2014: Ano Internacional da Agricultura Familiar

Foto:FAO Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva abre oficialmente nesta sexta-feira (22) o Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014, na sede da ONU em Nova York. Tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, a agricultura familiar – áreas rurais que dependem principalmente dos membros da família para a mão de obra e a gestão – continua sendo a forma dominante de agricultura. Especialistas estimam que haja mais de 500 milhões de áreas de agricultura familiar no mundo, incluindo agricultores de pequena e média escalas, camponeses, povos indígenas, pescadores e criadores de gado. A importância da agricultura familiar na mitigação da fome e da pobreza rural também é grande. Em sua 66ª Sessão – com forte apoio do Fórum Rural Mundial, das redes regionais de agricultores familiares na África, Ásia e América Latina e da 37ª Conferência da FAO, entre outros – a Assembleia Geral da ONU declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, em uma iniciativa destinada a reposicionar a agricultura familiar no centro da formulação de políticas nacionais agrícolas, ambientais e sociais. Fonte: ONU

Inscrições abertas para o I Congresso das Famílias em São Luís

A Comunidade Católica Shalom de São Luís promove no período de 30 de novembro a 1º de dezembro o I Congresso das Famílias na capital maranhense, com o tema “Contemplai a Sua Face e ficareis radiantes – Sl 34,6”. O encontro, aberto a toda a comunidade ludovicense, acontecerá no Centro Pedagógico Paulo Freire, no campus da Universidade Federal do Maranhão. A ideia é proporcionar uma reflexão sobre a importância da vivência da fé nos laços familiares (cônjuges, pais e filhos, irmãos, e outros parentes). O evento contará com momentos de formação e espiritualidade, ministrados pelo missionário da Comunidade Shalom e historiador, Carmadélio Sousa, de Fortaleza. O palestrante é também autor do Blog Carmadélio, que busca fazer um contraponto, à luz da fé católica, das informações veiculadas pela grande mídia. Além das palestras, o Congresso das Famílias objetiva também proporcionar momentos de lazer e confraternização entre os participantes. A programação acontece durante todo o dia,  a partir de 8h. O cncontro contará, ainda, com o Congressinho – Congresso para Crianças, onde serão realizadas atividades recreativas e momentos formativos voltados para o público infantil. Crianças de todas as idades podem participar. Inscrições As vagas para o Congresso das Famílias são limitadas. A inscrição, que custa R$ 20 por casal, pode ser feita nos centros de evangelização do Shalom no Calhau ( Rua dos Socós, nº 44, próximo à Pizza Hut) e na Vila Palmeira (Rua Gabriela Mistral, nº 401, antigo Mosteiro). Mais informações podem ser obtidas pelos fones (98) 3227-9743/ 9607-1982

“Deus me deu uma nova família, um Carisma”

