A graça de permanecer

O tempo da espera… eis um tempo tão questionado, cheio de desafios e oportunidades. A questão é: enquanto se espera a realização das promessas de Deus, como se comportar diariamente diante da voz que um dia se ouviu? Aqui, é necessário um cuidado especial para não se enganar com as falsas oportunidades e as falsas vozes que seduzem o olhar e a mente. Aqui, para todas as perguntas a resposta é uma só: a oração. É no relacionamento pessoal com Deus que se reavivam as suas promessas e se reacende o dom da fé, que é possuir aquilo que ainda não se vê. Mais, é no relacionamento com Deus que nossos olhos se abrem para contemplar o que realmente nos leva para Ele, o que nos leva para a santidade e trocar os critérios humanos pelos critérios divinos. Bem, em um mundo que constantemente tenta nos convencer de que é necessário ter alguém, que esperar é bobagem, no meu coração ecoa o desejo de anunciar como é belo confiar nas promessas do Senhor, especialmente quando o tema é Estado de Vida. Como diz a música: “E mesmo que o mundo queira me enganar, e mesmo que os homens queiram me calar, quero com minha vida anunciar…”. Quero anunciar que é feliz esperar em Deus! Ao esperar pela realização das promessas de Deus com relação ao meu Estado de Vida, percebo o cumprimento de várias profecias, a realização de muitas curas e o crescimento no desejo pela salvação – minha e dos homens ao meu redor, aqueles que Deus me confia na missão de comunicar a Sua Paz. E, a verdadeira Paz, sem dúvida, é permanecer na Vontade de Deus. Em um mundo que constantemente fere nossos sentimentos e expectativas de amor verdadeiro, nos enchendo de ilusões imediatistas, permanecer na vontade de Deus é o grande bálsamo para todas as feridas e expectativas. Permanecer na vontade de Deus é a grande certeza de que não se escolhe errado e de que o melhor está por vir e o melhor virá porque Deus não é homem para mentir[1]. Ao contrário, Deus é Amor, que tudo crê, tudo espera e se alegra com a vida vivida na verdade, sem outra intenção que não seja agradar a Deus[2]. Quando o assunto é Estado de Vida, acreditar nas mentiras de Satanás é entrar em um grande labirinto sem saída, o qual se percorre com intensidades diversas chegando sempre ao mesmo lugar: a frustração, decepção e a crença de que o homem não é capaz de amar. É isto que gera uma generalizada falta de esperança. No entanto, Deus é aquele que nos faz crer contra toda descrença e esperar contra todas desesperança[3] Há que se dizer que é desafiante manter-se no propósito de esperar em Deus e haverão tentações de variadas formas. Apesar disso, é gratificante perceber a companhia do Criador em cada passo no caminho. Deus não desampara aqueles que Nele se confiam! Vale ressaltar que, ao final, ainda que não obtenhamos o que gostaríamos, com certeza, seremos cumulados de riquezas bem maiores, que não passam, pois Deus é Amor eterno! Amor incondicional! Amor verdadeiro que sacia toda sede e preenche todo vazio! Por fim, o maior auxílio na espera, sem dúvida, é a Virgem Maria. E, aqui, lembro da Virgem do Silêncio! O silêncio vivido em Deus é fecundo e Maria é aquela que nos conduz calmamente pelos caminhos mais sinuosos quando nos sentimos incapazes de continuar esperando. Recebê-la como mãe de Deus e mãe dos homens, que tudo guardou e refletiu no seu coração, em um sincero relacionamento com o Pai das Misericórdias, nos ensina a permanecer atentos à Voz do Senhor e confiar, certos de que tudo que Deus prometeu se realizará. Foi nela que se iniciou o cumprimento de toda a profecia salvífica de Deus. É ela que nos insere no mistério da confiança! Então, quando se esperam respostas de Deus, ou milagres em certas áreas das nossas vidas, especialmente quando