Recife encerra curso sobre Maria e inicia formação ‘Jesus e sua Igreja’

Teve fim no último sábado, 26, o curso de formação básica (FB) 5, cujo tema foi “Nossa Senhora e a Vida Cristã”, na Comunidade Católica Shalom de Recife (PE). O próximo curso é o FB2, que tem como tema “Jesus e sua Igreja” com início já nesse próximo final de semana. Mais informações e inscrições no e-mail cursosrecife@comshalom.org. Iniciado no dia 4 de julho, o FB 5 sobre Nossa Senhora abordou assuntos referentes à importância de Maria na vida de Cristo e da Igreja, bem como sua participação na história da salvação da humanidade e os dogmas a respeito dela. Ministrado nas tardes dos sábados, o FB propõe, além das aulas doutrinárias, um caminho de oração. Todo o conteúdo é fundamentado na Palavra de Deus, Catecismo da Igreja Católica e nos documentos da Igreja. Confira as fotos! Conheça a agenda de cursos do Centro de Formação Shalom Recife.  

Pedro e Paulo, dois homens, um único bem: O Ressuscitado!

O que celebramos é a oferta que une a vida de Pedro e Paulo, seu amor incondicional a Cristo e seu testemunho que plantou a Igreja que é viva. Essa festa remonta dos século IV, quando no oriente e em Roma já se celebrava a memoria dos dois apóstolos. O Martirológio Sírio do final do século quatro, que é um catálogo grego dos santos da Ásia Menor, indica as seguintes festas em conexão com o Natal (25 de dezembro): 26 de dezembro Santo Estêvão, 27 de dezembro São Tiago e São João; 28 de dezembro São Pedro e São Paulo. Em Roma a comemoração foi mantida a 29 de Junho desde o terceiro ou quarto século. Hoje, liturgicamente, é celebrada no Domingo seguinte ou que antecede esse dia. “Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.” Pedro, encontrou Jesus no mar da Galiléia, o seguiu nos dias da sua pregração e foi o primeiro a confessar que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). Foi colocado pelo Senhor à frente dos doze e de todos os discípulos de Cristo. Firme e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre, e após a ressurreição, foi confirmado na missão e enviado a apascentar o rebanho de Cristo (João 21,17). Pregou o evangelho e deu seu ultimo testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o governo de Nero. É a ele que Jesus entrega as chaves da Igreja e afirma que as portas do inferno não lhe resistirão (Mt 16,18). Paulo não conheceu Jesus segundo a carne, mas teve uma experiência que transformou o curso de sua vida ao encontrar o Ressuscitado na estrada de Damasco (At 9,13), Jesus o Fez apóstolo. Pregou o evangelho incansavelmente e fundou igrejas nas principais cidades do Império Romano foi martirizado também em Roma sob o Imperador Nero. O que nos salta os olhos nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade à missão. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (II Tm 4,7). Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho… Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar…” (At 12,11) Mas o que essa festa tem a nos dizer, que sigficado tem celebrar as duas colunas da Igreja? O Papa Bento XVI afirmou: “A festa de hoje oferece-me a oportunidade de voltar a meditar mais uma vez sobre a confissão de Pedro, momento decisivo no caminho dos discípulos com Jesus.” Todos os evangelhos concordam que a confissão de Pedro, tem um lugar decisivo na vida de Cristo. Terminada a pregação na Galileia, Jesus segue decididamente para Jerusalém, levará a termo sua missão salvadora. Os discípulos são parte da decisão do Senhor e é a eles que “Jesus convida-os a fazer uma opção que os levará a distinguir-se da multidão, tornando-se a comunidade dos que acreditam nele, a sua “família”, o início da Igreja.” Jesus chama a atenção dos discípulos a tomarem conciência de que existem dois modos de ver: o da multidão, que é superficial e o dos discípulos, que é autentico. As pessoas acham que Jesus é um profeta, e é verdade, mas não é só isso! Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16)! Hoje não é diferente, muitas pessoas se aproximam de Cristo e mantem uma visão superficial, como a da multidão, para estes Jesus é mais um sábio como tantos outros que passaram pela história. Isso não basta! É preciso responder com firmeza a pergunta do Senhor: “E vós quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15) Essa resposta deve ser dada na evangelização, no anuncio de Cristo ressuscitado. Se de Pedro nós colhemos a profissão da fé em Cristo Jesus, em Paulo nós reconhecemos o “Apóstolo por vocação, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus” (Rm 1, 1). As duas figuras nos ensinam em uníssono que “O compromisso de anunciar o Evangelho aos homens do nosso tempo, animados pela esperança mas, ao mesmo tempo, muitas vezes atormentados pelo medo e pela angústia, é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade” Um outro aspecto importante é a complementariedade de Pedro e Paulo presente ainda hoje na vida da Igreja, por um lado temos a dimensão hierárquica e do outro a dimensão missionária, “O Espírito Santo é quem ‘unifica na comunhão e no ministério, e enriquece com diversos dons hierárquicos e carismáticos’ toda a Igreja através dos tempos, dando vida às instituições eclesiásticas, sendo como que a alma delas, e instilando nos corações dos fiéis aquele mesmo espírito de missão que animava o próprio Cristo. ” Uma dimensão não nega a outra, mas se complementam para no mesmo corpo cumprir a missão que o senhor nos deu. Dois homens um amor esponsal: Jesus. Duas vidas, um só ideal: anunciar com ousadia a novidade do Senhor Ressuscitado. “As duas dimensões da Igreja, missionária e petrina encontram-se portanto naquele que constitui a realização de ambas, isto é no valor supremo da caridade, o carisma maior, o caminho melhor de todos, como escreve o apostolo Paulo.” Na celebração dos Santos apóstolos Pedro e Paulo voltamos também o nosso olhar para Roma, aquela Igreja banhada pelo sangue desses