“Meu nome é Germana, sou da Obra Shalom, na cidade de Sobral. É com grande alegria que posso partilhar a minha experiência com Cristo Ressuscitado que passou pela Cruz com o Carisma Shalom. Bem, tinha uma menina que sempre me chamava pra ir aos grupos, e eu sempre falava que ia, mas só pra não fazer desfeita com ela. E acabava nem indo, nem lembrava, era tão insignificante para mim! Minha mãe também sempre pedia muito, mas eu dizia que não, que não gostava disso. Mas vejo que na verdade eu gostava, só tinha medo do que Deus poderia querer da minha vida, e com isso já me sentia satisfeita só em ir à missa no Domingo e pronto, isso me bastava! Eu gostava de está na bagunça, essa de oração não me agradava… Chegou um dia que eu já não agüentava mais aquela bagunça, que eu precisava de algo mais, eu precisava sair de toda a tristeza em que eu já começava a viver, porque sei que se continuasse ali, talvez aqui eu não estivesse hoje. Com isso eu disse pra minha mãe que queria ir pro Acamp’s! Pronto, eu fui, mas cheguei com muita raiva porque não conhecia ninguém ali, era um povo estranho (cheguei a ligar pra Sobral e dizer que queria voltar). Mas ai algo foi acalmando meu coração (Deus mesmo) e eu resolvi ficar! Fui vendo aquele pessoal todo feliz, com olhares e sorrisos diferentes e cheguei a dizer pra mim mesma que eu queria ser como eles, eu queria ser feliz daquele jeito. E decidi ficar de vez e viver intensamente cada momento daquele Acamp’s. Mas enfim… Tive uma experiência muito forte durante a Efusão, com seu amor, com a felicidade de se entregar e em especial, com sua misericórdia, onde Deus falava muito que nada de ruim tinha acontecido comigo até aquele momento pra eu que eu estivesse ali, naquele dia, porque Ele tinha me escolhido. E isso ficou muito forte porque eu pensava assim: “Eu não queria saber de nada e Ele ainda me guardou pra estar aqui hoje e me amar.” Fechou! Daí em diante eu mergulhei de cabeça na comunidade, respondendo assim ao chamado que Deus tinha me feito! Comecei a participar do grupo de oração fruto do Acamp’s. E continuei sem me esquivar de nada, sempre querendo seguir esse caminho de e para felicidade. “Perdi” muitos amigos, mas isso não importa (Deus me deu o dobro), não tinha e não tem quem me tire dessa vida! Passou um tempo e eu comecei a ter uma vida de oração, no começo com muitas atribulações, eu até não conseguia muitas vezes, mas dizia pra Deus que queria ser fiel e perseverante nessa vida. E Ele realmente me deu essa graça… Deus a cada dia veio e vem firmando em meu coração o desejo da oração e missa diária, e eu correspondo a isso! E sou plenamente feliz por isso, hoje vejo que sou ainda mais feliz, pois vejo, cada vez mais, que assim eu tô crescendo e amadurecendo na fé, passando a esperar muito nas vontades de Deus para minha vida e isso é uma dos pontos que me firma n’Ele.  E realmente sou muito grata a Deus por ter me escolhido, puxado pela mão e ter dito “Tu és minha” cedo, por ter me privado de tudo que o mundo poderia me oferecer, e eu, mesmo com toda dificuldade, que passava, ter aceitado e correspondido a esse chamado! E correspondendo assim, quero viver intensamente. Doando-me por inteiro ao serviço do Reino. Porque hoje eu sei que minha vida é, para ser ofertada a Cristo! E eu quero dar tudo a Deus, viver o carisma sem nada a temer, simplesmente entregue nas mãos e vontade de d’Ele, fazendo-me assim como vaso de argila sendo moldada a mão do Oleiro! Porque eu tenho a plena certeza que minha felicidade está fundada nisso, porque eu vejo que eu sou, vim ser feliz depois que comecei a me entregar aos desejos de Deus a minha vida! E eu quero essa felicidade, sempre! Deus me concedeu tudo que eu sempre precisei e que Ele sabia que iria me fazer feliz e me saciaria. Deus me deu uma nova família, um Carisma, me deu novos olhares quanto ao mundo, enfim… Deus me concedeu a felicidade que no mundo eu jamais iria encontrar! Não consigo expressar o quanto Deus tem sido misericordioso comigo. Hoje vejo as vontades d’Ele se cumprindo na minha vida a cada dia. E sou eternamente grata por isso… Obrigada por teres me escolhido e me chamado a andar ao teu lado. “Eu te amo Jesus e não tenho outro desejo se não te amar até o último instante da minha vida”! Sou Shalom, sou feliz! Germana Osterno