se espera pela voz de Deus quanto ao Estado de Vida (matrimônio, celibato ou sacerdócio), o que ordinariamente se pode esperar é que no fim das contas o que se recebe é o Amor de Deus. E, este Amor, supera todas as coisas! Este Amor supera toda a espera! É o Amor que está no início e o que está no fim, mas sobretudo o que está no meio do caminho, sustentando cada passo na decisão de viver apenas a vontade de Deus, caminho seguro de felicidade eterna! Que possamos, com Maria, consagrar nossas vidas ao Senhor e Nele esperar, certos de que cantaremos a realização dos seus maravilhosos e incontáveis feitos de Amor! Shalom! [1] cf. Números 23, 19: Deus não é homem para mentir, nem alguém para se arrepender. Alguma vez prometeu sem cumprir? Por acaso falou e não executou? [2] cf. 1 Coríntios 13, 6-7: Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. [3] cf. Romanos 4, 18: Abraão, crendo, esperou contra todos os prognósticos desfavoráveis, tornando-se, assim, pai de muitas nações, como ficou registrado a seu respeito: “Assim será a sua descendência”. Texto: Evyne Marina

O casal é a base da família

Quatro mãos Para construir uma casa é fundamental o alicerce, pois, é nele que toda a construção se sustenta. E, além do alicerce, é importantíssimo que todo o projeto seja bem executado, claro, é preciso ter atenção na construção de uma casa, a começar da base. Se a casa material merece cuidados, quem vai morar na casa merece muito mais. Para construir uma família bem alicerçada, marido e mulher devem refletir sobre a responsabilidade que terão durante toda uma vida, “o casal é a base da família”. A família é projeto de Deus, e este é o maior projeto que o casal deve focar, então, é essencial que os cônjuges tenham bem definido no coração o que vão projetar, afinal, é o maior projeto. Sim, conversar sobre alguns pontos básicos é um bom começo porque é um desenvolvimento feito a quatro mãos, portanto, imaginar circunstâncias e situações como, por exemplo: ter filhos, adquirir casa, carro, viajar, estudar, realizações pessoais e profissionais? E outro ponto que pode influenciar é o contexto mundial, social e político; e mesmo assim, a família continuar sendo o maior projeto do casal. Uma coisa é preocupar-se só com o lado material, outra é pensar na base espiritual, pois, ao longo das etapas, marido e mulher enfrentam várias situações, e dentre os desafios, o casal deve permanecer focadono maior projeto: a família. Enfim, é fundamental colocar Deus no alicerce, pois, é desse jeito que podemos tornar firme a construção familiar. Afinal, Deus é a base do casal, e aconteça o que acontecer, só n’Ele a família consegue permanecer unida, uma vez que Deus é a fonte de amor, perdão e reconciliação. Deus é a base do casal, mas a família é o que sustenta o dia a dia, é onde encontramos apoio, acolhida e para isso temos que preparar os filhos que virão para vivermos esta unidade. São valores plantados no seio da família e levados adiante, por gerações. Hoje, uma das grandes tentações é não ter filhos, pois eles podem mudar o ritmo da execução do projeto do casal. É real, muda mesmo! Mas, são os pais que dão o ritmo de acordo com aquilo que planejaram. A boa vivência do planejamento inicial, e também a abertura ao novo como vontade de Deus, gera harmonia conjugal e familiar. Deus quis contar com o homem e a mulher neste projeto chamado família, portanto, é importante a contribuição do marido e da mulher. A família é projeto de Deus, e o casal é a base da família. Fonte: Canção Nova

A paz começa no lar