O Celibato na Vocação Shalom

Confira o Especial Celibato Shalom “Com efeito, há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, compreenda!” (Mt 19,11-12). Baseados nestas palavras de Jesus, muitos homens e mulheres se propuseram desde os primórdios da Igreja a abraçar voluntariamente uma virgindade ‘por causa do Reino’. Testemunhas disso são as chamadas “virgens consagradas”, presentes já na Igreja Primitiva, e o próprio apóstolo Paulo, que em 1Cor 7,25-40 testemunha e aconselha o celibato aos seus discípulos. Com o caminhar da Igreja ao longo dos séculos, o “celibato consagrado” foi tomando corpo nas diversas formas de vida consagrada. Assim, surgiram os eremitas, os monges cenobitas, os Institutos de Vida Religiosa, os Institutos de Vida Secular, as Sociedades de Vida Apostólica, entre outras. Também na vocação Shalom, “o Senhor chama muitos à doação total do seu coração, corpo e tempo a Ele, à Obra e aos irmãos, através do celibato consagrado. Estes irmãos são membros legítimos da Comunidade e têm os mesmos direitos e deveres dos outros membros. Assumem o voto de castidade através do celibato vivido na continência perfeita, abraçada voluntariamente em favor do Reino de Deus. Esta é uma oblação, um sacrifício de louvor agradável a Deus, que gera grande fecundidade espiritual e apostólica no interior da Comunidade” (ECCSh, 157). O celibato consagrado encontra sentido no fato de ser abraçado ‘pelo Reino’. Assim, ele não é de forma alguma algo negativo. O celibatário não é alguém que simplesmente renuncia ao amor conjugal, mas é antes alguém que se propõe a amar mais a Deus e aos seus irmãos, abrindo mão de um amor exclusivo por uma pessoa. Dessa forma, o celibato não é a negação da afetividade e da sexualidade, antes, ele constitui um redirecionamento dos mesmos. No interior da Comunidade, o celibato consagrado é o reflexo da Pessoa do Espírito Santo, e atua “como instrumento de fecundidade e poder espiritual para toda a Comunidade (amor-santificação)” (ECCSh, 144). A oferta silenciosa da vida de um celibatário é fonte de vida no Espírito para a Comunidade e para a humanidade inteira. Os frutos muitas vezes são imperceptíveis aos olhos humanos, mas sabemos na fé que não é vã a vida de alguém que se entrega plenamente a Deus e ao serviço da sua vinha, não buscando nada em troca, a não ser o próprio Deus. “Os irmãos chamados a esta graça, privilegiem em suas vidas o amor e a dedicação ao Senhor, por quem, renunciando a tudo, se entregaram. Busquem provar este amor por uma fecunda dedicação aos outros, transbordando o amor universal devido a todos os homens. Por força do chamado que o Senhor lhes fez e em razão de sua generosa resposta, sejam sinais desta doação total a Deus e aos irmãos, na caridade fraterna e no apostolado, não buscando privilégios nem comodidades, mas almejando ser uma oferta agradável ao Senhor” (ECCSh, 158). “De uma maneira particular sejam os celibatários um sinal e exemplo de uma adesão incondicional aos conselhos evangélicos da pobreza, da obediência e da castidade, abraçando-os pela profissão dos votos e vivendo-os no espírito da vocação. Sejam para todos os irmãos um sinal escatológico, manifestando desta forma a supremacia das realidades eternas sobre as transitórias deste mundo” (ECCSh, 159).  Formação: Novembro/2013 Pregação: Moysés Azevedo Tempo de Duração: 80 min Idioma do Áudio: Português Livre para todos os públicos Adquira o seu [AQUI]

