Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais

SVES casais: Um novo coração, uma nova família

“Deus olhou para você, viu a sua necessidade e te trouxe aqui para fazer um homem novo, uma mulher nova, um casal novo, uma família nova”. Com essas palavras Ériton Araújo, consagrado da Comunidade de Aliança, deu início ao segundo e último dia do Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) para casais, que aconteceu no último domingo, 30. Ele falou sobre a promessa que Deus tem para cada um. “Deus nos promete a salvação, mas Ele sabe que nós não teríamos nenhuma possibilidade da salvação pessoal por méritos próprios. Deus, olhando a nossa fraqueza, envia-nos auxílios, consolo, socorro, para que nós possamos dar passos, ser salvos. E Deus, sabendo das nossas necessidades, nos envia o Paráclito, o Espírito Santo, que é nosso advogado, aquele que nos defende, nos auxilia e nos consola”, explicou. Citando o versículo 26 do capítulo 36 de Ezequiel, Ériton falou sobre a transformação que Deus quer fazer em cada um, trocando um coração enrijecido, de pedra, por um coração de carne, um coração novo. Arrancando tudo o que é enrijecido e dando vida nova. O consagrado fez uma reflexão sobre a transformação dos casais e das famílias. “Vale a pena lutar pelo sacramento do matrimônio porque ele nos santifica. Não desista”, exortou. Nos momentos que antecederam a efusão no Espírito Santo, Ériton explicou a importância do momento. “O batismo no Espírito Santo é o transbordamento do Espírito que recebemos no nosso batismo. O tamanho da graça que recebermos será do tamanho da minha abertura para o Espírito Santo”. Todos clamaram o derramamento do Espírito Santo, seus dons e carismas em um momento de profunda oração e membros da comunidade rezaram pelos participantes, impondo suas mãos sobre eles. Ao final do SVES, Lidiane Campos, postulante da Comunidade de Aliança, deu uma formação sobre o Caminho da Paz, que é trilhado com o grupo de oração. “Esse caminho é conduzido pelo Espírito Santo e nos leva a crescer na graça”, afirmou. Lidiane também explicou para os 34 casais que participaram do Seminário que o Caminho da Paz é dividido em fases e na primeira fase, o Kerigma, eles terão o aprofundamento de tudo o que foi vivido no encontro, levando-os a uma vida de oração e intimidade com Deus.

Jesus vence o pecado e a morte

Na segunda pregação do primeiro dia do Seminário para Casais do Shalom Recife, Anderson Toscano, consagrado da Comunidade de Aliança, alertou para a forma que o pecado vai sendo fomentado nas famílias sem que notemos. “A experiencia do afastamento de Deus, do pecado, de comer o fruto proibido, não aconteceu somente no início da criação. Muitas vezes o pecado, a intriga é fomentada no meio de nós. Quantas vezes isso acontece no matrimônio”, ilustrou. “Até hoje a intriga é fomentada sutilmente. O demônio vai chegando sutil na nossa vida, não se apresenta de cara feia, vestido de lobo mal. Vem vestido de coisas lícitas, coisas aparentemente normais. Mas ali a semente da discórdia vai sendo semeada nos nossos corações”, prosseguiu. Toscano encerrou a pregação falando aos casais do plano de Deus para eles. “O plano de Deus para nós é um plano de amor, o único capaz preencher o seu coração, o coração do seu marido, da sua esposa. O vazio da sua família só pode ser preenchido por Deus. Nem os filhos podem preencher esse vazio, os filhos são frutos de Deus, desse amor, mas o vazio só é preenchido por Deus”, concluiu Anderson, encerrando a manhã do SVES.