Embora nenhum de seus filhos “pinte” para delinquente, é necessário ter presente que a violência pouco a pouco entra nos lares. Por exemplo, você sabia que 25% das garotas nos Estados Unidos são agredidas por seus namorados e o que é pior, a maioria delas acredita que isto é normal? Ao escutar notícias lamentáveis como estas e pensar que em tudo o que acontece no mundo, não se pode deixar de perguntar… Quem pode ser capaz de semelhante barbaridade… em que coração humano cabe tanta frialdade… quem pode ser capaz de tanta violência? Desafortunadamente, esta é uma realidade que é vivida em todos os lugares, que afeta a todos, e de muitas maneiras. É verdade que a violência sempre existiu, mas o mais perigoso agora, é que começa a ser tolerada, a ser aceita como inevitável: sem ir muito longe, seria inusual encontrar um filme onde as balas, o sexo deliberado e a crua violência não fizessem sua aparição; ou algum semanário ou jornal onde não seja uma notícia policial a que estampa a primeira página. Entretanto, o homem não é feito para a guerra, é feito para a paz. E isto pode ser assegurado porque a história nos demonstra que o homem que vive na violência se auto-destrói. O difícil e complicado do tema é que a paz não se dá instantaneamente nem por mandato, não se obtém sem esforço, nem se compra ou pede emprestada: a paz tem que nascer do coração de cada homem. E se não há paz no coração, como pode haver paz em um povo, em uma nação, no mundo? Viver em paz É por isso, que manter a paz é uma obrigação primária para todos, mas em especial dos pais, pois é no lar onde se aprende a viver e construir a paz; é ali onde os pais têm a enorme responsabilidade de ensinar aos filhos a maneira de comportar-se, de tratar aos demais e de resolver os problemas. É incrível como até em uma pequena sociedade como a família, onde existe carinho entre seus membros, pode perder-se a paz. Não há dúvida de que a paz é algo muito frágil pela qual deve-se trabalhar pacientemente todos os dias para conquistá-la. Mas antes de alcançar isto, tem-se primeiramente que ter claro como se vive a paz. Ao contrário do que muitos acreditam, a paz não é a ausência da guerra, nem é somente o respeito aos outros. Quão fácil seria e também quão perigoso se os pais só tivessem que respeitar aos filhos para poder ter um lar cheio de paz!: “Ah, sim, meu filho quiser ter seu quarto todo bagunçado, devo respeitá-lo”. A paz se vive: · Ao ter um verdadeiro sentido de justiça. · Quando não só se reconhecem os próprios direitos, mas também os dos demais. Se é reconhecida a dignidade de seus filhos como pessoas. Muitas vezes ao vê-los pequenos, alguns pais se aproveitam deles e cometem verdadeiros abusos de autoridade. · Ao ensinar aos filhos a distinguir entre o bem e o mal, ao formar neles uma consciência reta, à vez que se trabalha pela paz. Quando os filhos são pequenos, os pais são como uma “consciência externa” deles (como o Grilo Falante em “Pinóquio”), daí a importância de seus atos e julgamentos. Exaltar o valor da vida humana, sua dignidade e seu direito. Tanto a vida deles mesmos como a dos que o rodeiam tem um imenso valor, desgraçadamente com tanta violência (nos meios de comunicação, no meio ambiente), as crianças não apreciam este valor. Passos para alcançar a paz (na virtude) Vontade. Muitas vezes embora as crianças conheçam o bem e o mal, falta-lhes força de vontade, não aprenderam o hábito do esforço, são crianças “boas”, mas talvez estas crianças não aprenderam a dominar-se, nem a pensar nos demais, nem a sacrificar-se, sentem que o mundo gira ao redor deles, muitas destas crianças se tornam “tiranas”. Exigência. Os filhos devem ser exigidos, claro que dentro de suas possibilidades, ensiná-los a enfrentar os problemas e a esforçar-se para resolvê-los, que saibam sentir-se orgulhosos de terem sido capazes de realizar as coisas por si mesmos. Valentia. Que tenham heróis que inspirem sua vida, mas que sejam heróis de