Papa encoraja a apoiar a família na visita ao Presidente italiano

O Santo Padre deslocou-se nesta quinta-feira, às 11 horas, ao Quirinal, Palácio Presidencial da República italiana, para uma visita ao Presidente Jorge Napolitano, em reconhecimento da visita que o Chefe de Estado italiano fizera ao sucessor de Pedro em Junho passado no Vaticano. No seu discurso o Papa Francisco sublinhou que esta troca de visitas é antes de mais um sinal de amizade, mas também do excelente estado das relações entre Estado e Igreja em Itália. Bergoglio recordou a visita do seu predecessor, Bento XVI ao Quirinal em 2008, saudando-o, e retomando a sua definição – nessa ocasião – do Quirinal como “Casa simbólica de todos os italianos”. E deste “lugar cheio de símbolos e de história – disse Francisco – “desejo bater à porta de cada habitante deste país, onde se encontram as raízes da minha família terrena, e oferecer a todos a palavra curadora e sempre nova do Evangelho”. No que toca estritamente às relações entre o Estado italiano e a Santa Sé, o Papa salientou a inserção na Constituição da República italiana dos Pactos de Laterão e do Acordo de revisão da Concordata assinado há trinta anos – instrumentos – prosseguiu o Papa Francisco – para o desenvolvimento sereno das relações entre Estado e Igreja em Itália, a favor da pessoa humana e do bem comum. Pondo depois em realce as numerosas questões que preocupam tanto o Estado como a Igreja e em que as respostas podem ser convergentes, Jorge Mário Bergoglio disse que é necessário multiplicar os esforços para aliviar as consequências da crise económica e do desemprego, e para captar e intensificar todo e qualquer sinal de retomada do crescimento económico.    O Papa frisou ainda que a missão primária da Igreja é dar testemunho da misericórdia de Deus e de encorajar generosas respostas de solidariedade a fim de levar a um futuro de esperança; esperança que é fonte de energia e empenho para a construção de uma ordem social e civil mais humano e mais justo e de um desenvolvimento sustentável e são. Por fim o Papa recordou as visitas pastorais que já realizou à Itália, a começar por Lampedusa, Cagliari, Assis, visitas em que – disse – “viu de perto as feridas que afligem hoje em dia muita gente”. No centro das dificuldades e esperanças está a família que a Igreja continua a apoiar com convicção, convidando indivíduos e instituições a fazerem o mesmo, pois que a família precisa de estabilidade para poder desenvolver-se plenamente e realizar a sua missão de célula primária de formação e crescimento da pessoa humana. O Papa despediu-se do Presidente Napolitano exprimindo o desejo de que a Itália se sirva do seu património de valores civis e espirituais para promover o bem comum e a dignidade da pessoa humana, dando também o seu contributo para a paz e a justiça no mundo.   (Fonte: Rádio Vaticana)

Que o trabalho não destrua a família

O trabalho dignifica o ser humano e é o meio para proporcionar o bem-estar material à família. Mas nem sempre é fácil, para o homem e para a mulher, chegar a esse equilíbrio trabalho–família, levando em consideração as exigências do mundo empresarial do mundo de hoje. As seguintes recomendações pretendem servir de reflexão sobre o negócio mais importante da vida: a família. Ser eficientes durante o horário comercial: durante a jornada detrabalho, é preciso dedicar a ela toda a concentração e empenho possíveis, de maneira que sejam as horas mais produtivas possíveis e, assim, poder terminar tudo e tempo de ir para casa com calma. Estabelecer limites e prioridades: a família é o cliente mais importante; portanto, deve ocupar seu lugar na agenda com caráter prioritário e sem opção de ser trocada por assuntos do trabalho. Para garantir que este compromisso seja inamovível, sugere-se estabelecer encontros com data e hora, como se fosse um compromisso profissional. Isso envolve, além disso, aprender a defender este espaço; muitas vezes, será preciso saber dizer “não” a eventos ou convites que não são determinantes para a vida profissional e, ao contrário, são de grande proveito no lar. Não levar trabalho para casa:  somente em circunstâncias extremas, que o exijam. É preciso aprender a concluir as tarefas laborais para poder curtir a família, sobretudo nesta era das comunicações, na qual é preciso saber “desconectar-se”: desligar o celular, não ficar revisando e-mails, afastar-se um pouco do computador, para não acabar deteriorando o espaço familiar. Compartilhar os triunfos e as fracassos: não é justo chegar ao lar mal-humorado devido às dificuldades dotrabalho. O cônjuge é um apoio e a pessoa mais indicada para escutar e talvez dar um conselho quando estas situações se apresentam, mas sempre com respeito, confiança e amor. Contar ao cônjuge sobre as preocupações do trabalho: grandes ou pequenos, elas podem tirar o sono; contar ao cônjuge sobre tais dificuldades permitirá que a compreensão e a empatia fluam no casal, evitando, assim, muitos conflitos. É preciso levar em consideração que, diante de um comportamento agressivo ou retraído sem explicações, a imaginação não demora em começar a voar… Estar em casa de corpo e alma: alguns pais caem no erro de chegar em casa para assistir televisão ou ficar navegando na internet. Quando se está em casa, é preciso dedicar tempo de qualidade, tanto ao cônjuge como aos filhos. O jantar, por exemplo, é um momento especial para que todos estejam juntos à mesa e comentem as experiências que cada um viveu no dia. Se não é possível ter uma refeição diária juntos, é preciso buscar outro espaço que permita o diálogo e o lazer emfamília. O importante é evitar que todos cheguem em casa e fiquem trancados nos respectivos quartos. Cuidado: é preciso lutar por ser uma família “unida”, e não uma família apenas “junta”. Tempo a sós com o cônjuge: este não é apenas um conselho, mas o resultado de diversas pesquisas que demonstram que um encontro semanal com o esposo(a), sem filhos nem distrações, une o casal e o fortalece – e isso acaba sendo benéfico para os filhos também. Fonte: LaFamilia.info/ Aleteia  