Corpus Christi: como a igreja é eucarística

Celebrar a solenidade do Corpo de Cristo é, acima de tudo, experimentar uma nova graça que é dada ao se unir a Jesus na Eucaristia. O ato de Comungar faz-nos dispor inteiramente para sermos todos de Deus, e isto é possível porque nos unimos ao corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Eis a mais esplêndida experiência de amor e felicidade que o homem pode vivenciar! Na Eucaristia, não só antecipamos o céu em nossas vidas, mas também nos unimos com o céu quando nos deixamos configurar com uma nova vida em Cristo: “Não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” Nas palavras do papa Emérito Bento XVI na homilia de 2008, na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, nos indica a profundidade do sentido que é dado nesta solenidade: “A própria celebração que estamos a realizar no-lo diz, no desenvolvimento dos gestos fundamentais: antes de tudo reunimo-nos em volta do altar do Senhor, para estar na sua presença; em segundo lugar faremos a procissão, isto é, o caminhar com o Senhor; e por fim, o ajoelharmo-nos diante do Senhor, a adoração, que já inicia na Missa e acompanha toda a procissão, mas tem o seu ápice no momento final da bênção eucarística, quando todos nos prostraremos diante d’Aquele que se inclinou até nós e deu a vida por nós.” “A Igreja faz a Eucaristia, mas também a Eucaristia faz a Igreja” (Henri de Lubac).  Como é possível compreender isso? A Igreja e a Eucaristia parecem se confundir diante dessa união íntima.  Ora, a verdadeira natureza da Igreja não se manifesta nas estruturas hierárquicas e nem no dogmatismo teológico, mas na própria celebração da Eucaristia. A Eucaristia realiza a unidade da Igreja. “O Corpus Christi recorda-nos antes de tudo isto: que ser cristãos significa reunir-se de todas as partes para estar na presença do único Senhor e tornar-se n’Ele um só” (BENTO XVI). Por isso, podemos dizer que na Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo celebramos a mais plena união do Esposo com a Esposa, pois é na Comunhão Eucarística que Jesus une-se de forma plena com a Igreja, ou seja, com cada fiel que professa e vive a fé do Corpo de Cristo. Por isso, desta união, o próprio Cristo nos indica o caminho que devemos percorrer: “A Eucaristia é o Sacramento do Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas se coloca ao nosso lado e nos indica a direção. Ele mesmo se fez “via” e veio caminhar juntamente conosco, para que a nossa liberdade tenha também o critério para discernir o caminho justo e percorrê-lo” (BENTO XVI). Em um profundo entendimento acerca da concepção da Eucaristia, Santo Inácio de Antioquia nos ensina que: “Cuidai de participardes de uma só Eucaristia, porque há uma só carne de nosso Senhor Jesus Cristo e um só cálice para a união com seu sangue, um só altar, como um só bispo com os presbíteros e os diáconos, meus companheiros de serviço”.  Enfim, a unidade da Igreja é manifestada em sua realidade específica e objetiva quando os fiéis se reúnem em torno do Bispo “no mesmo lugar”, para receberem a comunhão do único pão e do único cálice. Algumas considerações cabem ainda sobre o “Corpo de Cristo”, no qual nos ensina Agostinho que a Eucaristia cria a Igreja: “É o mistério de vós mesmos que é colocado sobre a mesa do Senhor; é o mistério de vós mesmo que recebeis. É ao que sois que respondeis Amém e ao que por vossa resposta aderis. Com efeito, quando ouvis as palavras “Corpo de Cristo”, respondeis Amém. Sede membros do Corpo de Cristo, para que esse amém seja verdadeiro” (Sermão 272).  Somos nós, os fiéis, que somos oferecidos e consagrados na Eucaristia: “Vós está lá, na mesa, vós está lá, no cálice” (Sermão 229). Pela comunhão do corpo eclesial: “Se receberdes, sois o que recebestes” (Sermão 227). O Corpo de Cristo, a Igreja, se oferece, portanto, para se tornar o Corpo de Cristo sacrificado, o sacramento: “Eis o sacrifício dos cristãos, esse corpo único, que nós, muitos, formamos em Cristo (Rm 12,5); é o sacrifício que a Igreja celebra no sacramento do altar, tão conhecido dos fiéis; por ele mostra-se à Igreja que, ao oferecê-lo, é também oferecida a Deus” (A Cidade de Deus 10, 6). Para concluirmos essa breve reflexão acerca do mistério Eclesiológico da Eucaristia, tomemos o Evangelho no qual narra a instituição da Eucaristia: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu aos seus discípulos dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo.” Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele o beberam. E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. “Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus” (Mc 14, 22-25). “Adorar o Corpo de Cristo significa crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá sentido verdadeiro à vida, ao imenso universo como à menor criatura, a toda a história humana e à existência mais breve. A adoração é a oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística na qual a alma continua a alimentar-se: alimenta-se de amor, de verdade, de paz; alimenta-nos de esperança, porque Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos”. Cristo oferece o seu Corpo e Sangue como penhor da glória futura: eis a antecipação das Bodas do Cordeiro! Que a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo possa em cada um de nós gerar um coração adorador e o ser Igreja, para que a comunhão Eucarística represente de forma viva e eficaz a união esponsal que transborda numa oferta de vida configurada em Cristo.Assessoria Litúrgico-Sacramental  Formação: Junho/2009  Eis a partilha da nossa alegria manifestada nesta Eucaristia dos 25 anos, a grande Ação de Graças do Nosso