grandes ideais, porque atualmente são apresentadas às crianças a violência como forma de heroísmo, necessitam dos pais para que lhes ensinem o que é nobre e grande. Respeito. Cuidar para que as crianças não adquiram o costume de tomar as coisas dos outros, por mais insignificante que seja o roubo; e se quebra algo alheio, deve ser reposto, ensinar-lhes que as coisas alheias sempre devem ser respeitadas. Generosidade. É algo que por si é difícil nas crianças, é nesta idade quando tendem a ser mais egoístas, por isso é importante que eles vejam um bom exemplo: como seus pais ajudam ao necessitado ou ao que tem algum problema (dentro das próprias possibilidades). Para despertar nas crianças o sentido de generosidade, pode-se acostumá-los desde pequenos a renunciar algo seu e compartilhá-lo com alguma outra criança. Cortesia. Gastón Courtois disse que a cortesia “é filha do respeito ao próximo e irmã da caridade”. Aquele que é cortês sabe que não é o centro do mundo, é uma pessoa que pensa nos demais e em seus sentimentos. O domínio de si mesmo é um elemento que vai de mãos dadas coma cortesia. Uma criança sente raiva porque algo saiu mal ou porque um irmão quebrou-lhe alguma coisa e não é ensinado a se controlar, quando grande lhe será muito difícil, se não impossível manter o controle de seus atos e muito menos respeito pelos demais. Ordem. É um elemento essencial para que haja harmonia e equilíbrio em um lar. Quando há ordem em uma casa, há normas e limites, isto proporciona segurança aos filhos e lhes ensina a ter disciplina. Caridade. Não se pode deixar de mencionar este valor essencial para que haja paz, pois é um elemento que determinará a qualidade da pessoa e sua capacidade para relacionar-se com os demais.

E a que era considerada estéril, concebeu.

Meu nome é Natalie, sou Consagrada como Comunidade de Aliança da Missão Maceió. Sou casada com Patrício desde dezembro de 2013; ele também Consagrado da Comunidade de Aliança. Foram três anos de casados sem conseguirmos engravidar. As médicas ginecologistas não viam nos exames de rotina motivo para que eu não engravidasse. Mas também não aprofundavam a investigação com exames mais complexos. Porém, em junho de 2016 engravidei. Uma gestação muito difícil desde seu início. Eu sentia dores absurdas no quadril, coluna e pernas. Só pedia a Nossa Senhora que livrasse o bebê de qualquer complicação. Num momento de oração da Célula na Capela, duas irmãs proclamaram para mim que Maria geraria nosso bebê no seu próprio ventre. No momento entendi aquilo como cuidado de Nossa Senhora. Ao escolher o nome do bebê só vinha à mente “Isabel”, porém ainda não sabia o seu sexo, que só foi descoberto no quinto mês de gestação. No dia 25 de fevereiro de 2017 dei a luz a Isabel. O obstetra e professor, Dr. Alberto Sandes, no momento do parto, percebeu que eu tinha um quadro avançado de endometriose agravado pela aderência do meu intestino ao meu útero; o próprio médico admitiu que era impossível gerar uma vida. Então nesse momento lembrei da proclamação das irmãs e disse ao médico que não foi no meu ventre que Isabel foi gerada, mas no ventre de Maria. O nome Isabel fez todo o sentido após o nascimento dela, pois Maria nos visitou e aquela que era considerada “estéril”, concebeu. Sei que foi pura misericórdia de Deus e não por merecimento nosso. Há um mistério imenso na vida de Isabel em nossas vidas e só ao longo do tempo compreenderemos. Mas já pudemos ver muitas graças acontecer em nós e à nossa volta. Neste Ano Mariano queremos testemunhar, que por meio da intercessão de Maria, nada é impossível! Neste dia dedicado à visitação de Maria à sua prima Isabel, renovemos nosso amor a Mãe Santíssima, e com ela, nossa esperança diante dos impossíveis humanos.  