Vaticano: Ortodoxos e católicos juntos pela família

O Pontifício Conselho para a Família promove, nos dias 13, 15 e 16 deste mês, em Roma, um encontro ecumênico internacional com os ortodoxos e uma conferência sobre a transmissão da fé entre as gerações. Segundo o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano, a jornada ecumênica, que se realiza no próximo dia 13, foi organizada junto com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Departamento das Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou e tem como lema “Ortodoxos e católicos juntos pela família”. O Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, o chefe do Departamento das Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, e alguns professores farão palestras nesse dia. Já nos dias 15 e 16 deste mês, o Pontifício Conselho para a Família promove o encontro sobre o tema “Eu recebi e transmiti: a crise da aliança entre as gerações”.   Fonte: news.va

Participação ativa na preparação do Sínodo sobre a família

Da pastoral da família às uniões homossexuais, da educação dos filhos à abertura dos casais à vida. Estes são alguns dos temas fortes inseridos nas 39 perguntas do “Questionário” enviado às igrejas particulares, para permitir a participação activa de toda a comunidade eclesial na preparação do Sínodo sobre a família, programado para o mês de Outubro próximo. Alessandro Gisotti conversou com Alberto Friso, responsável do movimento “Famiglie Nuove” (“Novas Famílias”) e membro do Conselho Pontifício para a Família. R. – Este “Questionário” é verdadeiramente uma novidade que nos dá uma alegria extraordinária a nós famílias, pois sentimos que podemos, com toda a Igreja, todos juntos, reflectir sobre aqueles pontos mais críticos que hoje encontramos frequentemente no contacto com as famílias que habitam próximo de nós, e também com familiares nalguns casos. Em suma, podemos finalmente falar e pensar juntos sobre quais possam ser os modos para exprimir o espírito de amor pela nossa comunidade, pelas pessoas com as quais também devemos construir, dia a dia, também a nossa história de sociedade civil. Estas 39 questões, belas e compreensíveis, encaixam-se perfeitamente em toda e qualquer cultura: começam, de facto, a chegar os primeiros sinais, seja de Africa ou da Ásia, da alegria por não se sentirem cristãos de “série B” enquanto leigos, enquanto casados; e também por nos sentirmos interpelados por tudo o que se estamos a viver. Neste “Questionário”, dirigido primeiramente às conferências episcopais e depois às paróquias e a todas as comunidades eclesiais locais, será importante que ninguém seja, de algum modo, posto à margem, também no que se refere ao processo de recolha das respostas a estas perguntas … R. – De facto, nós já compreendemos que vamos colaborar seja com a nossa presença nas paróquias e dioceses, e portanto procurando e reflectindo em conjunto, seja também fazendo uma espécie de ligação para termos uma visão de conjunto. Que expectativas tem, o que espera que possa suceder nestes próximos meses, também com o impulso desta solicitação, deste “Questionário”? R. – Creio que antes de tudo, o questionário abre ainda mais à compreensão da novidade, do empenho pastoral e do amor pastoral que a Igreja está a ter neste momento, naturalmente também sob o impulso da pessoa do nosso Papa Francisco. E nos próximos meses, teremos sem dúvida todos, com os nossos meios de comunicação, com a nossa imprensa e estações televisivas, de participar no grande debate, que já se fazia em tantos locais, mas começando a reflectir nós e a evidenciar as nossas propostas para nos tornarmos sujeitos também sociais e políticos mais activos. Certamente, o “Questionário” leva-nos a ter uma visão de conjunto, sem necessidade de mudanças de doutrina: trata-se de uma mudança de atitude nas relações, pois se as relações são construídas com caridade, espírito de acolhimento e serviço, serão todas dimensões do amor a moverem todas as pessoas e, portanto, também aquelas que têm dificuldades em relação a uma nova perspectiva de vida e de fé. Fonte: Rádio Vaticana