O amor de Deus purifica as nossas famílias

“Que possamos abrir nossa alma, nosso coração, com aquilo que temos de mais desafiantes, e também com aquilo que temos de mais abençoados, com gratidão a Deus”, disse Luciana Leite, consagrada da Comunidade de Aliança, na pregação inicial do Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais, nesse sábado (29). “Quem inicia o amor na nossa vida é o próprio Deus. Deus me atrai, me chama e me ama. A experiência com o amor de Deus transforma meu olhar, me faz ter novas atitudes com os desafios da vida. Como casais, como família, nós sabemos que existem muitos desafios. O mundo está aí para nos destruir, ele apresenta um falso amor”, continuou. Luciana explicou as características do amor de Deus, que é pessoal, eterno, fiel, constante, gratuito e misericordioso. “E esse amor de Deus que purifica o mundo, ele invade a nossa vida, invade nossa família e vence. O amor de Deus é pessoal, a esposa que tem uma experiencia com Deus, o esposo, cada um de uma forma. Deus deseja dar uma experiencia pessoal. Ele conhece o nosso nome.”  “Muitas vezes no casal, na família, a gente trava um combate porque existem coisas nas nossas vidas que a gente não consegue mudar, coisas que vão acompanhando a gente, seja um desleixo, uma grosseria, um medo grande. Nesse aspecto, Deus vai nos acompanhando, a gente pensa que está lutando só, mas Ele está conosco”, concluiu. O SVES para casais segue até amanhã, no Colégio Vera Cruz do Recife.

26 de junho, Dia dos Avós: renovar o amor e a confiança

Começo a escrever sobre os avós e imediatamente percebo que este é um tema maravilhoso e que, além disso, é justo que, ao chegar seu dia, digamos sobre eles palavras de gratidão e homenagem. No entanto, também descubro que não é fácil abordar este tema, porque são muitos os aspectos que é preciso levar em consideração quando falamos daqueles que centram o amor e o respeito da família – pelo menos da família cristã. Eu gostaria, de coração, que a nenhum avô ou avó, em qualquer outra maneira de conceber a família, faltasse o carinho dos seus. Os franceses denominam os avós com um termo, a meu ver, belíssimo e, sobretudo, significativo: grand-père. Dessa maneira, a paternidade envolve toda a família; pelos avós, toda a família é acolhida e amada: filhos, netos, bisnetos… Por eles, quando estão bem situados no entorno familiar, flui o mais genuíno da vida familiar, que é o amor, que, nos avós, tem uma concentração especial por parte de todos os membros da família: eles o transmitem e eles o recebem. Poderíamos dizer que ser avô ou avó é um dom precioso para toda a família. É evidente que esta descrição idílica felizmente ainda pode ser vista em muitas famílias; no entanto, também é verdade que, em outros muitos casos, esta sintonia de todos os membros da família no amor e no respeito é rompida. As condições de vida desta sociedade moderna, ainda que esta seja cada vez mais sensível às suas necessidades, também fazem que os idosos se tornem vítimas, sobretudo do desamor, que é a pior das carências. Ainda compreendendo que, em muitos casos, as residências e lares das administrações públicas, da Igreja ou de particulares sejam uma solução idônea para a atenção dos avós; no entanto, isso não pode ser um pretexto para deixá-los de lado. Em qualquer circunstância, os idosos não podem ficar sem o carinho dos seus familiares. A distância não pode ser a causa do esquecimento e da falta de carinho, assim como as condições de vida, como o trabalho dos filhos ou a situação da moradia não podem ser uma justificativa fácil para abandoná-los. O dia 26 de julho, festividade de São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus, é uma boa oportunidade para homenagear aqueles que merecem todo o nosso respeito e gratidão. É um dia propício para renovar o que um dia pudemos sentir com relação aos nossos avós: muito amor e muita confiança. O que sentimos quando crianças deve voltar a florescer no coração, com mais força ainda, ao longo de toda a vida. E mais: deveria florescer especialmente quando nos vemos mais limitados e impotentes. Filhos e netos têm de se reencontrar com a gratidão e a compreensão quando constatam o declínio dos seus idosos. É então que se há de reconhecer que o “grande pai” e a “grande mãe”, avô e avó, ofereceram aos seus filhos e netos, quando precisaram deles, o melhor de si mesmos: até chegar onde estão hoje, foi muito o que fizeram, e sempre em fidelidade à vocação de ser pessoas úteis na sociedade com seu trabalho, de ser pais com o dom da vida, e com a educação generosa dos seus filhos, até que estes pudessem trilhar seu próprio caminho. Quanto aos seus netos, todos nós sabemos que, na época atual, muitos avós inclusive assumem o cuidado e a educação das crianças, devido ao trabalho dos pais. Fazem isso, aliás, com muito prazer e com uma generosidade excepcional. E o que fazem maravilhosamente bem é a educação cristã dos netos em seus primeiros passos. Se hoje as crianças chegam à catequese com certo despertar da sua fé, é porque seus avós as iniciaram nas primeiras orações, nos primeiros gestos, nas primeiras atitudes, e porque os avós pronunciaram para elas as primeiras palavras de fé. Acima de tudo, os netos sabem, pelos avós, o que é o amor a Deus e o respeito à sua vontade. Por tudo o que foram e por tudo o que são, especialmente pelo que representam para muitas famílias nesta época de crise, os avós merecem uma lembrança especial neste dia em que recordamos o testemunho belíssimo dos avós de Jesus. Joaquim e Ana cuidaram da criação e educação de Maria, sua filha, e isso influenciou definitivamente na criação e na educação que, tanto ela como José, deram a esse maravilhoso Menino chamado Jesus, que crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Fonte:Aleteia