A Eucaristia e o ‘amor primeiro’

“Estamos na semana da festa de Corpus Christi, celebração litúrgica do “corpo de Cristo entregue e do sangue derramado por nós”. É a solene comemoração do amor do Filho de Deus, que deu a vida para nos salvar. 1) Na Quinta-Feira Santa recordamos a última ceia, na qual Jesus instituiu o Sacrifício da Nova Aliança e a selou com seu próprio sangue, aceitando a morte violenta na cruz. O apóstolo João faz a apologia desse “amor primeiro” pelo qual Jesus Cristo -antes de qualquer resposta de nossa parte- entregou-se a Deus pai por nós (1 Jo 4,8). A ênfase litúrgica é colocada no amor de Cristo por nós. “Não há maior amor do que dar a vida pelo amado” (Jo 15, 13). 2) Na festa do “corpo de Cristo” louvamos a Deus pelo grande dom da eucaristia. Um aspecto primordial nessa celebração é a resposta da nossa parte à doação do salvador. “Deu a vida por nós”, diz são João, que conclui: “Também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo 3,16). Amor com amor se paga. Assim, a mensagem e o significado do “corpo entregue de Cristo” é a descoberta de que, ao amor gratuito e “primeiro” de Deus para conosco, deve corresponder o nosso “amor primeiro” aos irmãos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo” (Jo 13,35). Entrar em comunhão com Cristo pela eucaristia é imitar o divino salvador e comprometer-se em empenhar-se a fim de que todos tenham vida. 3) Em cada celebração eucarística, estamos pedindo a Deus que nos auxilie a cumprir o mandamento da nova lei, amando “primeiro” -com plena gratuidade- aos irmãos, a começar dos mais necessitados. A eucaristia é, assim, fonte de doação fraterna e tende a se expressar em gestos de solidariedade e partilha, lançando, ainda nesta vida, as bases para um tipo novo de sociedade, marcada pela justiça, concórdia e paz. 4) Concentra-se, portanto, na eucaristia um enorme potencial de doação e serviço ao próximo, nascido do mandamento do amor, que deveria dinamizar cada um de nós e a comunidade cristã para atender às necessidades espirituais e materiais do nosso povo. Nessa perspectiva insere-se o trabalho de evangelização como forma de aproximação mais pessoal, como visitas domiciliares, roteiros de reflexão para grupos de famílias, catequese crismal para os jovens, cursos de teologia para leigos, preparação e acompanhamento de casais, diálogo ecumênico e inter-religioso. Na mesma vontade de servir vão as comunidades descobrindo como ir ao encontro das situações de injustiça social e pobreza. Crescem a consciência da cidadania e o compromisso político como forma qualificada do amor cristão. Entre as iniciativas imediatas mais frequentes, intensificam-se as atividades da Pastoral das Crianças, os cuidados para deficientes, enfermos e idosos. Recente é o método de atendimento em família aos portadores de HIV. Várias comunidades, neste ano, criaram bancos de emprego, recebendo pedidos e habilitando candidatos. Há união de esforços para construção de casas em mutirão, assentamento de famílias, organização de trabalhos artesanais e distribuição de alimentos, roupas e remédios. São formas de expressar a fraternidade cristã e de promover o bem comum que nascem do zelo em imitar o coração de Jesus realmente presente na eucaristia. O corpo entregue e o sangue derramado de Cristo permanecem para sempre como o grande exemplo de amor a ser seguido. São também o alimento que nos fortalece a fim de sermos capazes de cumprir a missão de tornar visível no mundo de hoje o amor primeiro que o Espírito Santo em nós infunde”. Artigo de Dom Luciano Mendes de Almeida (falecido em 2006), publicado na Folha de S.Paulo.     Livro para estudo dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia), destinado a todos que buscam verdadeira motivação para a Fé cristã, na Palavra de Deus, na Tradição Eclesial, na Liturgia e no testemunho da Vida Cristã. Adquira o seu [AQUI].    