O êxito profissional não justifica o fracasso familiar

Ricardo Padilla, membro do Conselho Latino-americano da Qualidade Humana e Responsabilidade Social e Presidente no México de Mater Unitatis, assegurou que “não há êxito profissional, que justifique um fracasso familiar”. Em seu artigo titulado “Êxito empresarial… Fracasso familiar?”, Padilla reflete sobre “crescer, alcançar metas, qualidade, mercado, investimento… Sem dúvida estes elementos são necessários para conseguir um dos fins da Empresa: a geração de utilidades. Por que então, se cumpro com isso, não alcanço plena realização como pessoa? Acaso deixei de lado alguma outra questão?”. O perito em responsabilidade social empresarial advertiu que “a medida do êxito, sabemos, caracterizou-se por seu materialismo e rapidez. A meta pareceria ser: ganhar a qualquer custo”. “Então convertemos a pessoa em um meio, ou pior, vítima de um utilitarismo. A praxe empresarial se cobre de um eficientismo desumanizante”. Padilla advertiu que ao tempo que “as jornadas de trabalho se alongam. A solidão ronda a aniquilação emocional. Proclamamos que a família é o principal, mas atuamos inversamente. Não há êxito profissional, que justifique um fracasso familiar”. O Presidente do Mater Unitatis advertiu que “os empresários têm uma enorme responsabilidade social, e uma inegável e inerente necessidade de transcender”. “Só somos plenamente felizes quando no caminho ao êxito levamos conosco os colaboradores e a família”, assinalou. O êxito, ressaltou, “é um estado interior, que uma vez conquistado, podemos fazer com que participem os que nos rodeiam”. “Empresa Responsável AC, a Norma CRESE, e o Certificado CRESE de Qualidade Humana e Responsabilidade Social, desafiam os paradigmas tradicionais da RSE. Podemos inclusive dizer que constituem uma ordem própria. Soma todos os elementos integrantes da síntese da vocação pessoal e empresarial”. Padilla expressou sua confiança em que os empresários, durante o próximo Congresso Internacional Empresa Responsável, conhecerão uma responsabilidade social empresarial “totalmente nova, regenerada, um meio eficaz para ser pessoa em sentido pleno, encontrando as correspondências entre todos os fatores para que sejamos empresários bem-sucedidos, famílias robustecidas, e empresas que transcendem”. O I Congresso Internacional Empresa Responsável se realizará nos dias 7 e 8 de novembro, no Del Rey Inn Hotel, em Toluca (México).   Fonte:aci

Audiência pontifícia na conclusão da Plenária da Família

Papa Francisco recebeu, na manhã desta sexta-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 150 participantes na XXI Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que se conclui, hoje, com a audiência pontifícia. No discurso que pronunciou aos presentes, o Santo Padre se deteve sobre três pontos principais: “família, comunidade de vida, com consistência autônoma”; “família fundada no matrimônio” e “fases da vida familiar: infância e velhice”. Falando sobre o primeiro ponto “a família é uma comunidade de vida, que tem uma sua consistência autônoma”, o Papa recordou a exortação apostólica Familiaris Consortio de JPII: “A família não é a soma de pessoas que a constituem, mas uma comunidade de pessoas”. E definiu a família: “A família è o lugar onde se aprende a amar; é o centro natural da vida humana. Ela é composta de rostos e de pessoas que amam, dialogam, se sacrificam e defendem a vida, sobretudo a mais frágil e fraca… a família é o motor do mundo e da história”. Na família, esclareceu o Bispo de Roma, cada um constrói a própria personalidade, cresce, respira o calor da casa; é o lugar dos nossos afetos, da nossa intimidade, de aprendizagem; nela, a pessoa toma consciência da própria dignidade, da educação cristã e dos respeito aos outros, sobretudo os enfermos e marginalizados. Depois, o Papa Francisco apresentou o segundo ponto da sua reflexão: “a família se funda no matrimônio”. Mediante um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o matrimônio, como Sacramento, é a base sobre a qual se funda a família e torna mais sólida a união dos cônjuges e a doação recíproca. O amor esponsal e familiar revela claramente a vocação da pessoa a amar, de modo único e constante; as provações e os sacrifícios representam uma fase de crescimento no bem, na verdade e na beleza. E o Santo Padre completou: “No matrimônio, os esposos fazem uma doação completa de si, sem cálculos e nem reservas, compartilhando tudo, dons e renúncias, confiando na Providência divina. Eis a experiência que os jovens devem aprender de seus pais e avós: experiência de fé em Deus, de confiança recíproca, de profunda liberdade e de santidade”. Por fim, o Pontífice expôs seu terceiro ponto de vista sobre a família: as duas fases da vida familiar: “a infância e a velhice”. As crianças e os idosos representam os dois pólos da vida, os mais vulneráveis e até esquecidos. Uma sociedade que marginaliza as pessoas idosas renega as suas raízes e obscura o seu futuro. De fato, explicou o Papa, todas as vezes que uma sociedade abandona uma criança e exclui um idoso, comete, não apenas um ato de injustiça, mas proclama a própria falência. E acrescentou: “A Igreja que cuida das crianças e dos anciãos se torna a mãe das gerações de fiéis e, ao mesmo tempo, presta serviço à sociedade humana. Somente assim, mediante o espírito de amor, a familiaridade e a solidariedade, pode-se ajudar todos a redescobrir a paternidade e a maternidade de Deus”. A família, concluiu o Santo Padre, é parte importante da evangelização: os cristãos comunicam a todos a Boa Nova através do testemunho da família. E seu segredo é a presença de Jesus no seio da família humana. Papa Francisco exortou os participantes, que concluem a Plenária do Pontifício Conselho para a Família, dizendo: “Sejamos solidários, atenciosos e afetuosos, com as famílias em dificuldade e em crise; com as obrigadas a deixar suas terras, as que estão divididas, que não têm casa ou trabalho e as sofredoras. Enfim, o Santo Padre fez votos de que os trabalhos da Assembléia, que hoje se concluem, no Vaticano, possam contribuir para a realização do próximo Sínodo extraordinário dos Bispos, que será dedicado precisamente às famílias. Fonte: Rádio Vaticano

