover a família é para o bem de todos

“Evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada no matrimônio”: são os votos do Papa Francisco dirigidos aos participantes da 47ª Semana Social dos católicos italianos, aberta nesta quinta-feira em Turim. Na mensagem, endereçada ao arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, o Santo Padre recorda que a família é uma escola privilegiada de generosidade que educa a superar uma certa mentalidade individualista que se afirmou em nossa sociedade. “A família, esperança e futuro para a sociedade italiana” é o tema desta Semana Social, mas – recorda o Papa – a família é mais que um tema, é vida, “é caminho de gerações em que se transmitem a fé junto com o amor”, “é fadiga, paciência, e também projeto, esperança, futuro”. E tudo isso se torna fermento todos os dias na massa da sociedade inteira para o seu maior bem comum. O futuro da própria sociedade está radicado nos jovens e nos anciãos, que são a memória viva. “Um povo que não cuida dos anciãos e das crianças e dos jovens – afirma não tem futuro, porque maltrata a memória e a promessa.” O Papa reitera que a Igreja oferece “uma concepção da família, que é a do livro do Gênesis, da unidade na diferença entre homem e mulher” e como tal “merece ser concretamente apoiada”. E as conseqüências das escolhas culturais e políticas, que concernem à família, atingem os vários âmbitos da vida de um país: do problema demográfico às outras questões relacionadas ao trabalho, até a própria “visão antropológica subjacente da nossa civilização”. O ponto central da mensagem de Francisco é ressaltar que “promover” a família “é trabalhar em prol de um desenvolvimento equânime e solidário”. De fato, a família é “escola privilegiada de generosidade, de partilha, de responsabilidade, escola que educa a superar uma certa mentalidade individualista que se afirmou em nossas sociedades”. O Pontífice não ignora “o sofrimento de tantas famílias” devido à falta de trabalho ou aos conflitos internos, ou mesmo aos falimentos da experiência conjugal e a todos expressa a sua proximidade, mas recorda também o testemunho simples de tantas famílias “que vivem a experiência do matrimônio e do ser pais com alegria”, “sem medo de enfrentar também os momentos da cruz que – diz –, vivida em união com a do Senhor, não impede o caminho do amor, mas, pelo contrário, pode torná-lo mais forte”. Francisco recorda também a figura do Beato Giuseppe Toniolo, que faz parte daquela fileira de católicos leigos que, apesar das dificuldades de seu tempo, souberam percorrer caminhos profícuos “para trabalhar na busca e na construção do bem comum”, ressaltando que o exemplo deles “constitui um encorajamento sempre válido para os católicos leigos de hoje a, por sua vez, buscar caminhos eficazes para a mesma finalidade”. Por fim, faz votos de que esta Semana Social possa contribuir “de modo eficaz para evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada no matrimônio, acima de preconceitos e ideologias”. (RL) Fonte: news.va

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