O poder do “ainda não” com os filhos

Uma reflexão da psicóloga americana Carol Dweck “Ouvi falar de um colégio em Chicago onde os alunos precisavam passar em um certo número de cursos.  E se não passassem em algum curso recebiam a nota ‘Ainda não’.  Eu achei aquilo fantástico, pois se você recebe uma nota baixa, você pensa: ‘Não sou nada, não chegarei alugar algum’.  Mas se você recebe uma nota ‘Ainda Não’, você entende que está numa curva de aprendizagem. Ela te mostra um caminho no futuro. ‘Ainda Não’ também me fez entender um evento crítico no início da minha carreira, um momento realmente decisivo. Eu queria ver como as crianças lidavam com desafios e dificuldades, então eu ofereci às crianças de 10 anos,  problemas que eram ligeiramente difíceis para elas. Algumas reagiram de maneira surpreendentemente positiva. Disseram coisa como: ‘Eu adoro um desafio’, ou: ‘Sabe, eu esperava que isso fosse informativo’.  Elas entenderam que as suas habilidades poderiam ser desenvolvidas. Elas tinham o que eu chamo de mentalidade do crescimento.  Mas outros alunos acharam trágico, catastrófico. Da perspectiva de sua mentalidade fixa, sua inteligência havia sido posta em julgamento e elas fracassaram.  Em vez de se regalarem no do Poder do Ainda, elas foram agarradas pela tirania do Agora.   E o que esses alunos (de mentalidade fixa) fizeram em seguida? Disseram que provavelmente vão trapacear da próxima vez, em vez de estudar mais, porque não passaram em um teste. Em outro estudo, após o fracasso, eles procuraram alguém que tivesse ido pior do que eles para que pudessem sentir-se bem sobre si mesmas. Em um estudo após estudo: Elas fugiram das dificuldades. Cientistas mediram a atividade elétrica do cérebro enquanto estudantes encaram um erro Nos estudantes com mentalidade fixa, quase não há qualquer atividade.  Eles fogem do erro, não se envolvem com o erro. Mas, nos estudantes com a mentalidade do crescimento, com a ideia de que habilidades podem ser desenvolvidas, eles se envolvem profundamente. Seu cérebro vibra com o Ainda. Eles se envolvem profundamente. Processam o erro. Aprendem com ele e corrigem-no. Como estamos criando nossas crianças? Estamos criando-as para o Agora, em vez do Ainda? Será que estamos criando crianças obcecadas por nota 10? Será que estamos criando crianças que não sabem sonhar grande? Seu maior objetivo é tirar o próximo 10?  E estarão elas levando essa necessidade de validação constante para suas vidas futuras?  Talvez, porque empregadores chegam para mim e dizem: Nós já criamos uma geração de jovens trabalhadores que não conseguem passar o dia sem uma premiação. Então o que podemos fazer?  Como podemos criar essa ponte para o Ainda? Eis algumas coisas que podemos fazer. Primeiro, podemos elogiar com sabedoria, não elogiar a inteligência ou o talento. Isso fracassou. Não façam mais isso. Mas elogiar o processo em que as crianças participam: Seus esforços, suas estratégias, seu foco, sua perseverança, seu aperfeiçoamento.  Esse elogio do processo gera crianças destemidas e resilientes. Há outras maneiras de recompensar o  Ainda. Recentemente nos unimos a cientistas de jogos da Universidade de Washington para criar um novo jogo on-line de matemática que premiasse o Ainda. Neste jogo, estudantes eram recompensados pelo esforço, pela estratégia e pelo progresso. O jogo de matemática usual recompensa você por dar respostas certas, agora. Mas esse jogo recompensa o processo. E nós conseguimos mais esforço, mais estratégias, mais envolvimento ao longo de períodos mais longos, e mais perseverança quando eles encaravam problemas dificílimos. Nós descobrimos que as simples palavras ‘Ainda’ ou ‘Ainda não’, dão às crianças grande confiança, dão um caminho no futuro que cria grande persistência. E podemos realmente mudar as mentalidades dos alunos.  