Testemunho – Ser Família Shalom

                Nosso fundador, Moysés Azevedo, assim inicia o escrito Estado de Vida: “Sinto que realmente Deus quer renovar a face da Terra. Deus prepara o novo mundo para receber de volta o seu Salvador e Redentor Jesus. No entanto, só haverá um mundo novo se houver famílias novas. Só haverá famílias novas se houver casais novos…“.                 Mergulhando e nos deixando conduzir pelas águas caudalosas do carisma Shalom, experimentamos dia a dia sermos modelados por ele, por sua graça atuante e constante, assim nos introduzindo numa perspectiva nova do estado de vida que é o matrimônio. Percebemos que Deus, por meio do seu Shalom, gera em nós, casais, o desejo e a determinação de partirmos em busca deste novo numa obra que nos tira de nós, justamente para nos fazer encontrar quem realmente somos aos olhos Daquele que nos chamou a trilhar esse caminho de e para a felicidade.                 Como igreja doméstica, a contemplação deixa de ser uma graça entendida como própria dos mosteiros e conventos mas passa a se tornar viva e fecunda dentro do seio familiar com simplicidade e singeleza de coração, através dos altares onde nos colocamos em Oração Pessoal e Familiar pelo Beraká, Liturgia das Horas e a Revisão de Vida.                 A unidade da vida familiar por sua vez nos lança na unidade com todo o corpo comunitário e se abre a ele com todos os seus dons que à ele oferece e dele recebe por meio dos outros dois estados de vida, o celibato e o sacerdócio. Complementaridade essa que toma proporções que superam nosso entendimento visto que ela se inspira no mistério Trinitário.                 Com a graça acolhida na contemplação e o apoio fruto da unidade, somos enviados como discípulos e ministros da paz a implantar o mundo novo que o coração de Deus tanto anseia ver pela evangelização cheia do Espírito Santo. Essa evangelização não é opcional! É mandato! É envio! Em 2011, Dom Jean Laffitte, secretário do Conselho Pontifício para a Família, chamou-nos, exatamente por aquilo que somos, família, ao protagonismo da evangelização!                 Na estabilidade do tripé da contemplação, unidade e evangelização, e inflamados pelo Amor Esponsal que gera em nós a kénosis da pobreza, da castidade e da obediência, testemunhamos: Sim! Essa vocação é também para as famílias! Sim! Trazemos em nós uma esponsalidade própria deste maravilhoso estado de vida! Sim! Enxertados nas chagas gloriosas do Ressuscitado que passou pela Cruz, prosseguimos em vista da descoberta e cumprimento da vontade Dele, como esposos, pais, irmãos e missionários! Bendito seja Deus pelo dom da Vocação Shalom! Emerson e Adriana Membros da Comunidade de Aliança na Missão de Curitiba

Doar