A Ascensão do Senhor aumenta nossa fé

Cristo, em sua humanidade santíssima, já chegou à glória, essa glória que, até o momento, é aurora para o resto da humanidade. Ainda não podemos experimentará-la, mas cremos firmemente nela. De fato, a esperança nesse reino induziu tantos homens, depois de Cristo, a entregar sua vida, sem temer a morte; homens que conformam uma constelação quase infinita de jóias na história da Igreja: são os mártires. Mas não só os mártires; na realidade, todos estamos chamados a uma única santidade e todos devemos viver com os olhos de nosso coração voltados para o céu porque “passa a figura deste mundo” e logo seremos “recebidos na paz e na suma bem-aventurança, na pátria que brilhará com a glória do Senhor”. (Gaudium et spes, 93). Assim como na solenidade de Páscoa a ressurreição do Senhor foi para nós causa de alegria, assim também agora sua ascensão ao céu nos é um novo motivo de alegria, ao lembrar e celebrar liturgicamente o dia em que a pequenez de nossa natureza foi elevada, em Cristo, acima de todos os exércitos celestiais, de todas as categorias de anjos, de toda a sublimidade das potestades, até compartilhar o trono de Deus Pai. Fomos estabelecidos e edificados por este modo de atuar divino, para que a graça de Deus se manifestasse mais admiravelmente, e assim, apesar de ter sido afastada da vista dos homens a presença visível do Senhor, pela qual se alimentava o respeito dele para com Ele, a fé se mantivesse firme, a esperança inabalável e o amor aceso. Nisto consiste, com efeito, o vigor dos espíritos verdadeiramente grandes, isto é o que realiza a luz da fé nas almas verdadeiramente fiéis: crer sem vacilar no que nossos olhos não vêem, ter fixo o desejo no que não pode alcançar nosso olhar. Como poderia nascer esta piedade em nossos corações, ou como poderíamos ser justificados pela fé, se nossa salvação consistisse apenas no que nos é dado ver? Assim, todas as coisas referentes a nosso Redentor, que antes eram visíveis, passaram a ser ritos sacramentais; e, para que nossa fé fosse mais firme e valiosa, a visão foi substituída pela instrução, de modo que, em diante, nossos corações, iluminados pela luz celestial, devem apoiar-se nesta instrução. Esta fé, aumentada pela ascensão do Senhor e fortalecida com o dom do Espírito Santo, já não se abate pelas correntes, a prisão, o desterro, a fome, o fogo, as feras nem os refinados tormentos dos cruéis perseguidores. Homens e mulheres, crianças e frágeis donzelas lutaram em todo o mundo por esta fé, até derramar seu sangue. Esta fé afugenta os demônios, cura doenças, ressuscita os mortos. Por isso os próprios apóstolos, que, apesar dos milagres que haviam contemplado e dos ensinamentos que haviam recebido, se acovardaram diante das atrocidades de paixão do Senhor e se mostraram arredios em admitir sua ressurreição, receberam um progresso espiritual tão grande da ascensão do Senhor, que tudo o que antes era motivo de temor tornou-se motivo de gozo. É que seu espírito estava agora totalmente elevado pela contemplação da divindade, do que está sentado à direita do Pai; e ao não ver o corpo do Senhor podiam compreender com maior claridade que aquele não havia deixado o Pai, ao descer à terra, nem havia abandonado seus discípulos, ao subir aos céus. Então, amadíssimos irmãos, o Filho do homem mostrou-se, de um modo mais excelente e sagrado, como Filho de Deus, ao ser recebido na glória da magestade do Pai, e, ao afastar-se de nós por sua humanidade, começou a estar presente entre nós de um novo modo e inefável por sua divindade. Então nossa fé começou a adquirir um maior e progressivo conhecimento da igualdade do Filho com o Pai, e a não necessitar da presença palpável da substância corpórea de Cristo, segundo a qual é inferior ao Pai; pois, subsistindo a natureza do corpo glorificado de Cristo, a fé dos fiéis é chamada onde poderá tocar ao Filho único, igual ao Pai, não mais com a mão, mas mediante o conhecimento espiritual. Dos Sermões de São Leão Magno, Papa Form: Fev/2003