Em um estudo, nós os ensinamos que todas as vezes que é forçado a sair de sua zona de conforto para aprender algo novo e difícil, os neurônio em seu cérebro conseguem formas novas e conexões mais fortes. Com o tempo elas podem ficar mais espertas. Estudantes que não aprenderam a cultivar essa mentalidade continuaram a apresentar notas cada vez mais baixas durante essa transição escolar difícil, mas aqueles que aprenderam essa lição deram um grande salto em suas notas.  Nós mostramos isso agora, esse tipo de melhoria, com milhares e milhares de crianças, especialmente aquelas com dificuldades de aprender. Então vamos falar de igualdade Em nosso país, há grupos de estudantes que vão mal cronicamente. Por exemplo, crianças em cidades do interior, ou crianças em reservas de nativos americanos. Elas já foram tão mal por tanto tempo, que muita gente acredita que isso é inevitável. Mas quando educadores criam classes de mentalidade de crescimento mergulhadas no Ainda, acontece a igualdade.  E aqui vão alguns exemplos: Em um ano, uma classe do jardim de infância em Harlem, Nova Iorque, pontuou no 95º lugar percentil no Teste de Sucesso Nacional.(…) Isso aconteceu porque o significado de esforço e dificuldade foi transformado. Antes, esforço e dificuldade faziam eles se sentirem burros, faziam terem vontade de desistir, mas agora, esforço e dificuldade são algo positivo. É aí que seus neurônios estão criando novas conexões, conexões mais fortes. É assim que estão ficando mais inteligentes. Eu recebi recentemente uma carta de um menino de 13 anos. Ele dizia: ‘Querida professora Dweck, eu aprecio que a sua metodologia baseia-se em sólida pesquisa científica, e foi por isso que eu decidi pô-la em prática. Eu coloquei mais esforço no meu trabalho escolar, no meu relacionamento com a família, e no meu relacionamento com as crianças da escola. E eu já vivenciei grandes melhorias em todas essas áreas. Agora eu percebo que desperdicei a maior parte da minha vida’. Não vamos mais desperdiçar vidas, porque uma vez que sabemos que as habilidades são capazes de tal crescimento, estimulá-las torna-se um direito básico das crianças, todas as crianças. Elas têm o direito de viver em lugares que criam esse crescimento, viver em lugares cheios de Ainda. Obrigada”.   Fonte: Aleteia

O que sustenta uma família?

A família é sustentada muito mais por causa de valores do que de patrimônio Neste dia da família, poderíamos refletir sobre tantas coisas que dizem respeito a essa instituição: foi o próprio Senhor quem a instaurou, ela é a célula que mantém a sociedade e é nela que aprendemos as primeiras noções de relações interpessoais etc. Sem dúvida, temos, pelo menos, a compreensão de que a família é ou deveria ser o nosso lugar de repouso, onde poderíamos ser nós mesmos e encontrar amor incondicional. Partindo dessa consciência e do desejo inerente a todo ser humano de ter e ser família, percebemos o esforço das pessoas em tornar isso possível e concreto. A maioria de nós, mesmo quem não é cristão, luta e está disposto a construir um ambiente cercado dessa plena acolhida. Preocupações financeiras e patrimoniais Cada vez mais percebemos que a noção das pessoas sobre o que é edificar uma família está sendo a base de preocupações financeiras e patrimoniais. Como se amor e formação humana estivessem ligados a conforto e bem-estar material. Desde os preparativos do casamento até quando pensamos no convívio e na harmonia entre o casal, principalmente se o assunto for filhos, a primeira coisa que nos vêm à cabeça são as cifras (dinheiro). Já imaginou alguém desistindo de ter filhos, porque não pode fazer uma viagem, porque contabilizou as fraldas ou por imaginar quanto custará a faculdade daqui a alguns anos? Estamos investindo demais no trabalho e na carreira profissional, interpretando a