8 perguntas que todos os namorados deveriam saber responder

O namoro é um período incrível, repleto de sentimentos, paixão, surpresas, e tudo nos fala do amor e nos ensina sobre ele durante esta fase. Ao mesmo tempo, é um tempo de preparação e amadurecimento, no qual o casal se descobre e caminha rumo a um compromisso para a vida inteira. Nesse processo, que é sublime e perigoso ao mesmo tempo, parece que não temos medo de fazer promessas que, aos olhos de outras pessoas, poderiam parecer arriscadas, porque o “sempre” se torna muito breve quando se está junto à pessoa amada. Mas “para sempre”… será possível? Como saber se este “para sempre” tem possibilidades de ser? Apresentamos, a seguir, algumas perguntas que todo(a) namorado(a) deveria poder responder antes de empreender esta aventura chamada casamento. 1. Por que você me ama? Uma boa definição para o amor é “a capacidade de fazer algo pelo outro”, de doar-se totalmente. Isso vai além do sentimento. É isso que você vive? E é por isso que você ama esta pessoa? Vale a pena refletir sobre o tema!   2. Você será capaz de amar vencendo a rotina do dia a dia? No namoro, na verdade, o mais difícil é ficar separados. Mas, conforme o tempo vai passando, a rotina, o cansaço e as preocupações vão tomando mais espaço. Você é capaz de manifestar seu amor mesmo quando não sente vontade, ou quando parece haver outras coisas mais importantes a serem feitas?   3. Você ficará comigo nos momentos difíceis? O casamento não é uma lua-de-mel eterna, e os “momentos difíceis” não se referem apenas à morte ou às doenças. Dias de mau humor, discussões, cansaço físico também fazem parte da vida de um casal. Você está disposto(a) a enfrentar isso ao lado de quem você ama, mostrando sempre amabilidade, carinho, compreensão, doação?   4. Que tipo de pai/mãe você quer ser? É importante conversar sobre isso no namoro: que valores querem ensinar aos filhos? Que princípios seguirão? Qual é sua postura com relação à abertura à vida? Que lugar os filhos ocuparão em sua hierarquia de valores? Estas coisas não surgem espontaneamente, é preciso conversar, planejar, concretizar. A paternidade faz parte do pacote do casamento, não se esqueça.   5. Estou disposto(a) a pedir perdão? Desde o namoro, é possível exercitar a capacidade de pedir perdão e perdoar, independentemente de quem tem ou não a razão. Estas duas atitudes podem salvar um casamento, e sua falta pode levá-lo à ruína. Nunca vá dormir sem pedir ou dar seu perdão, sempre que for preciso.   6. Você estará disposto(a) a sustentá-la(o) quando necessário? Há muitas formas de entender esta pergunta. Emocionalmente, você terá a paciência necessária para aguentar a pessoa quando ela mesma não se suportar, seja pelo problema que for? Estará ao lado dela, sem exigir nada em troca? Financeiramente, se o outro ficar desempregado, doente ou os planos do casal não derem certo, você estará disposto(a) a sustentar a família?   7. Precisamos mesmo nos casar? Muitos dizem que o casamento é “só um papel”, um ato social. Mas o que ele significa para você? É importante conversar sobre isso também. Realmente acreditam que o matrimônio é uma vocação, um sacramento, um caminho de santificação a dois?   8. Você rezará por ele(a)? Quanto mais você amar a Deus, mais e melhor poderá amar o outro, porque Ele nos ensina o amor, a entrega, a humildade, a generosidade, a paciência. Por isso, para crescer na entrega a uma pessoa, é preciso crescer na entrega a Deus. Observação final Não se assuste com todas estas perguntas e não tenha medo de se casar. O namoro é justamente para isso, é um treino para o casamento. O importante é chegar a ele sabendo que não será fácil, que nem tudo será um mar de rosas, mas que vai ser maravilhoso. Kzenon/Shutterstock