Igreja, mãe da juventude

A humanidade toda – sobretudo a juventude – tem sede de radicalidade, da verdade, de liberdade. Diante da descoberta do amor de Deus, nossa vida se enche de sentido, tudo ganha novo colorido, o qual queremos manter. Aí entra a Igreja, fiel depositária e mestra por excelência de tão grande amor. Depositária e doadora de Jesus Eucarístico A Igreja é mãe, e como uma mãe zelosa e amorosa, alimenta seus filhos a fim de que cresçam fortes e saudáveis. Este alimento é a Eucaristia. Jesus se veste de fraqueza e nos oferece tudo, aliás, se oferece todo a nós: seu corpo, sangue, alma e divindade estão ali, ao nosso alcance e à nossa mesa! E dando-se todo, realiza em nós aquela revolução à qual São João Paulo II nos convida e aponta o caminho: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio. Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices da paz. E para realizardes esse importante projeto de vida, é preciso permanecer na escuta da palavra, haurir vigor dos sacramentos, especialmente da Eucaristia e da penitência”. Para conseguirmos manter a chama do amor acesa, o caminho é a oração. “A sós, com aquele que sabemos que nos ama”, colhemos o seu amor e aprendemos a retribuí-lo como Deus mesmo nos ensina. Mas não é suficiente rezar sozinho, aquela oração pessoal precisa ser fortalecida por momentos de oração em comum; aí corremos para a Missa, onde, unida, a comunidade dos fiéis rende graças ao Senhor por suas maravilhas. Sustentados pela força do amor, alimentados pelo pão do céu, seremos membros vivos do corpo místico de Cristo (a Igreja), protagonistas da história, e não meros coadjuvantes. Casa de acolhida e serviço “Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros, ainda que de formas diversas, participam deste envio” (Cat, 863). Depois de ter nossa vida transformada e iluminada pela descoberta de que somos pessoal e infinitamente amados por Deus, não podemos guardar isso somente para nós. Sentimos a necessidade de dizer ao mundo o quanto somos felizes; queremos que toda a humanidade faça essa descoberta também, e fazemos essa “divulgação” da boa nova através das nossas palavras, sim – porque “a boca fala daquilo que o coração está cheio” –, mas sobretudo através da nossa vida, é ela que realmente testemunha a conversão que Cristo opera em nós. Na Igreja, somos acolhidos e aprendemos a acolher. Aprendemos a servir aqueles que chegam, que, por sua vez, depois de fortalecidos pelo pão da vida, também estarão fortes o suficiente para servir, porque Jesus ensinou: “Não vim para ser servido, mas para servir”. Às vezes, na escola ou nos ambientes em que vivemos, as pessoas ficam espantadas com a nossa disposição de servir, de ajudar – nas pequenas coisas, mesmo: arrumar as cadeiras que estão bagunçadas antes da aula, apagar a lousa, emprestar o caderno para alguém que perdeu a aula anterior, tirar dúvidas de alguém em alguma disciplina… –, de não falar mal das pessoas nem julgar os professores, de saber o nome dos funcionários, especialmente os de cargos menos valorizados, e conversar com eles etc. Essa disposição de ir ao encontro do outro e ver nele Jesus nos é ensinada pela mãe Igreja, e essa nova forma de vida nos faz muito felizes! Na fase em que nos encontramos, somos “inquietos”, queremos mudar o mundo, desejamos implantar a verdade e a bondade na sociedade. Na Igreja, aprendemos que isso é impossível, mas que é possível dar a nossa parte, o nosso contributo para que algo – pela graça de Deus – mude em nós mesmos e nos ambientes em que vivemos, pois se plantamos paz, o que colheremos? Se plantamos amor, gratuidade e serviço, o que nos espera? A fé nos responde que Deus não decepciona. Uma experiência Como é próprio do jovem, sempre tive sede de novos desafios. Há algum tempo surgiram desafios alucinantes: drogas, álcool, sexo… Buscando lugar de destaque entre os “amigos” ou tentando ser o “radical”, ia sempre além do que podia. As drogas e o álcool foram tomando conta do meu ser, até que já não dormia sem estar sob o efeito de alguma coisa. O tempo ia passando e eu me afogando em minha própria lama. Porém, um “anjo” me socorreu: convidou-me a participar de um Seminário de Vida no Espírito Santo, dizendo que aquela seria uma “viagem” única para mim. Realmente foi! Encontrei e reconheci Jesus como meu Salvador e Ele tomou conta do meu ser. Hoje, renovado pelo seu corpo e pelo seu sangue, vivo na esperança de subir ao céu e contemplar a face do meu Senhor!   Fonte: Arquivo Shalom/Abril 2008 Através desse livro do Padre Leonardo Wagner você vai descobrir como alguns dias de férias em uma fazenda no interior do Ceará podem transformar radicalmente a vida de inúmeros jovens que têm fome de felicidade, amor e liberdade. Esses jovens relatam aqui suas vidas, abrem seus corações sem medo ou vergonha, e com linguagem franca e aberta falam sobre suas experiências com o Amor Absoluto. Um livro com testemunhos marcantes e vitoriosos. Adquira o seu [AQUI]  