harmonia familiar como uma associação financeira, que também divide as tarefas. Assim, as famílias têm se tornado frias e desprovidas de diálogo e afeto. Um praticamente não conhece o outro, pois onde não se demonstra o verdadeiro amor, as pessoas não adquirem confiança entre si. Sua família precisa muito mais de você, da preciosidade que você é e dos dons que possui, do que do capital que possa produzir. Quanto tempo você tem tido para seus filhos? Grande parte dos problemas dos jovens com quem converso tem a ver com a ausência de seus pais. Moram na mesma casa, mas falta amizade, diálogo, testemunho, ensinamentos de vida, transmissão de experiências, confiança, sorrisos em vivências simples do dia a dia, que ficam gravadas para sempre na vida do jovem e que os preparam para as dificuldades. Mas sobram roupas e calçados de “marca”, aparelhos eletrônicos de última geração, viagens e uma casa cheia de coisas belas e de qualidade. Terceirizamos o aprendizado dos filhos; falta-nos tempo para estar com eles. Quanto tempo você tem tido para seus filhos? Eu aprendi a nadar, a dirigir e até algumas aventuras com meu pai. Não digo que todos tenham de ensinar tudo isso a seus filhos, mas não vejo como positivo que tudo seja aprendido numa escolinha, com outras pessoas. Ensine valores. São nas atividades corriqueiras de todos os dias que infundimos princípios nas pessoas que amamos. Os seus filhos precisam do seu material intelectual e espiritual, mas nem tanto dos bens que talvez você anda trazendo tanto para dentro de casa. Caso contrário, ficar improdutivo teria como consequência não ser mais amado. Um casal que cultiva entre si os valores cristãos vence qualquer desafio da vida, pois Cristo venceu o mundo e nos deu a vitória. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores” (Rm 8,37). Ter a família como base Família não é um grupo de pessoas que simplesmente encontraram afinidades, porque tem de existir disposições além da amizade. Num lar, um dá a vida pelo outro, tem de haver um vínculo maior que o de sangue, que é de coração e alma. Família é a base, o alicerce para a construção da pessoa, por isso não pode estar condicionada a acabar se as afinidades uma hora chegarem ao fim. Meus pais não tinham condições de “bancar” uma faculdade para mim, mas um dia nós sentamos para conversar e eles se disponibilizaram a isso. Mas me ensinaram a ser um homem honrado e trabalhador, responsável e de bem. Foi exatamente isso que me garantiu uma promoção na empresa que eu trabalhava, seis meses antes de terminar o ensino médio. Com esse novo cargo e salário, consegui arcar com os custos do meu curso superior. Sou muito grato a meus pais, tanto pela disposição ao sacrifício quanto, e principalmente, por me transmitir valores que são base para toda e qualquer decisão minha até os dias de hoje. Um dia, ouvi essa frase: “Não se preocupe em deixar herança para seu filho. Se ele tiver só isso, ele gastará e perderá tudo. Se você transmitir amor e valores, ele conquistará o mundo inteiro”. A família sobrevive muito mais de amor e valores morais do que de patrimônio e bens que possam acumular. Deus os abençoe! Fonte: Canção Nova

O poder da união na família

Este tema é importantíssimo. Com efeito, em nossos dias, quando tudo leva a um subjetivismo alarmante, fruto do individualismo que aflora de um egoísmo deletério, multiplicam-se os penosos problemas das relações mútuas o que leva à desunião familiar. Trata-se do convívio entre os esposos, entre os pais e os filhos. É preciso, antes de tudo,  que cada um procure se autorrealizar, mesmo porque quem não sabe conviver consigo mesmo nunca obterá êxito com os outros. Nada pior para uma pessoa do que a perda da autoconfiança. O pedagogo divino, Jesus Cristo, aliás ordenou que cada um amasse o próximo como a si mesmo (Mc 12,31). Autorrealizar-se