Uma corrente humana em meio as correntezas da vida

Recentemente, em uma praia nos Estados Unidos, uma família foi salva por um grupo de pessoas, dizia a notícia no jornal. Mas o que tem isso de interessante para virar um artigo, afinal o mar não tem cabelo, e com ele, já levou muitos sem ter onde se segurar. Dois dos filhos de um casal estavam se afogando em meio as correntes marítimas que o arrastavam para o fundo do mar. A mãe e outros membros da família que estavam na praia, entraram desesperados para salvá-los, mas infelizmente as aguas também os prenderam, deixando nove pessoas à deriva. Uma corrente humana de umas 80 pessoas foi organizada pelo pai das crianças, da costa até o quase afogamento coletivo, resgatando todos com vida. Uma corrente humana de banhistas, significa que cada um de forma solidária saiu do seu lazer na praia, do passeio e de si mesmo, para darem-se as mãos e formar um cordão de 100 metros de distância, até chegar ao grupo onde a maioria, 06 eram da mesma família. Lendo este caso na redação, um amigo questionou: “O que será preciso para salvar as famílias hoje?” Respondi de imediato: “ De uma corrente humana! ” Basta olhar para o horizonte da sociedade e perceber quantas famílias estão se afogando hoje nas correntes do egoísmo, do desamor, da falta de compromisso, divórcios, desemprego e tantos outros tormentos que como um canto de sereia, puxam cada vez mais as pessoas para baixo, para o fundo turvo e escuro na onda da separação. Matrimônios destruídos pelo adultério que arrastam os filhos pela correnteza do sofrimento e do abandono. A família cada vez mais fica à deriva, se distancia da margem de Deus, falta o chão, e sozinhos, alguns, ainda tentam nadar contra as correntes da vida e, de boia em boia, pelos sete mares de lamurias e murmurações, vivem as aparências da estabilidade, buscando sempre um último respiro no mar revolto. Segundo informações, o pai das crianças que organizou a corrente para salvar sua família, pois sozinho não conseguiria, seria mais um no rol das vítimas.  Foi necessário o encontro de várias pessoas, que unidas, focaram em salvar a família. Uma só pessoa não é suficiente para tanto, porém uma corrente humana no mar de misericórdia é capaz de muito mais, por meio da intercessão e principalmente do desejo sincero. O homem que lutou pela sua família, de fato, tinha um desejo concreto e se mobilizou, “clamou”. E nós? O que estamos fazendo para salvar as famílias? Estamos na beira da praia só observando de binóculos, fazendo descaso do homem, sendo indiferentes e achando tudo normal ou somos essa corrente, que intercede em nossas orações, terços e eucaristia, pelas famílias do mundo inteiro, mesmo sem conhecê-las, fazer com que nossos clamores e ofertas à Deus, alcance os lares, não importa a distância, metros ou quilômetros. Que nossa corrente humana pelo resgate das famílias, possa alcançar o coração de Deus, o salvador de vidas! Nenhuma família está livre das turbulências e ventos fortes no barco da vida, porém se deixarmos o amor vencer todos os dias, teremos sempre uma âncora de esperança nas mãos. Sua família precisa de uma corrente humana? Angela Barroso

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