Final da Santa Quaresma. E os frutos?

Na caminhada cristã, é sempre de fundamental importância a revisão de vida, pelo chamado exame de consciência. Como se procede nas atividades comerciais, devemos recorrer ao “balanço” espiritual, para à averiguação dos lucros ou prejuízos. Ao final de mais uma Santa Quaresma, igualmente muito oportuno examinarmo-nos quanto à nossa conduta, no decorrer de todo este período tão marcante em nossa vida cristã. No tempo quaresmal, a Santa Igreja assim nos convida a oração: ”Hoje, se ouvirdes a sua voz, não fecheis o vossos corações”. São palavras do salmo 94, onde o salmista nos desperta para a fiel acolhida à Graça Divina, sem jamais incorrermos na censura do Senhor: ” Eis um povo extraviado, seu coração não conheceu os meus caminhos.” (Sl 94) Na preparação para a Páscoa do Senhor, o mistério da cruz do calvário se destaca com o brilho fascinante do amor infinito de Jesus, e como força motivadora para os frutos a ser colhidos no progresso espiritual. Disse-nos o Mestre: ” Se Eu for erguido da terra, atrairei tudo para Mim.”( Jo 12,32 ) Com o olhar do coração dirigido para o Divino Crucificado, o esforço da conversão é superado mais facilmente, não obstante a renúncia heroica à nossa vontade rebelde. Através do profeta Joel, o Senhor Deus nos admoesta: ”Voltai para Mim, com todo vosso coração: rasgai o coração com o arrependimento, e voltai para o Senhor vosso Deus.” ( Jl 2, 12-13) Este é o critério para avaliarmos os verdadeiros frutos a serem colhidos pela resposta de amor ao Deus que nos amou primeiro: perseverarmos com mais constância , a contemplar, com o máximo enlevo, a deslumbrante misericórdia de Jesus, sacrificado no calvário pelos pecados de toda a humanidade. Do alto da cruz, Jesus parece repetir-nos o desabafo amargurado do profeta Jeremias: ”Ó vós todos que passais pelo caminho,considerai e vede se existe dor semelhante à minha.” Sob pena de nos deixarmos levar por injustificável ingratidão, jamais nos esqueceremos do titulo de Jesus, em razão dos acerbos sofrimentos pela redenção de todos: ”O homem das dores”. Assim compreendemos o edificante exemplo dos santos a aprender no livro da cruz a fiel resposta de gratidão ao Senhor Deus, extasiados perante a maior prova de amor. Com muita razão se afirma não podermos atestar o verdadeiro amor a Deus, se conosco não trouxermos a disponibilidade para suportar toda a cruz e sacrifício, na busca de total conformidade com a agrado da vontade divina. A Santa Quaresma foi o tempo de graças a se derramar sobre nós com tanta profusão. Não as recebamos sem os frutos espirituais de autêntica mudança de vida, como prova efetiva de terno reconhecimento perante as graças de redenção proveniente da cruz bendita do Santíssimo Salvador.   Dom Roberto Gomes Guimarães – Bispo Diocesano de Campos   Formação: Março/2009