significa alcançar o seu potencial num amadurecimento cotidiano, ou seja, cada um deve ser hoje melhor do que foi ontem em tentativas bem orquestradas ao som do discernimento interior. Uma norma elementar é que ninguém deve querer moldar os outros à sua imagem e semelhança, mas observando-se sempre os princípios elementares da caridade e da civilidade, ou seja, da boa educação. É uma arte descobrir, no relacionamento diário, o que normalmente se chama de “mania”, mas que vem a ser laivos do perfil caracterológico de cada um. Cumpre chegar a um denominador comum. Há necessidade de uma retroalimentação contínua que patenteia até onde cada deve ser respeitado. A chamada “correção de erro” é imprescindível, pois impede enganos e desvios, isto é, quando ou os esposos entre si, ou os pais diante dos filhos, notam algo que precisa ser considerado, há sempre o momento oportuno para o diálogo, troca de ideias e, neste caso, os pais podem e devem com bons modos corrigir os filhos sem que esteja a união familiar posta em jogo. Não se podem nunca desprezar os reforços  da experiência do passado que alimentam as atitudes no presente. Nada desgasta mais o ser humano do que o conflito sem motivo ou que deveria ser evitado. O segredo da vida é transformar a agitação em cooperação, o erro em correção oportuna. Nada mais necessário do que baixar o nível de defensividade, abolindo definitivamente acusações mútuas. A interação emocional é de vital importância em toda parte. Atitudes negativas devem ser evitadas, pois causam ressentimentos, aumentam a taxa de absenteísmo e reduzem o nível de energia positiva. Nas relações familiares se os presentes em certas ocasiões  são sinais de consideração, estima e apoio, nem sempre são um reforço positivo, se o que foi exposto acima faltar e se eles se configurarem como suborno afetivo. Sem alicerce nada duradouro se constrói. Assim também até qualquer tipo de elogio desproporcionado. É preciso sempre a busca de reforços interpessoais, como a atenção  que se manifesta nos mínimos detalhes, incluindo não se querer dominar o outro. Neste caso específico apontar erros através de queixas inoportunas é um desvio muitas vezes irreparável. Apresentar soluções é o caminho certo. O que se esquece muitas vezes é que qualquer indivíduo é do tipo ativo ou do tipo secundário. Este último é programado, por vezes rotineiro, e precisa ser avisado com antecedência para que possa se reorganizar e rever seus programas a curto e a longo prazo. O tipo primário, desprogramado, surpreende por atitudes imprevisíveis. Fala sem pensar e age precipitadamente. A questão fundamental, em um e outro caso, é a formação da própria personalidade na busca do equilíbrio de atitudes para que se evitem perturbações emocionais que prejudiquem a união dentro do lar. Entretanto, se uma pessoa faz alguma coisa que enraivece, não se deve  atacá-la e, sim,  procurar se safar da situação constrangedora  pela via da compensação não vingativa, inclusive com o pensamento salutar de que “o tempo cura todas as feridas”. Em qualquer circunstância é mister esfriar o ânimo e não ficar curtindo o sofrimento que prejudica gravemente a saúde psicossomática. Emoções mal controladas só aumentam as inquietações. Como o ser humano é um permanente enigma, é um erro fatal não saber evitar tudo que leve à desunião. Nos momentos de angústia, ocasionada seja qual for a circunstância, nada mais saudável uma conversa amiga, cheia de compreensão. Para tudo na vida há solução! Que os pais se amem como José e Maria e que os filhos respeitem seus pais como Jesus de Nazaré. Então sim, reinará sempre o poder da união da família e coisas maravilhosas acontecerão sempre dentro do lar cristão! Por: Côn. José Geraldo Vidigal Formação: Novembro/2012

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