Missão Shalom em Recife celebra seus 12 anos

Morrer com Cristo para viver com Ele, esse foi o convite que o Pe. Fábio José fez à missão da Comunidade Shalom em Recife, na missa em ações de graças pelos 12 anos da chegada do carisma na cidade. “Quem vive essa experiência de morte Dele (Jesus) para ter vida, porque a vida brota daqui, é da morte que ela brota. Por isso os estatutos dizem: Ele passou pela cruz. Os estatutos são fidelíssimos. A Comunidade é da ressurreição, mas ninguém vai ressuscitar sem morrer. E a comunidade aqui precisa morrer!”, disse. “Eu preciso matar o meu eu, que me impede de fazer o que Deus quer. (…) Morrer para o que mais?  Morrer para a acomodação. É o que está matando Igreja hoje e pode estar matando a vida, os 12 anos dessa comunidade! A acomodação que me impede de fazer o que está lá no estatuto: evangelizar! É o carisma dessa comunidade. Se eu estou aqui acomodado, eu preciso matar a acomodação!”, completou o padre. Após a celebração eucarística, a comunidade fez um momento de convivência para comemorar. Enquanto a lanchonete servia comida italiana, era exibido um vídeo de testemunhos de pessoas que passaram e ainda fazem parte da missão. Entre testemunho e outro, as risadas e os comentários se seguiam animados. Para muitos, foi um momento de saudosismo e contentamento. Para finalizar, o partir do bolo e as conversas ainda em tom de comemoração. Os mais antigos contavam histórias da missão enquanto os outros escutavam atentamente. Entre os recém chegados na comunidade, o sentimento era o de que vale a pena dar a vida pela evangelização. Confira, na íntegra, a homilia do Pe. Fábio José..

Membros do corpo de Cristo, movidos pelo Espírito!

Em seus discursos ao povo, Agostinho nunca expõe as suas ideias sobre a Igreja sem apresentar imediatamente as consequências práticas para a vida cotidiana dos fiéis. E é isto o que nós também queremos fazer antes de concluir a nossa meditação, como se nos colocássemos entre as fileiras dos seus ouvintes de então. A imagem da Igreja como Corpo de Cristo não é uma novidade de Agostinho. O que é novo nele são as conclusões práticas para a vida dos crentes. Uma delas é que não temos mais razão para nos olharmos com inveja e com ciúme. O que eu não tenho, mas os outros têm, também é meu. Ouvimos o apóstolo elencar todos aqueles maravilhosos carismas: apostolado, profecia, curas… e talvez nos entristeçamos pensando que não temos nenhum deles. Mas, cuidado, alerta Agostinho: “Se tu amas, o que tens não é pouco. Se de fato amas a unidade, tudo o que nela é possuído por alguém é também possuído por ti! Expulsa a inveja e será teu o que é meu, e, se eu expulsar a inveja, será meu o que tu possuis”. Somente o olho, no corpo, tem a capacidade de ver. Mas o olho, por acaso, enxerga apenas para si? Não é todo o corpo que se beneficia da sua capacidade de ver? Só a mão age, mas ela age, acaso, apenas para si mesma? Se uma pedra está prestes a atingir o olho, a mão por acaso permanece imóvel, dizendo que o golpe, afinal, não é contra ela? O mesmo acontece no corpo de Cristo: o que cada membro é e faz, Ele é e faz para todos! Eis por que a caridade é o “caminho mais excelente” (1 Cor 12 , 31): ela me faz amar a Igreja, ou a comunidade em que vivo, e, na unidade, todos os carismas, e não apenas alguns, são meus. E há mais: se amas a unidade mais do que eu a amo, o carisma que eu possuo é mais teu do que meu. Suponhamos que eu tenha o carisma de evangelizar; eu posso me comprazer ou me vangloriar dele, e, assim, me torno “um címbalo que retine” (1 Cor 13,01); o meu carisma “de nada me aproveita”, ao passo que o ouvinte não deixa de se beneficiar, apesar do meu pecado. A caridade multiplica realmente os dons; ela faz do carisma de um, o carisma de todos. “Fazes parte do corpo de Cristo? Amas a unidade da Igreja?”, perguntava Agostinho aos seus fiéis. “Então, quando um pagão te perguntar por que não falas todas as línguas, se está escrito que aqueles que receberam o Espírito Santo falam todas as línguas, responde sem hesitar: ‘É claro que falo todas as línguas! Eu pertenço ao corpo da Igreja, que fala todas as línguas e em todas as línguas proclama as grandes obras de Deus’” (1). Quando formos capazes de aplicar esta verdade não só às relações dentro da comunidade em que vivemos e à nossa Igreja, mas também às relações entre uma Igreja cristã e a outra, naquele dia a unidade dos cristãos será praticamente um fato consumado. Acolhamos a exortação com que Agostinho fecha muitos dos seus discursos sobre a Igreja: “Se quiserdes, pois, experimentar o Espírito Santo, mantenha o amor, amai a verdade e alcançareis a eternidade. Amém” (2). (1) Cf. Agostinho, Discursos, 269, 1.2 (PL 38, 1235 s.). (2) Agostinho, Sermo 267, 4 (PL 38, 1231) Frei Raniero Cantalamessa Form Abr / 2014 Fonte: zenit.org

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